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sexta-feira, 24 de abril de 2015

A ARTE DE CONVIVER COM PESSOAS DIFÍCEIS - PARTE I

No dia-a-dia, independente do ramo de negócio em que se atua, ou da atividade que se exerça, tem que se conviver com pessoas difíceis. Mas como definir uma pessoa difícil, complicada ou até insuportável?

Algumas pessoas parecem ter o dom de enlouquecer os outros, de tornar a convivência difícil, até insuportável, de complicar as situações e tornar o ambiente em que se está, casa, lazer ou trabalho, o pior possível. Pode ser o chefe autoritário que controla cada passo do funcionário, o amigo que não perde uma chance de reclamar da vida ou criticar cada atitude sua ou o parente que aparece para uma visita e consegue ser desastroso.  O fato é que tipos como esses são mais comuns do que se supõe. São estereótipos comuns que encontramos, na fila de um banco, na padaria, supermercado, no ambiente de trabalho ou até mesmo em nossa casa, no convívio diário, bastando para isso que haja uma instabilidade de humor, ou uma situação instalada que deseje se modificar.
Nas empresas, costuma-se rotular e apelidar este tipo de profissional com vários nomes. E rotular seja de que forma for, positiva ou negativamente, sempre é arriscado, preconceituoso e certamente indelicado. Se pensarmos bem, cada um de nós tem sua particularidade. 

Temos também nossas "complicações", que aos olhos do próximo, podem ser rotuladas de alguma forma, ou seja, “o insuportável sou eu!!!”. Será?

Existem algumas pessoas com a autoestima grandiosa, outras que se fazem de coitadinhos, incompreendidos e rejeitados e outros exigentes ao extremo, Os exemplos são muitos. Hoje publico, os primeiros de uma série de apelidos que são associados à essas pessoas.

Uma dica para o bem viver, é abstrair. É preciso não dar tanta importância aos ataques. 
Outra dica, antes de rotularmos um colega de trabalho, é fazermos uma auto reflexão sobre o nosso tratamento com o próximo ou sobre o nosso comportamento em grupo:
1-Como me comporto diante de um possível conflito?
2-Como me comporto nas reuniões de trabalho?
3- Será que eu a trato o próximo como eu gostaria de ser tratado?
4 Será que as outras pessoas na empresa tem a mesma dificuldade de relacionamento?
5- Como é o tipo de comunicação com esta pessoa?
6- Será que eu entendo esta pessoa?
7- Eu deixo transparecer meu lado pessoal ou profissional no dia-a-dia com esta pessoa?
8- Posso ou devo compartilhar deste “problema” com alguém?

Para Marcelo António Homem de Mello, Coaching e Consultor, “Quando se lida com pessoas, tudo pode dar errado. E certamente dará. No entanto, quando dá certo, vale por todos os erros que por ventura tenham ocorrido no passado.”

 A revista ISTO É, já publicou uma reportagem com o título “Como lidar com pessoas insuportáveis” - Dicas de psicólogos para conviver com gente capaz de fazer qualquer um perder a cabeça.
A revista, de uma forma leve, abordou o tema, deu dicas de como podemos nos comportar e nos fez lembrar algumas pessoas que conhecemos. Abaixo posto o texto, o primeiro de uma série de três nas minhas pesquisas, e espero que vocês não lidem com esse tipo de colega. Difícil, não??

Boa Leitura!!!

Como lidar com pessoas insuportáveis
Dicas de psicólogos para conviver com gente capaz de fazer qualquer um perder a cabeça
 MIMADOS
 Como identificar: são narcisistas, teatrais, dependentes e superficiais. Conseguem o que querem explorando sentimentos como pena e culpa. O que podem causar: sugam o tempo da vítima, provocam desgaste emocional e até prejuízos financeiros O que fazer: imponha limites e não se perturbe com as lamentações.
  Algumas pessoas parecem ter o dom de enlouquecer os outros. Em menor ou maior grau, são capazes de tornar a convivência difícil, até insuportável. Pode ser o chefe autoritário que controla cada passo do funcionário, o amigo que não perde uma chance de reclamar da vida ou o parente que aparece para uma visita e consegue destruir móveis e bibelôs. O fato é que tipos como esses são mais comuns do que se supõe. Mas a forma como as pessoas reagem a eles não. Há quem consiga se defender. Há quem recorra à terapia para superar os traumas do convívio. Com a bagagem dos casos colecionados em consultório, especialistas ensinam a lidar com esses “indivíduos-problema”.

            O psicólogo americano Paul Hauck é um exemplo. Há quatro décadas ele estuda os comportamentos neuróticos. Em maio, lança o livro Como lidar com pessoas que te deixam louco. Nele, o terapeuta com mais de 15 obras publicadas decifrou cinco “personalidades” capazes de fazer alguém perder a razão – os controladores, os fracassados, os mimados, os bullies e os desleixados/maníacos por limpeza (leia quadros). “Quando você não constrange quem age de forma irritante e perturbadora, está tolerando esse comportamento”, disse Hauck à ISTOÉ. “Nós só somos tratados do jeito que permitimos.” Segundo o psicólogo, muitas vezes, quem o procura no consultório é a pessoa errada – ou seja, a vítima. “Vários que estão aqui vêm porque os que realmente deveriam estar não aceitam tratamento”, confirma a terapeuta de casais Ana Maria Fonseca Zampieri, de São Paulo.


Os grupos mais perigosos são os bullies e os controladores. “Eles podem recorrer à força física e não se importam com as consequências”, analisa Hauck. “Evite-os a todo custo, a não ser que você seja forte o suficiente para se defender.” A dor aumenta e as consequências psicológicas agravam se o agressor é alguém muito próximo. Foi o que aconteceu com a carioca Luiza Leme. Seu ex -marido a vigiava constantemente. Lia e-mails, mexia em objetos pessoais, violava sua privacidade. “Eu queria dar uma de boa samaritana”, reconhece. “Hoje, sei que limite é saudável”, diz Luiza, que só melhorou quando decidiu terminar o relacionamento.

O bully, valentão que intimida os colegas de escola, tem seu paralelo entre adultos. A designer paulistana Cris Rocha, 30 anos, passou maus bocados nas mãos de um. Ela assumiu algumas contas de um amigo em dificuldades financeiras, como a internet banda larga do rapaz, pois os dois tinham criado um site em conjunto. “Mas ele se tornou grosseiro e começou a fazer cobranças e acusações”, lembra Cris. Depois de dois anos de agressões verbais, a designer criou coragem para se afastar. “A forma de argumentar dele fazia eu me sentir muito mal”, lembra. “Só com ajuda de amigas percebi que o errado era ele.” É importante identificar se as acusações têm fundamento. “Não deixe que os bullies o convençam de que você está sempre errado ou que é um idiota”, aconselha Hauck.



Fracassados, mimados e maníacos por limpeza (ou bagunça, no extremo oposto) causam menos danos, mas nem por isso devem ser ignorados. “Pequenos traumas podem se tornar crônicos”, afirma a terapeuta Ana Maria. A professora de inglês Andréa Oliveira, 25 anos, cometeu outro erro comum: deu brechas demais a um mimado. “Eu me proponho a ajudar os amigos, mas eles abusam”, reconhece. Depois de reconciliar um casal de conhecidos, eles passaram a convocá- la a cada desentendimento, até que ela se recusou a intermediar. “Por causa disso, minha amiga ficou um mês sem falar comigo”, diz. Essa é a estratégia dos mimados: esperneiam, batem o pé, fazem bico. A recomendação da psicanalista Léa Michaan, da Universidade de São Paulo (USP), é deixar claro que ninguém tem obrigação de fazer favores. “Dizer o que pensa, mesmo que seja num tom de brincadeira, é fundamental”, afirma.
Quem convive com pessoas problemáticas também corre o risco de se deixar contagiar, especialmente pelos fracassados, que sabotam a própria felicidade. A estudante paulista Fernanda Espinosa, 25 anos, terminou um noivado depois de sofrer muito ao lado de um. “Com a convivência, percebi que ele era uma pessoa negativa”, conta. O ex-noivo passava os fins de semana dormindo ou vendo tevê, e arrastava a moça com ele. “Vivia cheia de olheiras, de tanto dormir. Estava muito mal”, afirma a estudante. Uma categoria à parte é a dos muito bagunceiros ou pessoas com mania de limpeza, que não são comportamentos ruins por si só, mas podem tornar a convivência irritante. O publicitário paulista Leandro Monteiro, 37 anos, teve de tolerar durante anos os hábitos da mãe. “Hoje em dia acho o máximo poder fazer gestos corriqueiros como atender o telefone ou abrir a geladeira sem ter de lavar as mãos antes!”, explica Leandro, que, casado há quatro anos, pode fazer a bagunça que tiver vontade.
Em muitos casos, é possível tentar a convivência com essa turma de personalidade difícil. “Pois sem conflito não há mudança”, afirma a consultora de carreira Maria da Luz Calegari. Há várias táticas para aprender a lidar com eles e, principalmente, para se fazer respeitar. Se ainda assim elas falharem, é melhor evita-los. Quando não for possível riscá-los da lista de contatos, como no caso de um chefe tirano, por exemplo, o segredo é abstrair. “É preciso não dar tanta importância aos ataques”, diz Léa Michaan. Afinal, ninguém está totalmente imune a deslizes. Nem a pessoas insuportáveis.
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Referências: 
Marcelo António Homem de Mello - CEO – Empresário, Consultor, Coach pela Sociedade Brasileira de Coaching-SBC, http://www.homemdemelloconsultoria.com.br
             ISTO É - N° Edição:  2056 |  08.Abr.09 - http://www.istoe.com.br/reportagens/10937_COMO+LIDAR+COM+PESSOAS+INSUPORTAVEIS