sexta-feira, 9 de agosto de 2013

CUIDADO COM AS PALAVRAS NO AMBIENTE DE TRABALHO - Carmen Lúcia Couto


...Sons, palavras, são navalhas
E eu não posso cantar como convém
Sem querer ferir ninguém...
(Belchior - Apenas Um Rapaz Latino-americano)
 Palavra lida
palavra escrita
palavra dada
palavra maldita... 
...Frases sem sinal,
desprendem seus sons
tristes, amargos,
calados... solados...
(Palavras e letras - Carmen)*

         Na convivência entre grupos e pares, tanto na vida particular, como no ambiente corporativo, foco deste artigo, uma das causas geradoras de conflitos é a forma de tratamento entre as pessoas. E lembrando o trecho da música do Belchior citado acima, as palavras são navalhas e cortam e podem até matar.
Matar o amor, a amizade, o respeito, a admiração, a confiança, enfim...a boa convivência.
Costumo sempre dizer aos meus alunos que: quando estamos trabalhando para determinada empresa as desavenças entre os pares devem ficar em segundo plano e que nós não somos obrigados a gostar, ter afeição ou amizade por ninguém que trabalha conosco, mas devemos respeitar o próximo e pensar que se as discussões, levadas para o lado pessoal, acontecerem, o ambiente fica carregado e prejudica a realização das tarefas.
Palavra, por definição,  é “a faculdade de expressar as ideias por meio da voz” e a voz produz os sons , e quando esses sons, digamos assim, ofendem, ficam eternamente gravados e se transformam em mágoa e, um dia, poderão ser devolvidos, o que é pior: em dobro!!! (...desprendem seus sons tristes, amargos...)
Como no trecho da música, sem querer ferir ninguém,  podemos estar ofendendo por meio de comentários ou frases descabidas. Dessa forma, devemos nos policiar sobre o que dizemos no ambiente de trabalho, porque algumas palavras podem ser mal interpretadas e, mesmo o profissional estando bem intencionado, pode sair prejudicado.


GOOGLE IMAGENS


A escritora Darlene Price, autora do livro Well Said! Presentations e Conversations That Get Results (Apresentações e conversas que dão resultado) selecionou para o site da revista Forbes algumas frases que nunca devem ser ditas no ambiente de trabalho. A Época Negócios (http://epocanegocios.globo.com), então, destacou dez delas. Confira e lembre-se de banir essas expressões do seu vocabulário durante o expediente.

"Não é justo" - em vez de dizer que você está sendo injustiçado porque só o seu colega ganhou aumento ou porque só você precisou trabalhar no feriado, tente juntar dados e informações que apresentem bem o seu trabalho e façam com que ele seja reconhecido.

"Não é problema meu", "Não sou pago para isso" - atitudes egoístas podem limitar o crescimento profissional. Por mais que um pedido feito a você seja inconveniente ou inapropriado, imagine que ele é importante para quem o fez, portanto, tente não se mostrar indiferente ou insensível ao problema de outras pessoas.

"Eu acho" - Que frase soa melhor: "Eu acho que a nossa empresa pode ser uma boa parceira para você?" ou "Eu acredito que a nossa empresa pode ser a uma boa parceira para você? O "Eu acho" transmite uma certa insegurança para o interlocutor.
"Eu vou tentar" - Quando dizemos que iremos tentar fazer algo, está implícito que há a possibilidade de falharmos. Quando for falar com alguém no ambiente de trabalho, especialmente com seus superiores, prefira usar palavras como "Eu vou fazer".

"Ele é um idiota", "Ela é uma preguiçosa", "Odeio essa empresa" - Evite fazer esse tipo de comentário imaturo sobre seu trabalho e seus colegas, pois isso poderá se voltar contra você. Se você tiver uma reclamação realmente pertinente sobre alguém ou alguma coisa, tente comunicar seus superiores com tato e neutralidade.

"Mas nós sempre fazemos desse jeito" - Os líderes valorizam a inovação, a criatividade e a capacidade de resolver problemas. Uma frase como esta revela exatamente o oposto, ou seja, que você está fechado para novidades. Em vez de dizer isso, tente falar: "Que interessante, como poderíamos fazer esse trabalho?" Ou "Isso é bem diferente do que temos feito, vamos discutir os prós e contras".

"Isso é impossível" ou "Não há nada que eu possa fazer" - Ao falar dessa forma mostrando uma atitude pessimista, passiva e sem esperança. Será mesmo que todas as possibilidades de solucionar o caso já foram checadas? Para não deixar uma impressão negativa entre seus colegas, prefira dizer "Vamos discutir as possibilidades diantes das circunstâncias" ou "O que eu posso fazer é isso".

"Você deveria ter feito assim" ou "Você poderia ter feito de tal forma" - O ambiente de trabalho precisa ser um lugar de colaboração e trabalho em equipe. Ao apontar o dedo e dizer como alguém deveria ter feito seu trabalho, criamos um desconforto para todo mundo. Ao dar um feedback, tente usar expressões como "Da próxima vez, me passe as informações imediatamente" ou "Recomendo que no futuro você...".

"Eu posso estar errada, mas..." ou "Esta pode ser uma ideia boba, mas..." - Quando usamos uma expressão depreciativa, você acaba depreciando também a ideia que vem a seguir. Não é necessário usar esse tipo de expressão ao fazer uma sugestão. Em vez de dizer "Posso estar enganado, mas acho que estamos gastando tempo com essa discussão sem importância", prefira falar "A meu ver estamos gastando tempo com essa discussão sem importância".

Eu não tenho tempo para isso agora" ou "Estou muito ocupado" - Ainda que isso seja verdade, ninguém quer se sentir menos importante que alguém ou alguma coisa. Prefira dizer: "Será que podemos discutir isso outra hora?" ou "Que tal se eu passar na sua sala em 15 minutos para discutirmos isso?".

Lembrando o famoso pensamento:
Existem quatro coisas na vida que não se recuperam:
- a pedra, depois de atirada;
- a palavra depois de proferida;
- a ocasião, depois de perdida; e
- o tempo, depois de passado.
  


 GOOGLE IMAGENS 

Ver também as postagens sobre CONFLITO neste blog

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Acredito no poder da palavra e do olhar como nossas maiores armas. Deixo aqui um dos meus poemas. 

Palavras e letras – Carmen Lúcia Couto*

Palavra lida
palavra escrita
palavra dada
palavra maldita.
Digo e não penso
solto ao vento
letras sem rima
palavras sem sina.
Finda na fenda
rasga a renda
deságua oferenda.

Palavras que ferem,
que alegram
ou que sugerem...
Letras que choram e
pela face resvalam.
Frases sem sinal,
desprendem seus sons
tristes, amargos,
calados... solados.
Ecoa, enfim, um adeus.
Letras amargas, palavra sem sal,
deixam o desejo, a lembrança,
mas sem esperança.
Apenas o ponto final.


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Quem acha que receber golpes e socos machucam, 

nunca conheceu a dor de receber algumas palavras.


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segunda-feira, 29 de julho de 2013

Como não se tornar um dinossauro de escritório




A Revista VOCÊ S/A publicou na edição de  junho/2013 a reportagem Como não se tornar um dinossauro de escritório. Estamos na era do conhecimento, aonde este vem se tornando fator primordial para a competitividade organizacional e profissional, ou seja, a empresa que não se atualiza está fadada a fechar ou ficar estagnada eternamente, bem como o profissional que não fizer do aprendizado uma “rotina” na sua vida, está fora do mercado e sem condições de competir para alcançar um bom cargo ou emprego. Mas se  já está empregado, existe o medo de ser ultrapassado em seu ambiente de trabalho e isso a reportagem aborda com muita propriedade. Da mesma forma que os aparelhos tecnológicos ficam obsoletos rapidamente, os profissionais também vão ficando para trás à medida que novos colegas entram na empresa com novos conhecimentos, idéias e técnicas.

Os aparelhos podem ser trocados a cada lançamento de um novo para substituir o antigo, isso faz parte da obsolescência programada,* quando não são reciclados, aparece um outro problema grave, que é a agressão ao meio ambiente, mas as pessoas/profissionais não podem (ou não devem!) ser trocados rapidamente, cabe a esses profissionais, sim, a reciclagem do conhecimento, que vem acrescer à sua bagagem novos conhecimentos. 

A leitura é interessante para todos que desejam crescer como profissional e enfrentam o estresse dessa era que tanto nos facilita ao acesso a informação e, ao mesmo tempo, exige mais e mais de nosso interesse, capacidade de aprender e responsabilidade (as marcações são minhas). 

 Carmen
Aproveitem!!

 

Como não se tornar um dinossauro de escritório

O medo de ficar ultrapassado angustia muitos profissionais. Veja o que fazer para não cair nessa armadilha.




 Marcelo Ponzoni (ao centro) da agência de publicidade Rae,
MP: "Pergunto sobre tudo, o tempo todo"
  
     Boa parte de seus bens ficará obsoleta até o fim deste ano. Pense em sua TV, em seu computador ou em seu celular. No momento em que você está lendo esta reportagem, algum lançamento está transformando seu aparelhinho recém-comprado em peça de museu.
Trata-se de uma estratégia deliberada da indústria chamada obsolescência programada*. Faz parte do plano de negócios de fabricantes de telefones, de roupas ou de carros prever o envelhecimento de seus próprios produtos para que consumidores sintam a necessidade de comprar novos modelos e assim manterem-se atualizados. Pode parecer maléfico, mas, segundo o guru do marketing Philip Kotler, é competição pura: num mercado livre, sempre aparece alguém capaz de fazer um produto ou serviço melhor. Nenhuma consultoria inventou ainda a obsolescência programada de pessoas, mas a sensação de estar defasado na carreira incomoda muitos profissionais. “O mercado está mais exigente, e mesmo as pessoas competentes estão sendo demitidas”, diz Yvete Piha Lehman, professora do Departamento de Psicologia Social e do Trabalho da Universidade de São Paulo. “Isso tudo gera uma ansiedade no profissional e uma pressão para que ele se mantenha inteirado o tempo todo.”
O que outrora conferia status de sabedoria hoje é visto como indício de caducidade. “Até dez anos atrás, passar dos 40 significava ganhar respeito e reconhecimento dos colegas”, diz Yvete. “Hoje, não há mais garantias.”  
Embora exista uma valorização recente de profissionais veteranos em diversas áreas onde há escassez de mão de obra qualificada, as empresas contratam e promovem rapidamente jovens para substituir os mais velhos com o objetivo de reduzir despesas. Segundo dados do Dieese, as pessoas com até 29 anos já ocupam 33% dos postos de trabalho formais.

Segundo Tom Chatfield, autor do livro Como Viver na Era Digital, trata-se de um engano traçar uma linha entre as gerações. “Existem jovens com pouco conhecimento digital e pessoas mais velhas que dominam esse universo”, afirma.
No entanto, o autor britânico diz que “a pressão que os trabalhadores sofrem é para que eles mesmos cuidem da própria carreira e do desenvolvimento de suas habilidades”. 
Tradicional ou conservador são palavras que o publicitário Marcelo Ponzoni, de 47 anos, sócio da agência Rae, MP, de São Paulo, não usa nunca para se definir. Marcelo lembra quando ouviu, pela primeira vez, a palavra Twitter, cerca de sete anos atrás. Achou o site estranho, o conceito esquisito, mas tratou de fazer um perfil na rede social. “O que quer que fosse aquilo, eu queria participar”, diz. Hoje, de posse de dois iPads (um fica em casa e o outro no trabalho), um iPhone e outros produtos da Apple, Marcelo combate a ansiedade de ficar desatualizado fazendo perguntas. “Pergunto tudo, o tempo todo, para todo mundo”, diz.
O mais aporrinhado com as questões de Marcelo é seu filho de 16 anos, que diariamente é questionado sobre as novidades que estão em seu radar. Os funcionários da agência também não escapam. “Aproveito que sou chefe e todo mundo tem de me responder”, afirma Marcelo, brincando. “O maior problema da minha geração é que as pessoas acham que precisam mostrar que sabem de tudo”, diz Marcelo. “Elas têm medo de perguntar e mostrar que são ignorantes em alguns assuntos.” 

Mania de sabe tudo
A mais importante medida para um veterano não se transformar num dinossauro de escritório é manter a conexão com os mais jovens.
“Quem ficou para trás não percebe sua situação. O grupo em que essa pessoa está inserida é que percebe e emite sinais. É preciso ficar atento a eles”, diz Bárbara Olivier, gerente da consultoria em educação LAB SSJ, de São Paulo. 
Para ter certeza de que nunca ficará para trás, Lucyval de Souza Torres, de 46 anos, coordenador de retenção de tributos fiscais da operadora Claro, de São Paulo, busca se antecipar às tendências. Uma de suas estratégias é trocar de celular três vezes ao ano.  “Gosto de ter o que é mais novo no mercado”, diz Lucyval. Essa necessidade constante de atualização já quase rendeu problemas conjugais. Durante as últimas férias em família, na praia de Pipa, no Rio Grande do Norte, o sinal fraco de internet no quarto obrigava Lucyval a escapulir, enquanto a mulher tomava banho, para ler os e-mails, ver as postagens dos amigos no Facebook e Instagram e checar as mensagens do aplicativo Whastapp perto da recepção, onde o telefone funcionava melhor. Segundo Lucyval, esse foi o jeito que ele encontrou para se manter em dia com os jovens. 
Como ocorre com produtos que ficam velhos logo após o lançamento, alguns profissionais começam a se preocupar em evitar a obsolescência antes mesmo de amadurecer. O estudante carioca de ciência da computação Leonardo Miguel, de 23 anos, já sofre dessa ansiedade. “Fico na sala de aula pensando que o que estou aprendendo ali já não servirá para nada”, afirma Leonardo. Para Rosa Farah, coordenadora do Núcleo de Pesquisa da Psicologia em Informática da PUC de São Paulo, a paranoia com atualização faz parte de um processo de adaptação ao mundo atual.
“Nos próximos anos, as pessoas conseguirão encontrar um ponto de equilíbrio”, diz Rosa. O melhor a fazer é usar o medo de ficar para trás ao seu favor. O filósofo canadense Marshall McLuhan (1911-1980) costumava dizer que obsolescência não era o fim, era apenas o início de alguma coisa. Se seu conhecimento está ficando velho, aprenda algo novo.



Obsolescência programada* (ou planejada) significa reduzir a vida útil de um produto para aumentar o consumo de versões mais recentes. Planejar o envelhecimento de um produto é uma ação praticada deliberadamente por diversos setores da indústria.
Funciona da seguinte forma: o produto é desenvolvido para durar apenas um período programado pelo seu fabricante. Com esta prática, o consumidor já compra um produto que tem validade mais curta do que deveria. O próximo passo é não funcionar adequadamente após o limite estabelecido pela fábrica ou parar de funcionar.
Essa estratégia aplicada pelas empresas estimula o consumismo através do forte apelo do Marketing que induz à compra de modelos modernos e atrativos, e não ao conserto do produto. Em alguns casos, o conserto se torna propositadamente mais caro para que o cliente não tenha alternativa.
Os equipamentos eletrônicos são campeões da prática de obsolescência programada. Por exemplo, os computadores pessoais. Após determinado período começam a ficar extremamente lentos e já não funcionam como era esperado ou se tornam obsoletos.
Com isso, a economia não para de crescer. Para as indústrias, é o progresso tecnológico que determina a renovação.
A realidade é que com a obsolescência programada os produtos se tornam ultrapassados e quando não são reciclados começam a gerar um grave problema ambiental e social, com os lixões.

 

Comprar, Tirar, Comprar: la historia secreta de la Obsolescencia Programada (documentário). O documentário espanhol “Comprar, Tirar, Comprar” (em Português “Comprar, Trocar, Comprar”), com direção de Cosima Dannoritzer, mostra histórias sobre a prática de obsolescência programada pelas empresas. O documentário é de 2010, mas foi lançado em 2012 nos Esta dos Unidos com o título “The Light Bulb Conspiracy” e pode ser visto na íntegra no YouTube.

 Fonte: http://www.significados.com.br/obsolescencia-programada/

imagens: google imagens - acrescentadas por mim. Não fazem parte do texto original

 

 

segunda-feira, 3 de junho de 2013

Conflitos entre pais e filhos podem gerar prejuízos nas empresas


Estamos lidando sempre com algum tipo de conflito. Pode ser em um relacionamento profissional, amoroso ou familiar, o importante é saber como enfrentar a situação da melhor maneira possível.
O conflito não é tão mal. Está relacionado aos interesses, pontos de vista diferentes de um grupo ou um par sobre determinado assunto. Já que as pessoas não veem o mundo da mesma forma, é natural, e até saudável na relação, que as divergências apareçam. Aquele que concorda com o outro o tempo todo estará, provavelmente, mentindo e não defende o que realmente acredita.
O conflito recebe o rótulo de algo ruim devido aos aspectos emocionais que surgem com ele e consequentemente as agressões verbais e físicas. No ambiente intra e inter-organizacional o tratamento inadequado de um conflito poderá gerar violência, insubordinação e outras graves disfunções organizacionais. Nos relacionamentos pessoais (fora do ambiente corporativo) também não é diferente. 
Selecionei o texto abaixo com o título “Conflitos entre pais e filhos podem gerar prejuízos nas empresas”, da consultora Sonia Jordão, disponível em administradores.com, que fala da origem de conflitos entre pais e filhos e dá dicas para amenizá-los.

Aproveitem a leitura e reflitam sobre o tema

         Praticamente todo homem adulto já deparou com uma situação na qual sua opinião era acentuadamente divergente, ou até se opunha a outra posição, tendo verificado ser difícil encontrar um consenso sem um mínimo de desgaste. Com isso, muitas vezes, a solução foi evitar o prolongamento do assunto e manter a distância entra as partes descontentes.
Quando um conflito como esse ocorre em empresas familiares, a situação é mais delicada.
Os conflitos geralmente surgem nos pequenos detalhes, porém costumam estar respaldados por fundamentos profundos como o desrespeito às diferenças pessoais, ou a falta de informação.
Existem momentos nos quais o conflito aflora com maior facilidade e o momento da sucessão empresarial é um desses, especialmente quando ela decorre do falecimento do pai, situação na qual cresce a expectativa sobre o posicionamento das pessoas na organização, especialmente com relação aos herdeiros, seus cônjuges e seus próprios descendentes.
Essas situações são bastante comuns, tanto que pesquisas internacionais indicam que somente 1/3 das empresas familiares sobrevivem à passagem para a segunda geração e, entre as sobreviventes, somente 15% chegam à terceira geração. Todavia, as empresas familiares não estão condenadas ao insucesso.
Independentemente da formação societária da organização, os conflitos entre pais e filhos podem existir a qualquer momento, ainda mais quando os dois trabalham juntos. “Sabemos que liderar é conseguir que outras pessoas façam o que queremos, é influenciar os outros em suas atitudes. Todos os pais gostariam que seus filhos fossem melhores que eles mesmos, por isso, precisam agir como líderes para, assim, influenciá-los a serem como desejam”, explica a consultora organizacional Sonia Jordão.

Sonia ainda dá algumas dicas de liderança, que, segundo ela, são usadas por bons líderes nas organizações:
  • Respeite o direito do outro, assim você conquista sua confiança.
  • Saiba ouvir, preste atenção no outro.
  • Seja capaz de compreender e perdoar. Errar é humano.
  • No lugar de impor suas idéias, procure conquistar seus filhos, com afeto e segurança.
  • Busque conhecer a si mesmo e principalmente a seus filhos.
  • Respeite as diferenças entre as pessoas, não trate um filho da mesma forma que trata o outro.
  • Seja firme, sem usar a agressividade. Procure impor sua autoridade pelo respeito e exemplo e não pela força.
  • Saiba por que está dizendo um “não” e mantenha sua palavra.
  • Coloque limites, assim seu filho aprenderá que não pode ter tudo o que quer, na hora e da forma que quer. A vida nem sempre nos oferece o que queremos.
  • Cumpra o que prometeu, seja um prêmio ou uma punição e não prometa o que você não pode cumprir. A confiança é um edifício difícil de ser construído, fácil de ser demolido e muito difícil de ser reconstruído.
  • Delegue responsabilidades.
  • Dê feedback, seja ele positivo ou negativo. Mostre onde o outro está errando, isso o ajudará a crescer.
  • Seja exemplar. As pessoas seguem o que você faz e não o que você diz para fazerem.
  • Evite punir quando estiver irado, espere se acalmar e aí corrija os erros que percebeu.
  • Procure acentuar as características positivas de seus filhos. Quando alguém recebe um “rótulo” de que é de alguma forma fará muita coisa para manter isso.
  • Use a máxima da liderança que é: elogiar em público e criticar em particular.

Se tentarmos seguir as dicas acima, com certeza poderemos amenizar os conflitos familiares, levar o aprendizado para a empresa e partir para uma boa convivência.


google imagens



sábado, 1 de junho de 2013

Canto, arte e fé (Carmen Lúcia Couto)

Sou Pernambuco,
sou poesia...
sou canto...
sou arte...
sou fé.
Das margens do São Francisco 
à beira da maré.
Da lama do mangue
ao Alto da Sé.

Sou Pernambuco...Recife...
Cidade do amor, querer e harmonia 
Onde o mar se encontra com a lua
vertendo as cores da vida, em magia.

Pernambuco lugar de belas praias
Água de coco, tapioca e frevo no pé.
...Tracinho do Nordeste
que vai da ciranda, do samba e do maracatu
ao terreiro de candomblé.

O amor que te tenho
não cabe de tão grande.
Suporta, até, a dor, a seca e a miséria.
Sobe nos morros, rala no asfalto,
nos jardins das praças
e becos da favela.

O lado triste da fome
também cabe no teu nome.
Sonho, um dia, com o fim da pobreza!
Amanhã, quem sabe, um claro futuro! 
Povo com mais escola, trabalho, saúde
e comida na mesa.

E assim termino mais um desabafo
de querer e de admirar minha terra,
que é mãe de todos que falam visse, oxente,
arretado de bom e cabra quente. 
Aqueles que chegam de fora e ficam,
passam a fazer parte da nossa gente.
Os que vão embora, sentem saudades,
mas deixam Pernambuco guardado no coração...
...pra sempre.


Algumas dessas expressões "pernambuquenses" eu completei. Quem lembrar de alguma deixa no comentário.
Recomendo: Dicionário da Diversidade Cultural Pernambucana, de Adriano Marcena

PERNAMBUCANO E O PERNAMBUQUÊS

Pernambucano não toma água com açúcar, ele toma “garapa”.
Pernambucano não mente, ele “engana”.
Pernambucano não percebe, ele “dá fé”.
Pernambucano não sai apressado, ele sai “desembestado”.
Pernambucano não aperta, ele “arroxa”.
Pernambucano não dá volta, ele “arrudeia”.
Pernambucano não espera um minuto, ele espera um “pedacinho”.
Pernambucano não é distraído, ele é “avoado”.
Pernambucano não é esperto, ele é “desenrolado”.
Pernambucano não é rico, ele é um cabra “estribado”.
Pernambucano não é homem, ele é "cabra macho”.
Pernambucano não dá (ou leva) bronca, é “carão” ou "bale".
Pernambucano quando não casa, ele fica “amigado”.
Pernambucana não fica grávida, fica “buchuda, prenha”
Pernambucano não é corajoso, é “cabra de pêia”.
Pernambucano não é medroso, é “froxo, cabra de pêia mole”.
Pernambucano não fica apaixonado, ele “arrêia os pneus”.
Pernambucano quando liga pra alguém não diz alô, atende e diz logo:- Tais ondi?
Pernambucano não vai embora, ele “pega o beco, dá o lavra, dá o L”.
Pernambucano não diz ‘concordo com você’, ele diz: issssso, homi!!!
Pernambucano não conserta, ele “imenda”.
Pernambucano não bate, ele ‘senta-le’ a mão.
Pernambucano não é sortudo, ele é “cagado”.
Pernambucano não corre, ele “dá uma carreira”.
Pernambucano não malha os outros, ele “manga”.
Pernambucano não conversa, ele “resenha”.
Pernambucano não fica solteiro, ele fica “solto na bagaceira”.
Pernambucano não bebe um drink, ele “toma uma”. (Não só toma uma, como toma todas)
Pernambucano não fica com vergonha, ele fica encabulado, todo errado.
Pernambucano não passa a roupa, ele “engoma”.
Pernambucano não acompanha casal de namorados, ele “segura vela”.
Pernambucano não rega as plantas, ele ‘agôa’.
Pernambucano não quebra algo, ele “tora”.
Pernambucano não pede almoço, ele pede o “de cumê”.
Pernambucano não fica satisfeito quando come, ele “enche o bucho”.
Pernambucano não dá bronca, dá “carão”.
Pernambucano não tem diarréia, tem “caganeira”.
Pernambucano não tem mau cheiro nas axilas, ele tem “suvaqueira”.
Pernambucano não tem perna fina, ele tem “cambitos”.
Pernambucano não é magro e alto, ele é “vara pau”.
Pernambucano não é mulherengo, ele é “raparigueiro”.
Pernambucano não joga fora, ele “avoa no mato”.
Pernambucano não vigia as coisas, ele “fica tucaiando”.
Pernambucano não se dá mal, “se lasca todinho”.
Pernambucano quando se espanta não diz: – Xiiii!.... Ele diz: Viiixi Maria! Aff Maria! Armaria!!! ou "Oxente"
Pernambucano não vê coisas do outro mundo, ele vê “malassombros”.
Pernambucano não é chato, é “cabuloso”.
Pernambucano não pula, “dá pinote”.
Pernambucano não briga, “arenga”.
Pernambucano não faz cocô, ele “arrea o barro”.
Pernambucano não xinga ”filho da mãe”, ele xinga “fí duma égua”.
Pernambucano não diz orelha, diz “urêia”.
Pernambucano não dá murro na rosto, dá murro no “mói da guariba”
Pernambucano não se aproveita dos outros, ele “arrega dos outros”
Pernambucano não sente medo, ele “tora um aço”.
Pernambucano não perde a virgindade, ele “tira o cabaço”.
Pernambucano não é bom em algo, ele é “tampa”.
Pernambucano não fica preocupado, fica “aperreado”.
Pernambucano não vai à força, ele vai “a pulso”.
Pernambucano não acha maravilhoso, ele acha
“arretado”.
Pernambucano não fica apressado, fica “avexado”.
Pernambucano não fica triste, “fica borocochô”.
Pernambucano não mexe em algo, ele “boli”. Do verbo "bulir"
Pernambucano não é o melhor, o bom, é “o cão chupando manga”.
Pernambucano não precisa de algo, ele “carece de algo”.
Pernambucana não usa tiara, usa “diadema”.
Pernambucano não faz compras, ele “faz feira”.
Pernambucano não é medroso, é “frouxo”.
Pernambucano não faz fofoca, faz “fuxico”.
Pernambucano não toma refrigerante, toma “guaraná”.
Pernambucano não falta aula ou trabalho, ele “gazea”.
Pernambucano quando se empolga, fica com a “mulesta dos cachorro”.
Pernambucano não fica irritado ou raivoso, ele "pega ar", "fica arretado", "invocado", "com o d’iabo no couro", "virado" num mói de cuento, "com a mulesta dos cachorro", "com a gota serena”.
Pernambucano não diz “puta que pariu”, diz “deu a bobônica, deu a bixiga, deu a bixiga lixa, deu a miséria, deu a bixiga lixa misinguenta, deu a preula”
Pernambucano não leva pancada, ele leva uma “chapoletada, lapada”
Pernambucano não fica machucado, fica “estrupiado”.
Pernambucano não é bobo, é “abestalhado”, “bocoió, abilolado, atabacado, tabacudo, tabareu”
Pernambucana não usa grampo para cabelo, usa “biliro”
Pernambucano não é pão duro, é “pirangueiro”
Pernambucano não acha legal, bom, acha “massa”
Pernambucano não dá dica, dá “bizu”.
Pernambucano não usa bloco de rascunho, usa “borrão”.
Pernambucano não é dedo-duro, delator, é “cabueta”.
Pernambucano não usa uniforme, usa “farda”.
Pernambucano não sente mau cheiro, sente “inhaca” ou "catinga".
Pernambucano não fica sem dinheiro, fica “liso, no rato”.
Pernambucano não mata pernilongo, mata “muriçoca”
Pernambucano não cola na prova, ele “fila”
Pernambucano não usa roupa com zíper, usa com “fecheclér”.
Pernambucano não bota chifre, bota “gaia”.
Pernambucano não completa, ele “intera”.
Pernambucano não se dá mal, ele pega em “merda”.
Pernambucano não fica suado, fica “peguento”
Pernambucano não fica com ferida, inflamação, fica com “pereba, sará morreu, creca”
Pernambucano não fica em situação difícil, sem dinheiro, fica na “pindaíba”
Pernambucano não tem amigo, camarada, tem “pareia”
Pernambucano não é baixinho, é “tamburete de zona”
Pernambucano não usa colar, cordão, usa “trancilim”
Pernambucano não é caloteiro, mau pagador, é “xexero”
Pernambucano não tem pernas tortas, é “zambeta”
Pernambucano não é vesgo, ele é “zarolho”
Pernambucano não joga bola de gude, joga “ximbra”
Pernambucano não tem dinheiro alto, não trocado, tem ''dinheiro pegado”
Pernambucano não fica entusiamado, com disposição, fica com “gosto de gás”
Pernambucano não chama paralelepípedo, chama “meio-fio”
Pernambucano não faz barulho, faz “zuada”
Pernambucano não usa estilingue, usa “badoque”
Pernambucano não fica inquieto, ele fica “aguniado”
Pernambucano não é alto, ele é “galalau”
Pernambucano não é ruim, safado, ele é “cabra safado, alma sebosa”
Pernambucano não conversa coisas sem importância ou fala coisas sem nexo, ele conversa “miolo de pote, tá falando água, lezera/lezerice”
Pernambucano não dá gargalhada, ele dá uma “gaitada”
Pernambucano não tem namorada, ele tem “pirraia, nêga, boysinha”
Pernambucano não fica com cabelo desarrumado ou despenteado, fica com cabelo “assanhado”.
Pernambucano quando vai embora não diz Tchau ou Até logo, diz “vou chegar”
Pernambucano não leva um bolo, "leva uma sobrada".
Pernambucano não acha feio ou engraçado, acha "uma marmota".
Pernambucano não é competente ou vigoroso, é "cabra quente" 
Pernambucano quando cumprimento um amigo não diz como vai? e sim "diz menino"
Pernambucano quando quer mandar para aquele lugar, diz "vá se lascar"
Pernambucano não diz vamos, diz "ramo"
Pernambucano quando fica surpreso na conversa, não diz nossa! Diz " i é?"




domingo, 5 de maio de 2013

ABERTURA DA CASA DE SHOWS CAIS COM ZÉ RENATO E SÁ E GUARABIRA

CAIS: dia 14 DE JUNHO, sexta feira, houve o show do Zé Renato e da dupla SÁ E GUARABIRA. Na ocasião, Zé Renato apresentou algumas músicas de seu novo CD.

 NOVAS APRESENTAÇÕES

RENASCER - NOVO CD DO ZÉ RENATO
Show no Manhattan em Boa Viagem.

Zé Renato lançou seu CD no dia, 08/10 e no dia 12/10, juntamente com a Luíza Fittipaldi fez um belíssimo show no Manhattan que se repetirá na sexta dia 18/10, no Biruta Bar, Pina/Recife a partir das 22:00h. Os ingressos já estão sendo vendidos pela produtora Aldeia Sonora, pelo fone 96465006. Esperamos vocês !!! 
Posto algumas fotos do belo momento no Manhattan.















Família da Luiza

Com Anchieta Dali










 O lançamento do CD “Renascer” aconteceu no dia 8 de Outubro, terça feira, às 20:00h, com entrada franca, no Teatro Eva Herz da Livraria Cultura no Shopping Rio Mar.




Valkyria Nunes, mestre no Acordeon, Marrom Brasileiro, Ravel, André Rio e o poeta Zé Prea.


Camila , Isis e Zé, casal nota mil, Silvinha, Carmen, Carolina







SOBRE O ARTISTA


Casa de shows "Cais" - Zé Renato e da dupla SÁ E GUARABIRA

Dia 14 DE JUNHO, sexta feira, houve o show do Zé Renato e da dupla SÁ E GUARABIRA. Na ocasião, Zé Renato apresentou algumas músicas de seu novo CD.
Algumas fotos do show:


  







Sobre os artistas:

JOSÉ RENATO DA SILVA FILHO, ou o nosso Zé Renato, foi integrante, junto com o Guarabyra, do Grupo Manifesto, formado em 1965. O grupo era composto por Gracinha Leporace (cantora solista), Lucinha (cantora solista), que passou mais tarde a atuar com o nome de Lucina, Junaldo (cantor solista), Augusto César Pinheiro (vocalista), José Renato Filho (vocalista), Gutemberg Guarabyra (compositor, violonista e cantor), Guto Graça Melo (compositor), Mariozinho Rocha (compositor e arranjador vocal) e Fernando Leporace (compositor e violonista). Ainda nesse ano, o conjunto realizou na TV Continental (RJ) a série de programas semanais "O mundo é nosso" levada ao ar nas tardes de sábado. Em uma das apresentações, recebeu na emissora as visitas de Nélson Motta, Elis Regina e Aloysio de Oliveira, então diretor artístico do selo Elenco da Philips, sendo, na oportunidade, contratado pela gravadora.

Em 1967, participou do II Festival Internacional da Canção com "Margarida" (Gutemberg Guarabyra), classificada em 1º lugar na fase nacional e em 3º lugar na fase internacional do evento.
Em 1968, lançou o LP "Grupo Manifesto nº 2", destacando-se no repertório as canções "Maria redentora" e "Garoto Paissandu", ambas de Mariozinho Rocha, "Bloco da vida" (Guarabyra e Capinam), ) e "Marianinha" (Fernando Leporace). O conjunto atuou no cenário artístico durante três anos. Seus dois LPs foram relançados em CD pela gravadora PolyGram.
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Lembrando que durante o ano de 2012 já fomos presenteados com o "Sarau do Zé Renato” e agora, em 2013, os shows completos dos artistas acontecerão na casa noturna Cais, onde o Zé Renato abrirá o espetáculo e apresentará o convidado da noite.