quinta-feira, 10 de outubro de 2013

Lançamento na IX Bienal do Livro

Algumas fotos do lançamento do meu livro na IX Bienal do Livro de Pernambuco





Adriano Marcena, da Ideia Empreendimentos Culturais

                        Simone, ex aluna e amiga


                 Escritora  Selma Vasconcelos    Jornalista Alberto Amaral, poeta Rogério Generoso e Adriano Marcena






Alberto Amaral



Lançamento para convidados na Casa de Seu Jorge e publicação no Jaboatão em foco - acesso aos links:

http://carmen-fonseca.blogspot.com.br/2012/10/lancamento-do-livro-50-em-diante-cantos.html

 http://www.jaboataoemfoco.com.br/eventos/57/Lan%C3%A7amento_do_Livro_50_em_diante:_Cantos_e_Poesias.html




quarta-feira, 9 de outubro de 2013

FANTASIA


Raiou teu amanhã
incorporado no meu ter.
Teus olhos, tão vazios,
inventam histórias,
criam situações e
encurralam meu viver.
Uma hora se assemelha ao sol do meio dia
que aquece, ferve e dissipa minha ira.
Outra hora é glacial, insípido e sem querer.
Que arrefece, entristece e agonia.
Uma parte de tua alma me chama,
mas a outra insiste em te esconder.
Uma parte do meu pulsar te atrai,
mas a outra te repudia.
Mesmo assim,
na desarmonia do nosso encontro,
ainda és meu guia.
No desalento de tua vontade,
ainda és minha luz , meu desejo...
 meu amor e minha fantasia.

 Carmen Lúcia Couto


quinta-feira, 3 de outubro de 2013

BIENAL DO LIVRO DE PERNAMBUCO - LANÇAMENTO DO LIVRO 50 EM DIANTE - CANTOS E POESIAS


LANÇAMENTO DO LIVRO 50 EM DIANTE - CANTOS E POESIAS


O livro procura passar uma mensagem de otimismo e de que podemos ter coragem e disposição para enfrentar novos desafios e, ainda, que a idade nos dá o alicerce formado pelas experiências que tivemos e isso possibilita cometermos menos erros e sermos mais exigentes em tudo. A vida começa aos 50! Só que com outra visão de mundo.
           Além das poesias há um breve relato de parte da trajetória, não só minha, mas de uma geração em Recife. Relembro vários "cantos" que frequentávamos. Uma viagem no tempo, com certeza. O lado bom da vida, sem baixo astral.







 
Acesso à programação da IX Bienal:

 http://www.bienalpernambuco.com



 

domingo, 1 de setembro de 2013

Empresa familiar e a gestão profissional.


Tenho visto muitos fracassos de empresas familiares, porque os seus donos não conseguem separar o pessoal do profissional. Entendo que é um pouco difícil "se lavar a roupa suja em casa", mas quando isso reflete nos negócios, consequentemente levará a empresa ao fracasso.
Quando se fala em implantar novas práticas de gestão, nem pensar. O dono acha que sempre deu certo. Então, pra que mudar? Investir em publicidade, infraestrutura, tecnologia, inovação, por exemplo, “é desnecessário no momento atual, quem sabe no futuro”. Planejar, priorizar objetivos e estabelecer metas, “o que é isso mesmo?”
Sendo assim, como fica a empresa diante dos concorrentes? 
A competitividade é grande em todos os ramos de negócio e quem não procura aprimorar suas práticas e tratar bem seus clientes, adeus!!!
Legal, então vamos, pelo menos, investir nas pessoas. Motivar, incentivar ou oferecer alguns benefícios para segurar esses profissionais.
Pior!!  “A culpa do fracasso é dessas pessoas sem compromisso e não da minha gestão. Sou o melhor patrão do mundo!!” 
Epa, quase esqueço: existe outro culpado. O governo, que onera as empresas de impostos.
Observem que o culpado é sempre o outro!!! É assim que funciona!
          Tenho ouvido muito de meus alunos frases do tipo: “o dono não quer” ou “o dono é tão limitado que acha que qualquer coisa nova será um gasto. Não olha como investimento”.
É uma pena!!
            Alem da falta de investimento nas áreas que já apresentei, outra causa que pode levar a empresa à ruína é o nepotismo (quando parentes se misturam dentro do negócio da organização e assumem cargos por laços de sangue e não por capacidade). Isso gera, muitas vezes, uma confusão geral.

            Entendam que a incapacidade para gerir uma empresa familiar não é regra, mas se configura na maioria delas. Já visitei empresas familiares que são exemplos em gestão, inclusive premiadas na área de gestão da qualidade, mas outras que são um verdadeiro fracasso. Muitas delas nem existem mais.

Sobre esse tema, encontrei dois bons artigos. Um deles, que transcrevo abaixo, é o EMPRESA FAMILIAR E PROFISSIONAL e o outro é um artigo do Professor Falconi, PROTEJA SEU NEGÓCIO DA BRIGAS DE FAMÍLIA, que também faz parte dessa postagem.

Existem gestores que se acham tão bons, que não percebem os próprios erros e passam longe de conteúdos como esses que podem auxiliar na gestão ou, no mínimo, abrir os olhos daqueles que pensam que estão dominando seu mercado.
Neste blog vocês encontram artigos falando sobre competitividade, inclusive um que foi apresentado no KM Brasil 2012.
        
         Aproveitem a leitura!!!
Carmen

EMPRESA FAMILIAR E PROFISSIONAL
 Se misturar os problemas, quebra!!!

         Quase 80% das empresas no Brasil e no mundo são consideradas familiares, ou seja, têm origem ou gerência com pessoas da mesma família. No Brasil, desde pequenas e médias empresas a grandes grupos como Odebrecht e Votorantim foram fundadas porfamiliares. Mas apenas 25% das empresas familiares conseguem passar o negócio para outra geração e menos de 10% para a quarta geração. A administração destas empresas exige cuidados e a sucessão é o grande desafio delas.
        Segundo o artigo “A Empresa Familiar”, do professor da Harvard Business School, Robert G. Donnell, as fraquezas da administração familiar podem ser descritas pelos conflitos entre os interesses da família e da empresa, pela falta de organização no orçamento e pela prevalência do nepotismo, quando os parentes ocupam cargos não por mérito, mas por indicação familiar.

       A profissionalização da gestão nas empresafamiliares é o principal caminho para elas se desenvolverem. Consultores de empresas na área recomendam que é preciso estar atento à função e não ao grau de parentesco. Os parentes devem ocupar posições apenas se estiverem preparados e bem treinados. Para isso é preciso muita disciplina e a consciência de que a empresa é uma entidade à parte, separada da família.
      Para que a sucessão de umaempresa familiar seja bem sucedida, ela deve ser planejada desde cedo. Os proprietários precisam preparar os herdeiros para os negócios e verificar questões de direito tributário, societário e de família. Não há legislação que regulamente esse tipo de sociedade, por isso é preciso se cercar de informações e assegurar uma gestão profissional que facilite o caminho da sucessão.
Veja abaixo algumas dicas de especialistas para conduzir empresafamiliares:
- Considerar função e não parentesco
- Não confundir dinheiro da família com o da 
empresa
- Remuneração 
familiar adequada à função e ao mercado
- Se o lucro da 
empresa é insuficiente, buscar outras fontes
- Sem discussões 
familiares na frente do cliente

PROTEJA SEU NEGÓCIO DA BRIGAS DE FAMÍLIA



sexta-feira, 9 de agosto de 2013

CUIDADO COM AS PALAVRAS NO AMBIENTE DE TRABALHO - Carmen Lúcia Couto


...Sons, palavras, são navalhas
E eu não posso cantar como convém
Sem querer ferir ninguém...
(Belchior - Apenas Um Rapaz Latino-americano)
 Palavra lida
palavra escrita
palavra dada
palavra maldita... 
...Frases sem sinal,
desprendem seus sons
tristes, amargos,
calados... solados...
(Palavras e letras - Carmen)*

         Na convivência entre grupos e pares, tanto na vida particular, como no ambiente corporativo, foco deste artigo, uma das causas geradoras de conflitos é a forma de tratamento entre as pessoas. E lembrando o trecho da música do Belchior citado acima, as palavras são navalhas e cortam e podem até matar.
Matar o amor, a amizade, o respeito, a admiração, a confiança, enfim...a boa convivência.
Costumo sempre dizer aos meus alunos que: quando estamos trabalhando para determinada empresa as desavenças entre os pares devem ficar em segundo plano e que nós não somos obrigados a gostar, ter afeição ou amizade por ninguém que trabalha conosco, mas devemos respeitar o próximo e pensar que se as discussões, levadas para o lado pessoal, acontecerem, o ambiente fica carregado e prejudica a realização das tarefas.
Palavra, por definição,  é “a faculdade de expressar as ideias por meio da voz” e a voz produz os sons , e quando esses sons, digamos assim, ofendem, ficam eternamente gravados e se transformam em mágoa e, um dia, poderão ser devolvidos, o que é pior: em dobro!!! (...desprendem seus sons tristes, amargos...)
Como no trecho da música, sem querer ferir ninguém,  podemos estar ofendendo por meio de comentários ou frases descabidas. Dessa forma, devemos nos policiar sobre o que dizemos no ambiente de trabalho, porque algumas palavras podem ser mal interpretadas e, mesmo o profissional estando bem intencionado, pode sair prejudicado.


GOOGLE IMAGENS


A escritora Darlene Price, autora do livro Well Said! Presentations e Conversations That Get Results (Apresentações e conversas que dão resultado) selecionou para o site da revista Forbes algumas frases que nunca devem ser ditas no ambiente de trabalho. A Época Negócios (http://epocanegocios.globo.com), então, destacou dez delas. Confira e lembre-se de banir essas expressões do seu vocabulário durante o expediente.

"Não é justo" - em vez de dizer que você está sendo injustiçado porque só o seu colega ganhou aumento ou porque só você precisou trabalhar no feriado, tente juntar dados e informações que apresentem bem o seu trabalho e façam com que ele seja reconhecido.

"Não é problema meu", "Não sou pago para isso" - atitudes egoístas podem limitar o crescimento profissional. Por mais que um pedido feito a você seja inconveniente ou inapropriado, imagine que ele é importante para quem o fez, portanto, tente não se mostrar indiferente ou insensível ao problema de outras pessoas.

"Eu acho" - Que frase soa melhor: "Eu acho que a nossa empresa pode ser uma boa parceira para você?" ou "Eu acredito que a nossa empresa pode ser a uma boa parceira para você? O "Eu acho" transmite uma certa insegurança para o interlocutor.
"Eu vou tentar" - Quando dizemos que iremos tentar fazer algo, está implícito que há a possibilidade de falharmos. Quando for falar com alguém no ambiente de trabalho, especialmente com seus superiores, prefira usar palavras como "Eu vou fazer".

"Ele é um idiota", "Ela é uma preguiçosa", "Odeio essa empresa" - Evite fazer esse tipo de comentário imaturo sobre seu trabalho e seus colegas, pois isso poderá se voltar contra você. Se você tiver uma reclamação realmente pertinente sobre alguém ou alguma coisa, tente comunicar seus superiores com tato e neutralidade.

"Mas nós sempre fazemos desse jeito" - Os líderes valorizam a inovação, a criatividade e a capacidade de resolver problemas. Uma frase como esta revela exatamente o oposto, ou seja, que você está fechado para novidades. Em vez de dizer isso, tente falar: "Que interessante, como poderíamos fazer esse trabalho?" Ou "Isso é bem diferente do que temos feito, vamos discutir os prós e contras".

"Isso é impossível" ou "Não há nada que eu possa fazer" - Ao falar dessa forma mostrando uma atitude pessimista, passiva e sem esperança. Será mesmo que todas as possibilidades de solucionar o caso já foram checadas? Para não deixar uma impressão negativa entre seus colegas, prefira dizer "Vamos discutir as possibilidades diantes das circunstâncias" ou "O que eu posso fazer é isso".

"Você deveria ter feito assim" ou "Você poderia ter feito de tal forma" - O ambiente de trabalho precisa ser um lugar de colaboração e trabalho em equipe. Ao apontar o dedo e dizer como alguém deveria ter feito seu trabalho, criamos um desconforto para todo mundo. Ao dar um feedback, tente usar expressões como "Da próxima vez, me passe as informações imediatamente" ou "Recomendo que no futuro você...".

"Eu posso estar errada, mas..." ou "Esta pode ser uma ideia boba, mas..." - Quando usamos uma expressão depreciativa, você acaba depreciando também a ideia que vem a seguir. Não é necessário usar esse tipo de expressão ao fazer uma sugestão. Em vez de dizer "Posso estar enganado, mas acho que estamos gastando tempo com essa discussão sem importância", prefira falar "A meu ver estamos gastando tempo com essa discussão sem importância".

Eu não tenho tempo para isso agora" ou "Estou muito ocupado" - Ainda que isso seja verdade, ninguém quer se sentir menos importante que alguém ou alguma coisa. Prefira dizer: "Será que podemos discutir isso outra hora?" ou "Que tal se eu passar na sua sala em 15 minutos para discutirmos isso?".

Lembrando o famoso pensamento:
Existem quatro coisas na vida que não se recuperam:
- a pedra, depois de atirada;
- a palavra depois de proferida;
- a ocasião, depois de perdida; e
- o tempo, depois de passado.
  


 GOOGLE IMAGENS 

Ver também as postagens sobre CONFLITO neste blog

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Acredito no poder da palavra e do olhar como nossas maiores armas. Deixo aqui um dos meus poemas. 

Palavras e letras – Carmen Lúcia Couto*

Palavra lida
palavra escrita
palavra dada
palavra maldita.
Digo e não penso
solto ao vento
letras sem rima
palavras sem sina.
Finda na fenda
rasga a renda
deságua oferenda.

Palavras que ferem,
que alegram
ou que sugerem...
Letras que choram e
pela face resvalam.
Frases sem sinal,
desprendem seus sons
tristes, amargos,
calados... solados.
Ecoa, enfim, um adeus.
Letras amargas, palavra sem sal,
deixam o desejo, a lembrança,
mas sem esperança.
Apenas o ponto final.


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Quem acha que receber golpes e socos machucam, 

nunca conheceu a dor de receber algumas palavras.


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segunda-feira, 29 de julho de 2013

Como não se tornar um dinossauro de escritório




A Revista VOCÊ S/A publicou na edição de  junho/2013 a reportagem Como não se tornar um dinossauro de escritório. Estamos na era do conhecimento, aonde este vem se tornando fator primordial para a competitividade organizacional e profissional, ou seja, a empresa que não se atualiza está fadada a fechar ou ficar estagnada eternamente, bem como o profissional que não fizer do aprendizado uma “rotina” na sua vida, está fora do mercado e sem condições de competir para alcançar um bom cargo ou emprego. Mas se  já está empregado, existe o medo de ser ultrapassado em seu ambiente de trabalho e isso a reportagem aborda com muita propriedade. Da mesma forma que os aparelhos tecnológicos ficam obsoletos rapidamente, os profissionais também vão ficando para trás à medida que novos colegas entram na empresa com novos conhecimentos, idéias e técnicas.

Os aparelhos podem ser trocados a cada lançamento de um novo para substituir o antigo, isso faz parte da obsolescência programada,* quando não são reciclados, aparece um outro problema grave, que é a agressão ao meio ambiente, mas as pessoas/profissionais não podem (ou não devem!) ser trocados rapidamente, cabe a esses profissionais, sim, a reciclagem do conhecimento, que vem acrescer à sua bagagem novos conhecimentos. 

A leitura é interessante para todos que desejam crescer como profissional e enfrentam o estresse dessa era que tanto nos facilita ao acesso a informação e, ao mesmo tempo, exige mais e mais de nosso interesse, capacidade de aprender e responsabilidade (as marcações são minhas). 

 Carmen
Aproveitem!!

 

Como não se tornar um dinossauro de escritório

O medo de ficar ultrapassado angustia muitos profissionais. Veja o que fazer para não cair nessa armadilha.




 Marcelo Ponzoni (ao centro) da agência de publicidade Rae,
MP: "Pergunto sobre tudo, o tempo todo"
  
     Boa parte de seus bens ficará obsoleta até o fim deste ano. Pense em sua TV, em seu computador ou em seu celular. No momento em que você está lendo esta reportagem, algum lançamento está transformando seu aparelhinho recém-comprado em peça de museu.
Trata-se de uma estratégia deliberada da indústria chamada obsolescência programada*. Faz parte do plano de negócios de fabricantes de telefones, de roupas ou de carros prever o envelhecimento de seus próprios produtos para que consumidores sintam a necessidade de comprar novos modelos e assim manterem-se atualizados. Pode parecer maléfico, mas, segundo o guru do marketing Philip Kotler, é competição pura: num mercado livre, sempre aparece alguém capaz de fazer um produto ou serviço melhor. Nenhuma consultoria inventou ainda a obsolescência programada de pessoas, mas a sensação de estar defasado na carreira incomoda muitos profissionais. “O mercado está mais exigente, e mesmo as pessoas competentes estão sendo demitidas”, diz Yvete Piha Lehman, professora do Departamento de Psicologia Social e do Trabalho da Universidade de São Paulo. “Isso tudo gera uma ansiedade no profissional e uma pressão para que ele se mantenha inteirado o tempo todo.”
O que outrora conferia status de sabedoria hoje é visto como indício de caducidade. “Até dez anos atrás, passar dos 40 significava ganhar respeito e reconhecimento dos colegas”, diz Yvete. “Hoje, não há mais garantias.”  
Embora exista uma valorização recente de profissionais veteranos em diversas áreas onde há escassez de mão de obra qualificada, as empresas contratam e promovem rapidamente jovens para substituir os mais velhos com o objetivo de reduzir despesas. Segundo dados do Dieese, as pessoas com até 29 anos já ocupam 33% dos postos de trabalho formais.

Segundo Tom Chatfield, autor do livro Como Viver na Era Digital, trata-se de um engano traçar uma linha entre as gerações. “Existem jovens com pouco conhecimento digital e pessoas mais velhas que dominam esse universo”, afirma.
No entanto, o autor britânico diz que “a pressão que os trabalhadores sofrem é para que eles mesmos cuidem da própria carreira e do desenvolvimento de suas habilidades”. 
Tradicional ou conservador são palavras que o publicitário Marcelo Ponzoni, de 47 anos, sócio da agência Rae, MP, de São Paulo, não usa nunca para se definir. Marcelo lembra quando ouviu, pela primeira vez, a palavra Twitter, cerca de sete anos atrás. Achou o site estranho, o conceito esquisito, mas tratou de fazer um perfil na rede social. “O que quer que fosse aquilo, eu queria participar”, diz. Hoje, de posse de dois iPads (um fica em casa e o outro no trabalho), um iPhone e outros produtos da Apple, Marcelo combate a ansiedade de ficar desatualizado fazendo perguntas. “Pergunto tudo, o tempo todo, para todo mundo”, diz.
O mais aporrinhado com as questões de Marcelo é seu filho de 16 anos, que diariamente é questionado sobre as novidades que estão em seu radar. Os funcionários da agência também não escapam. “Aproveito que sou chefe e todo mundo tem de me responder”, afirma Marcelo, brincando. “O maior problema da minha geração é que as pessoas acham que precisam mostrar que sabem de tudo”, diz Marcelo. “Elas têm medo de perguntar e mostrar que são ignorantes em alguns assuntos.” 

Mania de sabe tudo
A mais importante medida para um veterano não se transformar num dinossauro de escritório é manter a conexão com os mais jovens.
“Quem ficou para trás não percebe sua situação. O grupo em que essa pessoa está inserida é que percebe e emite sinais. É preciso ficar atento a eles”, diz Bárbara Olivier, gerente da consultoria em educação LAB SSJ, de São Paulo. 
Para ter certeza de que nunca ficará para trás, Lucyval de Souza Torres, de 46 anos, coordenador de retenção de tributos fiscais da operadora Claro, de São Paulo, busca se antecipar às tendências. Uma de suas estratégias é trocar de celular três vezes ao ano.  “Gosto de ter o que é mais novo no mercado”, diz Lucyval. Essa necessidade constante de atualização já quase rendeu problemas conjugais. Durante as últimas férias em família, na praia de Pipa, no Rio Grande do Norte, o sinal fraco de internet no quarto obrigava Lucyval a escapulir, enquanto a mulher tomava banho, para ler os e-mails, ver as postagens dos amigos no Facebook e Instagram e checar as mensagens do aplicativo Whastapp perto da recepção, onde o telefone funcionava melhor. Segundo Lucyval, esse foi o jeito que ele encontrou para se manter em dia com os jovens. 
Como ocorre com produtos que ficam velhos logo após o lançamento, alguns profissionais começam a se preocupar em evitar a obsolescência antes mesmo de amadurecer. O estudante carioca de ciência da computação Leonardo Miguel, de 23 anos, já sofre dessa ansiedade. “Fico na sala de aula pensando que o que estou aprendendo ali já não servirá para nada”, afirma Leonardo. Para Rosa Farah, coordenadora do Núcleo de Pesquisa da Psicologia em Informática da PUC de São Paulo, a paranoia com atualização faz parte de um processo de adaptação ao mundo atual.
“Nos próximos anos, as pessoas conseguirão encontrar um ponto de equilíbrio”, diz Rosa. O melhor a fazer é usar o medo de ficar para trás ao seu favor. O filósofo canadense Marshall McLuhan (1911-1980) costumava dizer que obsolescência não era o fim, era apenas o início de alguma coisa. Se seu conhecimento está ficando velho, aprenda algo novo.



Obsolescência programada* (ou planejada) significa reduzir a vida útil de um produto para aumentar o consumo de versões mais recentes. Planejar o envelhecimento de um produto é uma ação praticada deliberadamente por diversos setores da indústria.
Funciona da seguinte forma: o produto é desenvolvido para durar apenas um período programado pelo seu fabricante. Com esta prática, o consumidor já compra um produto que tem validade mais curta do que deveria. O próximo passo é não funcionar adequadamente após o limite estabelecido pela fábrica ou parar de funcionar.
Essa estratégia aplicada pelas empresas estimula o consumismo através do forte apelo do Marketing que induz à compra de modelos modernos e atrativos, e não ao conserto do produto. Em alguns casos, o conserto se torna propositadamente mais caro para que o cliente não tenha alternativa.
Os equipamentos eletrônicos são campeões da prática de obsolescência programada. Por exemplo, os computadores pessoais. Após determinado período começam a ficar extremamente lentos e já não funcionam como era esperado ou se tornam obsoletos.
Com isso, a economia não para de crescer. Para as indústrias, é o progresso tecnológico que determina a renovação.
A realidade é que com a obsolescência programada os produtos se tornam ultrapassados e quando não são reciclados começam a gerar um grave problema ambiental e social, com os lixões.

 

Comprar, Tirar, Comprar: la historia secreta de la Obsolescencia Programada (documentário). O documentário espanhol “Comprar, Tirar, Comprar” (em Português “Comprar, Trocar, Comprar”), com direção de Cosima Dannoritzer, mostra histórias sobre a prática de obsolescência programada pelas empresas. O documentário é de 2010, mas foi lançado em 2012 nos Esta dos Unidos com o título “The Light Bulb Conspiracy” e pode ser visto na íntegra no YouTube.

 Fonte: http://www.significados.com.br/obsolescencia-programada/

imagens: google imagens - acrescentadas por mim. Não fazem parte do texto original