terça-feira, 5 de maio de 2015

A ARTE DE CONVIVER COM PESSOAS DIFÍCEIS – Parte II

Muitos são os autores, psicólogos ou consultores que escrevem sobre o comportamento de indivíduos. Esse tema é interessante, porque estamos nos deparando sempre com pessoas que, aos olhos do próximo, não se comportam de forma adequada. São o que chamamos de pessoas difíceis. São aqueles tipos insuportáveis que se recusam a fazer as coisas do jeito que queremos pior, fazem exatamente o que não queremos que elas façam e nós não sabemos o que fazer em determinadas situações.
Você vai ler nesta postagem, a segunda da série de três, o trabalho de dois médicos, Dr. Rick Brinkman e Dr. Rick Kirschner, que estudaram a saúde do ponto de vista da atitude e do comportamento. Em 1982, eles criaram um programa de como lidar com pessoas difíceis sob a encomenda de uma instituição de saúde mental, que resultou no livro Aprendendo a lidar com pessoas difíceis Ed. Sextante, 2003. Aqui está descrito um pequeno resumo. Primeiramente eles separaram os 10 comportamentos mais indesejáveis. Identificaram ainda como as pessoas normais se comportam quando estão ameaçadas ou pressionadas, ou mesmo quando as circunstâncias não são nada favoráveis.
Após ler essas dicas importantíssimas para lidar com essas pessoas que estão no nosso trabalho, na nossa família, do nosso lado espero que você possa transformar conflitos em momentos de cooperação. Busque encontrar o melhor de cada pessoa. Da mesma forma que algumas pessoas extraem o melhor de você e outras extraem o pior, você pode tirar a melhor parte do pior de cada pessoa. É uma questão de entender de onde elas vêm e o que significa trabalhar com elas. Mas, lembre-se que muitas vezes o difícil não podem ser "elas" e sim você mesmo. Precisamos nos conhecer mais para nos tornar também pessoas melhores para os outros.

Observe se você se identifica com alguns desses tipos ou se você conhece alguém com essas características:


1. TANQUE DE GUERRA Para lidar com este tipo, que é agressivo, rude, escandaloso e poderoso, é preciso impor respeito. O “tanque de guerra” gosta de confrontos, é acusador e raivoso, ele é o rei do comportamento agressivo e atrevido. Mantenha-se firme, mas não contra-ataque. O melhor é demonstrar autoconfiança e concentrar-se na síntese do problema, além de deixar claro que vocês estão do mesmo lado. Na ânsia de controlar o processo e cumprir a missão, a pessoa tanque não se acanha de passar por cima de você, embora haja nada pessoal em jogo: você apenas ficou no caminho. Evite entrar na onda do tanque. Você pode ganhar a batalha, mas pode perder a guerra se ele decidir formar uma aliança contra você. Imponha respeito porque ele não ataca quem respeita. Lidar com pessoas agressivas exige reações categóricas.


2. ATIRADOR DE ELITE 
                                                              Dissimulado, ele não esbraveja, prefere usar a sabotagem e comentários depreciativos. Este perfil exige que você aponte os holofotes, ou seja, coloque-o em evidência, tirando-o da toca. Quando as coisas lhe desagradam, ele tenta assumir o controle por meio do constrangimento e da humilhação. Ele é o rei das frases maliciosas e dos comentários sarcásticos. Seja através de comentários rudes, do sarcasmo mais cáustico ou mesmo de um movimento malicioso dos olhos, a especialidade do “atirador de elite” é deixar você com cara de bobo.
Como lidar? Proponha um futuro civilizado. Se ele se tornar um atirador, use a mesma estratégia para este tipo. O primeiro passo é tirá-lo de seu esconderijo, ou seja: expô-lo. Como seu poder deriva do trabalho feito às escondidas, quando você revela a posição do “atirador de elite”, ela perde sua eficácia.

3. GRANADA Ele tem acessos de raiva e fúria desproporcionais às circunstâncias, mas que geralmente são em função da insignificância dada a ele. Geralmente se consideram desrespeitadas e ignoradas. Quando o silêncio se torna ensurdecedor, cuidado com o temperamento explosivo do tipo granada, que pode ter acessos de fúria de uma hora para outra: “Ninguém aqui se preocupa com isso! Esse é o problema do mundo de hoje. Nem sei por que eu ainda me preocupo com isso!” (Enquanto a pessoa “tanque de guerra” atira em um único alvo, o “granada” explode, fora de controle, em todas as direções: os “ataques” do granada podem não ter nenhuma relação com as circunstâncias do momento.)
Como lidar? Mostre sua preocupação ao falar com ele, mas pode usar um tom de voz mais alto ao pronunciar o nome dele, porém sem agressividade. Responder com raiva é como apagar incêndio com gasolina.


4. SABE-TUDO Essa pessoa sabe 98% de tudo, fala horas sobre qualquer tema, porém não ouve os demais. É importante que você também esteja completamente a par do assunto. Este tipo controla as pessoas e as situações dominando a conversa com argumentos longos e autoritários. Eles têm pouca tolerância para correções e contradições. Esteja prevenido: você vai precisar voltar atrás com o “sabe-tudo” mais do que com qualquer outra pessoa difícil. Ele precisa sentir que você entendeu profundamente o brilhantismo de sua visão, antes que você possa redirecioná-lo para outro ponto de vista.

Como lidar? Não fique ressentido com o “sabe-tudo”. Não é da natureza dele ouvir uma segunda opinião. Os ressentimentos levam apenas a discussões improdutivas. O “sabe-tudo” raramente tem dúvidas e sua tolerância para correções e contradições é baixa. Porém, se alguma coisa dá errado, ele apontará o culpado com a mesma autoridade: você! Seja, então, paciente, flexível e esperto ao apresentar suas ideias.

5. ELE PENSA QUE SABE TUDO Induz facilmente os outros ao erro, pois é convincente na argumentação, mesmo não tendo domínio sobre o tema. Esse é um especialista em exageros, meias-verdades, jargões, avisos inúteis e opiniões não solicitadas. Carismática e entusiasmada, essa pessoa desesperada por atenção de persuadir grupos inteiros de ingênuos e induzi-los ao erro.

Como lidar? Na verdade, necessita de atenção, então, dê. Reconheça a boa intenção dele e foque no que realmente interessa, entretanto sem ser ameaçadora, resistindo à tentação de constrangê-lo. Mostre alternativas e o coloque ao seu lado.

6. PESSOA-SIM Agradar a todos. Este é o objetivo da pessoa que só diz “sim”. Ela concorda com qualquer solicitação sem pensar nas consequências. Age lentamente e deixa um rastro de desculpas por promessas não cumpridas, tudo fruto da falta de organização. Em geral, promete muito e realiza pouco, ela deixa as pessoas furiosas.
Como lidar? Fale francamente sobre sua postura, mas sem ser ofensiva, e elogie sua honestidade. Depois de entender por que não cumpre as promessas, faça um planejamento com ela, inclusive com cronograma de atividades, e comemore a cada etapa vencida.

7. PESSOA-TALVEZ Não consegue tomar nenhuma decisão quando é algo importante. Não gosta de pedir ajuda para não ‘incomodar’ ou deixar os outros ressentidos, nem quer ser portador de más notícias. Pessoas com esse tipo de personalidade não gostam de ser repreendidas, por isso evitam tomar decisões. Afinal, a escolha errada pode desagradar a alguém e, até que a outra pessoa tome a decisão, ou ainda que a decisão se faça sozinha. Com isso, a pessoa “talvez” adia os problemas que precisa resolver e isso acaba causando tanta frustração e aborrecimento que ela é deixada de lado pelos outros quando os relacionamentos são importantes e significativos.
Como lidar?  Estabeleça uma zona de conforto e a mantenha motivada. Para lidar com ela, deixe de lado a impaciência, irritação e pressão.


8. PESSOA-NADA Esta é invisível, ninguém sabe o que se passa pela cabeça dela, feedback não entra na sua rotina. Geralmente é uma pessoa tímida, pouco à vontade e insegura. Como acha que não tem nada de bom a dizer, prefere ficar calada na maior parte das vezes. O silêncio pode ser uma forma agressiva que ela escolheu para se expressar. Podem até fazer um último comentário sobre os poderes implacáveis que não deixam as coisas darem certo: “Tudo bem! Faça do jeito que você está querendo. Mas não venha comigo se não funcionar!” Mas, a partir desse momento, a pessoa “nada” não falará nem fará nada.

Como lidar? A ideia é quebrar o gelo, e para isso não tenha pressa, faça perguntas abertas (não podem ser respondidas com apenas um sim), mostre a ela que o silêncio pode ter consequências negativas.

9. PESSOA-NÃO Indolente e desencorajadora, esta pessoa leva os outros ao desespero por causa do seu pessimismo. Certa de que o errado nunca será corrigido, a pessoa “não” não hesita em proclamar em alto e bom som como se sente: “Esqueça isso, já tentamos antes. Não funcionou daquela vez, nem vai funcionar agora. Desista e evite gastar energia com uma causa perdida.” Muitas vezes essa atitude acaba sugando as outras pessoas para o mesmo fosso de falta de esperança.
Como lidar? A melhor forma de lidar com ela é deixando o trabalho fluir e aproveitar na negatividade dela informações valiosas que somente uma visão pessimista consegue enxergar.

10. RECLAMADOR É horrível conviver com pessoas assim. O reclamador mergulha de cabeça nos problemas, reclama incessantemente e para ela tudo está sempre errado. Oprimido e esmagado pela incerteza que nos envolve, os “reclamadores” abandonam qualquer ideia de solução. Em vez disso, eles se sentem cada vez mais desesperançados e se agarram a qualquer problema que possa ser usado como prova para uma generalização em larga escala.
Como lidar? Neste caso, você terá, ainda que isso lhe custe muito, ouvir suas queixas. Calma, anote os pontos principais, assuma o controle e direcione o foco para a solução. Como ela generaliza as reclamações, mande que seja objetiva e só depois volte a falar com ela sobre o assunto. Agora se isso persistir, você deve impor limites com mais rigor.
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Referências:
Aprendendo a lidar com pessoas difíceis Dr. Rick Brinkman e Dr. Rick Kirschner Ed. Sextante, 2003.


http://www.ebah.com.br/content/ABAAABE70AK/livro-como-lidar-com-pessoas-insuportaveis-dificeis

Imagens: google imagens

sexta-feira, 24 de abril de 2015

A ARTE DE CONVIVER COM PESSOAS DIFÍCEIS - PARTE I

No dia-a-dia, independente do ramo de negócio em que se atua, ou da atividade que se exerça, tem que se conviver com pessoas difíceis. Mas como definir uma pessoa difícil, complicada ou até insuportável?

Algumas pessoas parecem ter o dom de enlouquecer os outros, de tornar a convivência difícil, até insuportável, de complicar as situações e tornar o ambiente em que se está, casa, lazer ou trabalho, o pior possível. Pode ser o chefe autoritário que controla cada passo do funcionário, o amigo que não perde uma chance de reclamar da vida ou criticar cada atitude sua ou o parente que aparece para uma visita e consegue ser desastroso.  O fato é que tipos como esses são mais comuns do que se supõe. São estereótipos comuns que encontramos, na fila de um banco, na padaria, supermercado, no ambiente de trabalho ou até mesmo em nossa casa, no convívio diário, bastando para isso que haja uma instabilidade de humor, ou uma situação instalada que deseje se modificar.
Nas empresas, costuma-se rotular e apelidar este tipo de profissional com vários nomes. E rotular seja de que forma for, positiva ou negativamente, sempre é arriscado, preconceituoso e certamente indelicado. Se pensarmos bem, cada um de nós tem sua particularidade. 

Temos também nossas "complicações", que aos olhos do próximo, podem ser rotuladas de alguma forma, ou seja, “o insuportável sou eu!!!”. Será?

Existem algumas pessoas com a autoestima grandiosa, outras que se fazem de coitadinhos, incompreendidos e rejeitados e outros exigentes ao extremo, Os exemplos são muitos. Hoje publico, os primeiros de uma série de apelidos que são associados à essas pessoas.

Uma dica para o bem viver, é abstrair. É preciso não dar tanta importância aos ataques. 
Outra dica, antes de rotularmos um colega de trabalho, é fazermos uma auto reflexão sobre o nosso tratamento com o próximo ou sobre o nosso comportamento em grupo:
1-Como me comporto diante de um possível conflito?
2-Como me comporto nas reuniões de trabalho?
3- Será que eu a trato o próximo como eu gostaria de ser tratado?
4 Será que as outras pessoas na empresa tem a mesma dificuldade de relacionamento?
5- Como é o tipo de comunicação com esta pessoa?
6- Será que eu entendo esta pessoa?
7- Eu deixo transparecer meu lado pessoal ou profissional no dia-a-dia com esta pessoa?
8- Posso ou devo compartilhar deste “problema” com alguém?

Para Marcelo António Homem de Mello, Coaching e Consultor, “Quando se lida com pessoas, tudo pode dar errado. E certamente dará. No entanto, quando dá certo, vale por todos os erros que por ventura tenham ocorrido no passado.”

 A revista ISTO É, já publicou uma reportagem com o título “Como lidar com pessoas insuportáveis” - Dicas de psicólogos para conviver com gente capaz de fazer qualquer um perder a cabeça.
A revista, de uma forma leve, abordou o tema, deu dicas de como podemos nos comportar e nos fez lembrar algumas pessoas que conhecemos. Abaixo posto o texto, o primeiro de uma série de três nas minhas pesquisas, e espero que vocês não lidem com esse tipo de colega. Difícil, não??

Boa Leitura!!!

Como lidar com pessoas insuportáveis
Dicas de psicólogos para conviver com gente capaz de fazer qualquer um perder a cabeça
 MIMADOS
 Como identificar: são narcisistas, teatrais, dependentes e superficiais. Conseguem o que querem explorando sentimentos como pena e culpa. O que podem causar: sugam o tempo da vítima, provocam desgaste emocional e até prejuízos financeiros O que fazer: imponha limites e não se perturbe com as lamentações.
  Algumas pessoas parecem ter o dom de enlouquecer os outros. Em menor ou maior grau, são capazes de tornar a convivência difícil, até insuportável. Pode ser o chefe autoritário que controla cada passo do funcionário, o amigo que não perde uma chance de reclamar da vida ou o parente que aparece para uma visita e consegue destruir móveis e bibelôs. O fato é que tipos como esses são mais comuns do que se supõe. Mas a forma como as pessoas reagem a eles não. Há quem consiga se defender. Há quem recorra à terapia para superar os traumas do convívio. Com a bagagem dos casos colecionados em consultório, especialistas ensinam a lidar com esses “indivíduos-problema”.

            O psicólogo americano Paul Hauck é um exemplo. Há quatro décadas ele estuda os comportamentos neuróticos. Em maio, lança o livro Como lidar com pessoas que te deixam louco. Nele, o terapeuta com mais de 15 obras publicadas decifrou cinco “personalidades” capazes de fazer alguém perder a razão – os controladores, os fracassados, os mimados, os bullies e os desleixados/maníacos por limpeza (leia quadros). “Quando você não constrange quem age de forma irritante e perturbadora, está tolerando esse comportamento”, disse Hauck à ISTOÉ. “Nós só somos tratados do jeito que permitimos.” Segundo o psicólogo, muitas vezes, quem o procura no consultório é a pessoa errada – ou seja, a vítima. “Vários que estão aqui vêm porque os que realmente deveriam estar não aceitam tratamento”, confirma a terapeuta de casais Ana Maria Fonseca Zampieri, de São Paulo.


Os grupos mais perigosos são os bullies e os controladores. “Eles podem recorrer à força física e não se importam com as consequências”, analisa Hauck. “Evite-os a todo custo, a não ser que você seja forte o suficiente para se defender.” A dor aumenta e as consequências psicológicas agravam se o agressor é alguém muito próximo. Foi o que aconteceu com a carioca Luiza Leme. Seu ex -marido a vigiava constantemente. Lia e-mails, mexia em objetos pessoais, violava sua privacidade. “Eu queria dar uma de boa samaritana”, reconhece. “Hoje, sei que limite é saudável”, diz Luiza, que só melhorou quando decidiu terminar o relacionamento.

O bully, valentão que intimida os colegas de escola, tem seu paralelo entre adultos. A designer paulistana Cris Rocha, 30 anos, passou maus bocados nas mãos de um. Ela assumiu algumas contas de um amigo em dificuldades financeiras, como a internet banda larga do rapaz, pois os dois tinham criado um site em conjunto. “Mas ele se tornou grosseiro e começou a fazer cobranças e acusações”, lembra Cris. Depois de dois anos de agressões verbais, a designer criou coragem para se afastar. “A forma de argumentar dele fazia eu me sentir muito mal”, lembra. “Só com ajuda de amigas percebi que o errado era ele.” É importante identificar se as acusações têm fundamento. “Não deixe que os bullies o convençam de que você está sempre errado ou que é um idiota”, aconselha Hauck.



Fracassados, mimados e maníacos por limpeza (ou bagunça, no extremo oposto) causam menos danos, mas nem por isso devem ser ignorados. “Pequenos traumas podem se tornar crônicos”, afirma a terapeuta Ana Maria. A professora de inglês Andréa Oliveira, 25 anos, cometeu outro erro comum: deu brechas demais a um mimado. “Eu me proponho a ajudar os amigos, mas eles abusam”, reconhece. Depois de reconciliar um casal de conhecidos, eles passaram a convocá- la a cada desentendimento, até que ela se recusou a intermediar. “Por causa disso, minha amiga ficou um mês sem falar comigo”, diz. Essa é a estratégia dos mimados: esperneiam, batem o pé, fazem bico. A recomendação da psicanalista Léa Michaan, da Universidade de São Paulo (USP), é deixar claro que ninguém tem obrigação de fazer favores. “Dizer o que pensa, mesmo que seja num tom de brincadeira, é fundamental”, afirma.
Quem convive com pessoas problemáticas também corre o risco de se deixar contagiar, especialmente pelos fracassados, que sabotam a própria felicidade. A estudante paulista Fernanda Espinosa, 25 anos, terminou um noivado depois de sofrer muito ao lado de um. “Com a convivência, percebi que ele era uma pessoa negativa”, conta. O ex-noivo passava os fins de semana dormindo ou vendo tevê, e arrastava a moça com ele. “Vivia cheia de olheiras, de tanto dormir. Estava muito mal”, afirma a estudante. Uma categoria à parte é a dos muito bagunceiros ou pessoas com mania de limpeza, que não são comportamentos ruins por si só, mas podem tornar a convivência irritante. O publicitário paulista Leandro Monteiro, 37 anos, teve de tolerar durante anos os hábitos da mãe. “Hoje em dia acho o máximo poder fazer gestos corriqueiros como atender o telefone ou abrir a geladeira sem ter de lavar as mãos antes!”, explica Leandro, que, casado há quatro anos, pode fazer a bagunça que tiver vontade.
Em muitos casos, é possível tentar a convivência com essa turma de personalidade difícil. “Pois sem conflito não há mudança”, afirma a consultora de carreira Maria da Luz Calegari. Há várias táticas para aprender a lidar com eles e, principalmente, para se fazer respeitar. Se ainda assim elas falharem, é melhor evita-los. Quando não for possível riscá-los da lista de contatos, como no caso de um chefe tirano, por exemplo, o segredo é abstrair. “É preciso não dar tanta importância aos ataques”, diz Léa Michaan. Afinal, ninguém está totalmente imune a deslizes. Nem a pessoas insuportáveis.
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Referências: 
Marcelo António Homem de Mello - CEO – Empresário, Consultor, Coach pela Sociedade Brasileira de Coaching-SBC, http://www.homemdemelloconsultoria.com.br
             ISTO É - N° Edição:  2056 |  08.Abr.09 - http://www.istoe.com.br/reportagens/10937_COMO+LIDAR+COM+PESSOAS+INSUPORTAVEIS

sexta-feira, 13 de março de 2015

Desabafo - Circo de Ladrões


Amigos,essa postagem é um desabafo daquela que acreditou que um dia, finalmente, teríamos uma liderança digna, saída dos trabalhadores e apoiada por iguais lutadores para fazer do Brasil um país melhor.
Mas está decepcionada e se sentindo, em muitos momentos, uma palhaça. Engana, ludibriada e roubada. As instituições políticas que nos representam viraram um grande circo, porém nós, que somos os palhaços. Só me resta, agora, postar esse desabafo e continuar acreditando, com fé, que dias melhores virão.



Circo de Ladrões
Liberdade de um povo
Que as regras impõem.
A justiça desprotege, virou graça!
Transformamos em atitudes nossa coragem
para enfrentarmos os dias na raça.
Correndo...
mortos no sol, nas calçadas,
esquinas , ruas e praças

Quem sai ganhando?
Aqueles ladrões que levam o que é nosso.
Que ladrões?
Os que roubam nossas carteiras e bolsas?
Não, esses são pequenos, são moleques,
sem rumo, sem vida, sem casa.
São os grandes ladrões!
Que tem poder e cargo
e com nossa cara fazem graça.

Senhoras e Senhores,
o circo de lona vermelha está organizado,
mas os palhaços estão do lado de fora, acuados!
Isso!
Vestem-nos de palhaços desse circo montado
pelos desmandos das feras que tem voz.
Porém somos nós, os palhaços, pessoas do bem,
quem elege essas feras vadias.
Bom pensar nisso!

Malabaristas da vida, do lado de fora.
Para deleite do circo formado
por larápios de colarinho branco.
Que a todo momento fazem piadas
dos palhaços brasileiros, vestidos de povo.
Desviam dinheiro, sonegam impostos, surrupiam recursos...
Escondem merenda das crianças
Trocam, até, a água para quem tem sede,
por outros bens e dinheiros escusos

Nos hospitais, pessoas morrem sem atendimento
Nas escolas, maus tratos aos alunos e professores.
Nas estradas, buracos
Nas ruas, assaltos.
E o circo de ladrões com suas (des)graças
Nos limita na busca de um melhor futuro.

Os palhaços estão tristes, sofridos... roubados
à espera de melhores atitudes, de uma ética justa
e de vergonha na cara.
Sobrou o protesto, o grito....a união
Limpar a cara e tirar a máscara de palhaço
Pintá-la de verde e amarelo
e perseguir outros tempos.

Transformar esse circo de ladrões
em um grande cativeiro
e jogá-los aos leões,
Pendê-los, para que paguem pelas falcatruas.

Vamos tentar organizar melhores dias!
Um bom futuro para o país e para nossos netos e filhos.
País, este, que, há um tempo, acreditávamos que a cor da esperança
seria vermelha.

Respeitável público, a lona caiu!!!.
Só nos resta tocar fogo e destruir toda corrupção,
roubalheira e humilhação.
Vamos à luta, brasileiros!
Vamos em frente, amigos,
a esperança deve continuar.
Só que dessa vez, sem os companheiros.
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Imagem: google imagens

domingo, 8 de março de 2015

ENTREVISTA AO PROGRAMA MPB CONCERTO COM LUCIVÂNIO JATOBÁ

Aqui posto o link de minha entrevista concedida ao programa  MPB Concerto, sob o comando de Lucivânio Jatobá. Em 3 de março de 2015.
Essa entrevista foi realizada juntamente com o amigo e parceiro musical, Lê Guedes.
Na ocasião, o artista apresentou algumas de suas composições do CD atual, Evolução, e nos presenteou com três composições novas do seu futuro CD, NO MAR DE CANDEIAS.
Lê Guedes é pernambucano , mas mora em São Paulo há quase vinte anos.

Em relação a mim, recitei algumas poesias, falei do meu novo trabalho e da parceria com o Lê Guedes e o Mael Julia, que não estava presente, mas participou, de longe, ouvindo e comentando.

O Programa MPB Concerto vai ao ar aos domingos, 19:00h, com Lucivânio Jatobá. É um programa de "resistência musical" , como diz o próprio locutor, que é professor, escritor, músico e grande amigo. O link pode ser acessado por www.radiocapibaribe.com.br

Escutem, comentem, curtam e se quiserem pedir meu livro mandem e-mail para carmenfconsult@gmail.com ou o CD do Lê Guedes pelo e-mail leguedesevolução@gmail.com

https://www.youtube.com/watch?v=GlQd7UDsHsE






Fotos













terça-feira, 3 de março de 2015

10 Dicas Fundamentais para Liderar Equipes de Alto Desempenho

Dicas importantes para a gestão e trabalho em equipe.  


O simples fato de você trabalhar num mesmo setor com várias pessoas na mesma sala não faz disso uma equipe. Equipe é muito mais do que isso: significa pessoas trabalhando em conjunto, interagindo, respeitando-se e auxiliando-se mutuamente. Equipes realizadoras e positivas são comandadas por líderes positivos. Entretanto, é preciso entender que equipes eficazes não se formam da noite para o dia. Certos passos importantes devem ser seguidos. Veja as 10 dicas fundamentais.

1. Crie uma missão com a equipe
Equipes que entendem o propósito e o objetivo daquilo que estão fazendo são mais comprometidas do que as que não têm esse foco. A missão deve conter uma mensagem inspiradora que expresse o mais profundo propósito do trabalho que está sendo realizado.

2. Fixe objetivos e metas
Uma equipe de sucesso tem pessoas que trabalham nos mesmos objetivos e dedicam-se aos mesmos propósitos. Faça com que o grupo participe na elaboração dos objetivos e metas de sua área de trabalho. Isso acarretará comprometimento e envolvimento do pessoal. Sempre que possível designe as pessoas para o trabalho que gostam de fazer e para o qual tenham aptidão e conhecimento.

3. Estabeleça as regras do jogo
É uma espécie de contrato psicológico. Dialogue com o grupo e, em conjunto, estabeleça as regras de comportamento e interação da equipe. Assim, você a estará envolvendo na criação de um ambiente de participação e comprometimento que são fundamentais para a maturidade do grupo.  As regras de jogo devem incluir necessariamente itens como: espírito de equipe, respeito pelas ideias do outro, confiança mútua, colaboração, diálogo, valores do grupo e criatividade.
É do consultor americano Jon Katzenbach a afirmação: “A noção de que se um fracassar, todos fracassam permeia as equipes de alto desempenho. Profundos compromissos pessoais de cada um para com o crescimento e o sucesso dos colegas é o que mais distingue essas equipes das equipes comuns.”

4. Fixe a autonomia do grupo
Defina claramente os limites de autoridade e responsabilidade de cada componente da equipe. Isso é feito através da delegação de tarefas. Líderes autênticos delegam tudo o que podem e devem. Eles não delegam TUDO, mas tudo o que podem e devem. E a maior parte das tarefas de um gestor é delegável, porque por mais que você seja produtivo chegará um ponto que será trabalhoso demais fazer tudo sozinho. De todas as ferramentas à disposição do líder, a delegação é uma das mais eficazes porque proporciona o crescimento pessoal e profissional, não só do gestor, como também das pessoas que recebem a delegação, isto é, a equipe. A delegação é um dos instrumentos que mais auxiliam e desenvolvem a competência da equipe.

5. Treine a equipe ininterruptamente
Proporcione regularmente (várias  vezes por ano) treinamentos ao seu pessoal, pois isso contribuirá decisivamente para a reciclagem e atualização deles Faça-os participarem de estágios, cursos, palestras, seminários, assistirem DVDs, dar palestras etc. Não tenha receio de sombra. Invista em você e em sua equipe de trabalho. Todos, inclusive você, crescerão muito com isso. Queira ser lembrado como alguém que ajudou os outros a crescer, em vez de ser apontado como o gestor inseguro que tolheu e boicotou seus liderados.
                                                                                                                                                    
6. Acompanhe os trabalhos
Acompanhe as atividades dos liderados com base no desempenho pré-fixado em comum  acordo entre você e cada componente da equipe, conforme mencionado no item dois (objetivos e metas). Não se pode exigir o que não foi acordado nem definido previamente. A avaliação deve levar em conta a qualidade, a quantidade e os prazos concordados.

7. Forme a equipe com base nos conhecimentos
Ao formar a equipe leve sempre em conta os conhecimentos, experiências e habilidades das pessoas. Evite compor um grupo baseado nas personalidades dos indivíduos porque isso pode mais atrapalhar do que auxiliar nos trabalhos. Às vezes o indivíduo é muito simpático, ou então empolgado, ou brincalhão, mas se não tiver os conhecimentos necessários para participar de algum projeto ou atividade, de pouca utilidade será. Também pessoas com personalidades fortes e impositivas têm dificuldade em dialogar e trocar ideias com o grupo. Não significa que você deva isolá-las, pois nem sempre isso é possível em função da realidade que você vive. Mas dê prioridade aos conhecimentos e capacidades de cada um ao compor a equipe, pois é o que manterá o grupo focado e produtivo.

8. Promova o trabalho de equipe
Estabeleça planos de desenvolvimento profissional  para cada um de seus colaboradores e faça com que todos se auxiliem mutuamente. Sempre que possível, estimule projetos ambiciosos e faça com que os resultados sejam fruto de um trabalho em conjunto e não, apenas, individual. Faça com que a equipe tenha orgulho de si mesma e terá plantado a semente do compromisso e da produtividade. Bernardinho, o campeoníssimo técnico da seleção brasileira de vôlei, afirma com propriedade: “Não importa o tamanho do seu talento se você é incapaz de fazer parte de um grupo, de uma comunidade, e se você dá mais importância ao “eu” do que ao “nós”.  
         
9. Faça reuniões produtivas
Uma das maiores pedras no sapato dos líderes são as reuniões. Poucas ferramentas de otimização do uso do tempo são tão vilipendiadas, tão mal utilizadas e conduzidas com tanto despreparo como a reunião. Minha experiência de consultor tem revelado que a maioria das reuniões são mal lideradas e mal conduzidas, por inexperiência e desconhecimento das regras básicas que as norteiam. Não obstante, poucas ferramentas são tão úteis na busca de eficiência, eficácia e desenvolvimento de equipes como as reuniões bem conduzidas. Se liderar reuniões não é o seu ponto forte, sugiro que faça um bom curso sobre esse assunto.

10. Promova maior convívio
Equipes produtivas e motivadas têm muito tempo de convívio. É importante que os membros do grupo convivam e se conheçam mutuamente porque permite que eles interajam mais, dialoguem, troquem ideias e passem a confiar uns nos outros. Algumas formas de ensejar maior convívio na equipe são: reuniões ordinárias, formação de comitês, trabalho em projetos conjuntos, reuniões para solucionar problemas específicos, happy hour, comemoração de
aniversários.

Capa Poder da Liderança Capa Baixa resoluçãoTexto extraído e condensado do livro “O Poder da Liderança”, de Ernesto Artur Berg, Juruá  Editora. Para maiores detalhes sobre o livro acesse www.quebrandobarreiras.com.br