sexta-feira, 23 de fevereiro de 2018

O BOM LÍDER FORMA NOVOS LÍDERES

Pessoal, 
vez por outra posto novamente temas de interesse profissional. Esse de hoje é (mais uma vez!!) sobre liderança. Se adequa tanto para quem está assumindo um cargo, quanto para quem pretende fazê-lo no futuro. Porém, independente de ser, formalmente, designado para um cargo de liderança, o mercado exige esse perfil do profissional.  

Recomendo também o artigo COMO UM CHEFE RUIM PODE ADOECER OS FUNCIONÁRIOS*, que em breve comentarei aqui no blog.

Aproveitem a leitura a seguir e tentem praticar na profissão .

Boa Sorte!



Aprenda a liderar pessoas e não a chefiá-las


Muitos profissionais assumem cargos de chefia por estarem tecnicamente bem qualificados. No entanto, para serem bem sucedidos é necessário que aprendam a liderar pessoas. James Hunter autor do Best-seller O Monge e o Executivo, diz: " Você gere coisas e lidera pessoas". Ser bem-sucedido liderar na era da informação requer muito mais do que um chefe durão. O crescimento frenético do mercado obriga as empresas a não promoverem profissionais despreparados para cargos de chefia. As empresas estão carentes de verdadeiros líderes de equipe. E a explicação para isso é que para liderar não basta apenas ter conhecimento técnico, é preciso saber liderar pessoas, que diferentemente de máquinas, têm sentimentos.
No entanto, como em qualquer segmento, com o decorrer do tempo o papel do líder sofreu mudanças. Hoje o líder não é mais um realizador do tipo que dizia "quer bem feito faça você mesmo", passou a ser um catalisador. Ele precisa saber motivar as pessoas a sua volta para que elas desejem realizar as tarefas que ele precisa que façam.
Alguns líderes ainda temem ensinar tudo o que sabem, com receio que seus liderados tomem o seu lugar. Assim, ensinam somente o básico ou pouco mais, deixando sempre alguma coisa de fora. Este tipo de comportamento não tem mais lugar no cenário atual. Longe de reprimir seus liderados, precisa ajudá-los a gerarem resultados e isto envolve dar espaço para que eles sejam notados e brilhem.
O tipo de líder que as empresas precisam é aquele que não pensa pelas pessoas, mas as ajuda a pensarem e que tem impulso e desejo de mudar, fazer o melhor. Além de ter potencial este líder acredita em si e em sua causa, não deseja ter apenas seguidores leais, mas busca arduamente desenvolver cada pessoa de sua equipe para estarem aptos para assumirem a liderança quando for necessário.
Um líder é formador de novos líderes. Uma boa condução de equipe também pede um bom ambiente de trabalho. A postura do chefe influi muito em situações de tensão. As pessoas já possuem desafios e situações estressantes suficientes, não sendo necessário, portanto, criar mais dificuldade.
O líder precisa, antes de controlar a equipe, controlar a si mesmo. Para liderar de modo eficaz é preciso entender que nem todas as pessoas se motivam com desafios permanentes, mas a maioria delas se sente motivada se lhes forem apresentados os significados desses desafios. Onde queremos chegar? Que resultados serão alcançados?
Outro fator importante observado nos líderes bem sucedidos é que eles aprendem a lidar muito bem com o poder inerente ao seu cargo, sabem, por experiência, que o poder da liderança está ligado à capacidade de estabelecer objetivos comuns com seus liderados. Sabem que o poder formal do cargo de liderança pode gerar obediência e, mas o comprometimento precisa ser conquistado dia a dia.
Chefes destroem equipes e fazem com que profissionais talentosos saiam da empresa. Muitos profissionais são excelentes em relacionar-se com a equipe, mas ao serem promovidos ficam enfunados de orgulho, alguns se tornam egocêntricos. Tudo que eles fazem é o melhor, apenas a opinião deles é a correta. Não valorizam a equipe mesmo quando eles esforçam demais. Isto desmotiva e faz com que os profissionais insatisfeitos busquem novas perspectivas, porque não aguentam mais o ambiente de trabalho.
Robert Button professor de administração na universidade de Stanford e autor de oito livros, um deles é o best-seller Bom Chefe, Mau chefe da editora Bookman companhia, em entrevista a revista pequenas empresas e grandes negócios, comentou:
- "Uma das coisas que chama a atenção nos piores chefes é que tudo gira em torno deles. Agem como se todo mundo tivesse de trabalhar para eles. Acreditam que podem usar as pessoas e depois descartá-las. Eles não tratam seus funcionários com dignidade. São o oposto do bom líder, que esta disposto a ajudar os profissionais a serem bem sucedidos, a se qualificarem. Ele trata os funcionários com paixão e respeito".
Além disso, um bom chefe tem sensibilidade o suficiente para ajudar os membros de sua equipe a se desenvolverem e crescerem profissionalmente. Saber ouvir críticas é importante para tornar-se um bom chefe e incentivar a equipe a expressar suas opiniões. Para ser bem sucedido um chefe precisa disciplinar-se a falar menos e ouvir mais.
Robert Button acrescenta: "Uma diferença vital entre um bom e um mau chefe é que o primeiro considera sua responsabilidade aprender com os erros. Ele aplica sua habilidade gerencial para construir confiança e uma atmosfera de segurança".
Ajudar os profissionais a melhorem suas deficiências envolve sensibilizá-los a verem a necessidade de fazer tal mudança. Podemos ilustrar essa questão com um projeto de reforma em uma casa velha. A reforma não será completa se apenas pintarmos a fachada, e deixarmos vigas podres por dentro. Não corrigir defeitos estruturais levará a problemas no futuro. De modo similar não basta apenas ajudar os membros de sua equipe a fazerem pequenas mudanças. É preciso ajudá-los a irem ao âmago de sua personalidade e reconhecerem problemas estruturais que precisam ser corrigidos. Caso contrário, velhos traços de personalidade podem ressurgir e causar um estrago grande.
Todos, incluindo os chefes, precisam identificar características indesejáveis e corrigi-las de modo correto. Identificar com precisão a causa destas deficiências é o primeiro passo para mantê-las no controle .Tenha em mente que para ser um chefe você precisa aprender a liderar pessoas e não apenas gerenciá-las. É preciso inspirá-las. Ser liderado por alguém com habilidades profissionais, intelectuais e psicológicas torna o trabalho mais leve. Um estudo Sueco publicado em 2009 acompanhou 3.122 homens por um período de dez anos. Dentre eles os que tinham chefes ruins sofriam 20% a 40% mais ataques cardíacos do que os que tinham chefes bons.
Para ser bem sucedido em liderar é preciso:

- Gostar de pessoas;
- Ter controle emocional;
- Saber trabalhar sobre pressão e em crises;
- Estabelecer prioridades para a equipe;
- Ser uma pessoa organizada;
- Trabalhar em equipe;
- Saber forma uma boa equipe

Vale aqui destacar, o ponto saber formas uma boa equipe, é encontrar semelhanças entre os membros, encontrar as diferenças entre eles e administrá-las, visando ao bem comum da equipe; ao Líder requer estrita observância perceptiva! Quando se refere em formação de uma equipe, não quer dizer que ela precise necessariamente ser uma equipe nova, que estará iniciando do zero naquele ambiente organizacional. Sabemos que várias situações ocorrem nas empresas, então, ao iniciar uma nova equipe ou trazer novos membros para ela, pode ser que as necessidades tenham sido das mais diversas e cabe ao líder encontrar a melhor maneira para atender a tais necessidades, visando à construção de um time forte e coeso.
Oliveira (2010, p. 291-292) nos apresenta três movimentos que o líder deve considerar ao formar um time de trabalho.
1) Encontrar semelhanças entre os membros: Considerando: necessidades, intenções, objetivos pessoais, experiências e interesses, sendo que cada membro deve olhar para os demais integrantes da equipe e se ver neles ou algo parecido com aquilo o que ele sente ou faz.
2) O oposto do primeiro: O segundo movimento descrito pelo autor seria o contrário do primeiro, ou seja, os integrantes devem procurar aquelas coisas nas quais sejam diferentes entre si. Para o autor, depois de identificadas essas características, ficará mais fácil para o líder definir tarefas específicas para cada membro, considerando aquilo que cada um consiga desempenhar melhor.
3) Percepção das assimilações e experimentos: O autor nos apresenta como terceiro e mais importante movimento na formação de uma equipe aquele em que semelhanças e diferenças já tenham sido assimiladas e experimentadas por todos, tendo que agora ser administradas.
Para Oliveira (2010), após esse período de maturação, os membros do time já terão tido a oportunidade de crescerem e se desenvolverem como pessoas, suas habilidades mais importantes já deverão ter sido solicitadas pelo trabalho e aceitas pelos demais membros, assim eles terão a chance de tornarem-se profissionais melhor capacitados para continuar desempenhando as tarefas de forma satisfatória e, até mesmo, capazes de assumirem novas responsabilidades.
É válido lembrar também, que não basta apenas colocar em prática esses movimentos para garantir que haja harmonia no ambiente de trabalho onde várias pessoas, com diferentes realidades, estarão atuando juntas a fim de alcançarem objetivos comuns. É preciso considerar, ainda, as competências individuais, ou seja, saber se a pessoa possui habilidades para trabalhar com outras pessoas e em equipe, pois, caso essas realidades não atendam aos anseios particulares de cada membro, possivelmente sua atuação será insatisfatória e poderá comprometer o sucesso de toda a equipe.
Pode-se resumir em algumas frases, o pensamento de grandes líderes sobre o tema:
A chave para a liderança é executar as tarefas enquanto se constroem os relacionamentos. "O líder do passado sabe dar ordem, enquanto o líder do futuro sabe pedir". "Um bom chefe faz com que homens comuns façam coisas incomuns". Peter Drucker
"É a habilidade de influenciar pessoas para trabalharem entusiasticamente visando atingir aos objetivos. Um líder é alguém que identifica e satisfaz as legítimas necessidades de seus liderados e remove todas as barreiras para que possam servir ao cliente".
James Hunter em seu livro O monge e o executivo "Líder é aquele que direciona, constrói equipes e inspira outras pessoas por meio de exemplos e palavras. O administrador só é considerado líder até sua personalidade, caráter, seu conhecimento e sua habilidade nas funções de liderança serem reconhecidos e aceitos pelos outros envolvidos".
John Adair em seu livro Chefiar ou Liderar? Seu sucesso depende dessa escolha "Após mais de cinco décadas de desenvolvimento de meu potencial de liderança, cheguei a esta conclusão: Liderança é influencia. É isso aí. Nada mais, nada menos. Meu provérbio sobre liderança é este: aquele que acha que lidera, mas não tem ninguém que o siga, está apenas dando um passeio.
John C. Maxwell em seu livro você nasceu para liderar "Liderar é comunicar às pessoas seu valor e seu potencial de forma tão claras que elas acabem por vê-los em si mesmas".
Stephen R. Covey - Os 7 Hábitos das pessoas altamente eficazes. O líder comprometido divide a responsabilidade quando algo dá errado e não só busca promover-se quando tudo dá certo.

"Mude antes de ser obrigado a fazê-lo." Jack Welch

Vale uma grande reflexão



Fonte: baseado em:
- Marcinéia Oliveira
http://www.programacases.com.br/coluna/aprenda-a-liderar-pessoas-e-nao-a-gerencia-las
- Rafael José, 2 de setembro de 2016
 https://www.em.com.br/app/noticia/economia/2017/04/26/internas_economia,865177/mercado-de-trabalho-exige-novo-perfil-de-profissional-saiba-mais.shtml

- imagens – google imagens
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*disponível em http://www.bbc.com/portuguese/noticias/2016/01/151208_vert_cap_chefe_morte_lab

segunda-feira, 5 de fevereiro de 2018

VIDA POSITIVA


Principais dicas para melhorar a qualidade do nosso status pessoal e contribuir para uma vida positiva*:

DICA 1: Agradeça sempre a Deus por tudo o que você é e tem.
DICA 2: Pratique regularmente uma atividade física.
DICA 3: Tome sempre um bom café da manhã.
DICA 4: Seja assertivo.
DICA 5: Gaste seu dinheiro em viagens, cursos e aprendizado.
DICA 6: Enfrente seus desafios, não fuja deles.
DICA 7: Coloque em todos os lugares boas memórias, frases e fotos de seus entes queridos.
DICA 8: Sempre cumprimente e seja bom com as outras pessoas.
DICA 9: Use sempre sapatos confortáveis.
DICA 10: Cuide da sua postura.
DICA 11: Ouça boa música e leia bons livros.
DICA 12: O que você come tem um impacto direto na sua saúde e no seu humor.
DICA 13: Cuide-se e sinta-se atraente.
DICA 14: Finalmente, acredite em Deus, pois, com suas bênçãos, nada é impossível.
  
"A felicidade é como um controle remoto, perdemos sempre, ficamos loucos procurando por ele e muitas vezes, sem saber, estamos sentados em cima dele."



*Fonte: Aula de Psicologia Positiva ministrada por Shahar

Imagens: google imagens

sexta-feira, 26 de janeiro de 2018

Tudo é... Está tão desigual.

Pessoal, achei esse texto muito bom. Resolvi compartilhar para conhecimento e , acima de tudo, uma reflexão sobre o tema.

Aproveitem a leitura!



"Mais do que de máquinas, precisamos de humanidade. Mais do que de inteligência, precisamos de afeição e doçura. Sem essas virtudes, a vida será de violência e tudo será perdido". Charles Chaplin (Filme O GRANDE DITADOR )

Tudo é... Está tão desigual.



Por Alessandra Leles Rocha


Na semana em que acontece o Fórum Econômico Mundial 1, em Davos, nos Alpes Suíços, foi também divulgado o relatório de 2018 da Oxfam 2, o qual aponta que 82% da riqueza mundial gerada no ano de 2017 ficaram com 1% da população 3. Portanto, nada mais oportuno do que refletir sobre a redução da pobreza e da desigualdade entre os seres humanos.  
De fato, ninguém é igual a ninguém. Somos diferentes, comportamental e biologicamente falando; mas, na medida de nossas demandas e aspirações somos sim, iguais. Queremos nascer, crescer, reproduzir, envelhecer no contexto de um pacote que inclui dignidade, felicidade, oportunidade, igualdade, liberdade, fraternidade, enfim... No entanto, o que parece nos afastar dessa possibilidade, talvez, não seja propriamente a falta de recursos financeiros; mas, a desigualdade que se aflora na construção das relações humanas.

Ao estabelecer as hierarquias na sociedade, os seres humanos deram o pontapé inicial da desigualdade. A compreensão de que uns eram mais ou melhores do que outros permitiu a construção de uma relação desigual, desarmônica e de violência (algumas vezes, extrema) entre os indivíduos. Partindo da divisão social do trabalho, a capacidade produtiva e o tipo de função laboral passaram a designar o grau de importância, de respeito, de poder, de riqueza, o qual cada ser humano desfrutaria na sociedade; como, se na verdade todos não fossem igualmente fundamentais.

A grande questão é que poucos, de fato, sentiram-se ou sentem-se desconfortáveis, incomodados dentro desse modelo. A força do hábito, da práxis, parece ter banalizado ou trivializado essa desigualdade ao ponto de invisibilizarmos algumas pessoas, como se elas não pudessem ou não tivessem o direito de serem computadas no âmbito da sociedade. Lamentavelmente, vive-se em um mundo onde opera a lei do “vale quanto pesa”.
Reverencia-se o status, o poder, de tal forma que não se questiona o que eles escondem e/ou omitem; por isso, parece tão difícil romper com o discurso do fim justificando sempre os meios.  Sem que se dê conta de toda a complexidade que reveste os meandros dessa relação, a sociedade ensandecida não percebe a perversidade a qual está constantemente submetida, ou seja, ela é cada vez mais espoliada, humilhada, massacrada em nome do TER.
 
A noção da necessidade, da prioridade, perde cada vez mais espaço no contexto da civilização do consumo. Para consumir é preciso dinheiro. Muito, sempre, cada vez mais. Não são os sonhos, os ideais, os projetos de vida que movem essa sociedade consumista; mas, um fastio constante e renovado a novas ofertas de bens e serviços, que vendem falsas promessas, quinze minutos de fama, ascensão e inclusão social num piscar de olhos.

Enquanto se deslumbra, a humanidade se torna alvo fácil da exploração em massa. Quanto mais ela quer, mais o seu poder aquisitivo é insuficiente. Então, o círculo vicioso se consolida. Sem perceber, milhões de pessoas trabalham exaustivamente para materializar o TER de uma minoria seleta. Chegam ao ponto, em alguns casos, de abdicar da própria dignidade, da sobrevivência humana mais elementar, para correr atrás de satisfazer os ditames impostos na mídia das celebridades.

Escravos dessa dinâmica social; mesmo assim, arrogantes o bastante para se colocar na posição de superioridade frente aos seus pares. De medir com crueza a insignificância de quem está ao seu redor. De sentir prazer em ser reverenciado por aqueles a quem julga em posição de inferioridade e subserviência. Resquícios do “beija mão”? Talvez...
O problema é que a inconsciência diante da desigualdade (seja ela voluntária ou involuntária) ela aponta para um afrontamento aos direitos humanos. Direitos e deveres passam a não ter o seu caráter igualitário dentro da sociedade, a partir do estabelecimento de vieses e prerrogativas que fazem de alguns, exceção.  É o próprio coletivo social que, de repente, se sujeita a aceitar com naturalidade esse tratamento diferencial, com base em critérios bastante questionáveis.
Você já deve ter ouvido, por exemplo, que, tudo bem, pessoas capazes de pagar por um plano de saúde tenham assistência médica de melhor qualidade. Quando, o que se esperaria ouvir é a necessidade de todos terem a mesma qualidade de assistência médica; inclusive, porque, o atendimento público é fruto da contribuição tributária de todos os cidadãos. Mas, isso não acontece, porque uma grande parcela da população vê na possibilidade de poder pagar por um serviço, uma forma de status, de superioridade social.

Do mesmo modo, acontece com a realidade do sistema prisional. Não há uma indignação sistêmica contra a realidade do cárcere no Brasil, onde pessoas são amontoadas de maneira desumana em espaços mínimos, aguardando o desenrolar de processos que se arrastam no volume das demandas dos tribunais. No entanto, veem-se manifestações a respeito, quando se tratam de presos ligados aos chamados “crimes do colarinho branco”, sob a alegação de que seus direitos humanos estão sendo desrespeitados.  
Ou, com a realidade da fome. Enquanto torcem o nariz para os relatos dramáticos da fome nas regiões mais miseráveis do planeta, onde a população esquálida vive os horrores da fome e da subnutrição, seres humanos se voluntariam à neurose da imagem corporal perfeita, mesmo ao custo da imersão nos graves transtornos alimentares que isso pode causar. A fome, nesse caso, se relativiza pela beleza, pelo status, pela aceitação social, como se isso pudesse ser aceitável. E assim, tantos outros episódios no cotidiano, me levam a pensar que o posicionamento diante da desigualdade é muito parcial.

Desse modo, a desigualdade aponta para uma necessidade cada vez maior de ídolos. Formando opinião ou influenciando mentes e comportamentos, há pessoas desfrutando de legiões de seguidores hipnotizados, robotizados, em busca de ser, ou melhor, de pensar como elas. Na verdade, não se trata de uma inspiração visando compartilhar aspectos éticos, morais, filosóficos do indivíduo; mas, uma reprodução (quase caricata) daquele personagem, daquele modelo de padrão de vida ostentado nas mídias.
Bom, epidemias matam. Fome mata. Miséria mata. Armas matam. Guerras matam. Ódio mata. Intolerância mata. Ignorância mata. Alienação mata. ... Enfim, o ser humano mata. Diante dos fatos, creio que a desigualdade é mais um fruto da nossa razão; exatamente aquilo que nos difere dos animais. Nosso livre arbítrio sobre o pensamento, nossas escolhas, nossos valores,... parece ser a pior de todas as ciências e tecnologias de destruição em massa.
De repente, abdicamos de nós, abdicamos do mundo, permitindo que algo ou alguém nos guiasse e nos transformasse em seu escravo “fiel e devotado”. Assim, adquirimos a ilusória sensação de não sermos responsáveis pelos horrores, pelas tragédias, pelos atos e pelas omissões cometidas com o auxilio voluntário (ou não) de nossas mãos. Apenas, nos agregamos em nossas pseudo castas.

Temos justificativas injustificáveis para tudo. Pena, que não são capazes de alterar ou de mascarar a visão que nos chega pela janela da casa ou das tecnologias; nem tampouco, de rebater a nossa inércia em favor da transposição dos abismos que nos fazem indignos da nossa complexidade humana, da nossa razão.  Afinal, tudo está tão... Desigual.


2 A Oxfam Internacional foi formada em 1995 por um grupo de organizações não governamentais independentes. Seu objetivo era trabalhar em conjunto para um maior impacto no cenário internacional para reduzir a pobreza e a injustiça. https://www.oxfam.org/en/countries/history-oxfam-international

quinta-feira, 14 de dezembro de 2017

Mais um ano chega ao fim...

Mais um ano chega ao fim e esperamos que o espírito de Natal venha para suavizar os nossos dias e trazer luz e alegria para as nossas vidas. 
Nessa época também podemos celebrar todas as conquistas vividas e os objetivos alcançados. É o tempo da virada e de planejar o ano seguinte melhor do que este que está acabando. Vamos olhar para frente, com determinação e otimismo, procurar levar todas as lições, boas ou ruins, para transformar nossa vida em novos ciclos, sempre!
Podemos, então, aproveitar o momento para renascer, como profissional e como pessoa. Tirar de dentro de nós aquele sorriso mais sincero, aquele abraço mais amigo e aquele olhar ao próximo mais sensível.

Desejo que o novo ano traga energia e boas vibrações aos nossos corações e nos faça refletir sobre tudo o que fizemos, para que possamos nos transformar, cada vez mais, em pessoas melhores. 

                           googleimagens

terça-feira, 31 de outubro de 2017

Em um só dia - Cultura – Língua Portuguesa e Cinema!!

            Cinco de novembro é um dia de festa para a cultura brasileira. E não só por ser o Dia Nacional da Cultura, mas também o da língua portuguesa e o do cinema brasileiro.


Dia da Cultura
Instituído por meio de Lei Federal, em 1970, é uma homenagem ao jornalista, político, jurista e intelectual Rui Barbosa. A data foi escolhida por ser o dia do nascimento de Barbosa, que foi importante defensor das liberdades civis.


 Língua Portuguesa
Origem do Dia Nacional da Língua Portuguesa
No Brasil, o Dia Nacional da Língua Portuguesa foi criado a partir do decreto de lei nº 11.310, de 12 de junho de 2006, estipulando a celebração para o dia 5 de novembro.
A escolha desta data é uma homenagem ao escritor e político brasileiro Ruy Barbosa, que nasceu em 5 de novembro de 1849, e é considerado um grande estudioso da língua portuguesa.
O idioma português, é o sexto idioma mais falado no mundo, presente em nove países como língua oficial e em quatro continentes. A expectativa é que, em 2050, 337 milhões de pessoas falem o idioma.

Cinema Brasileiro
O Dia do Cinema Brasileiro também é celebrado em 5 de novembro, em homenagem à primeira exibição pública de cinema no País, realizada no Rio de Janeiro em 1896.
No Brasil, as salas de cinemas estão presentes em todos os grandes centros urbanos e os filmes de comédia, de dramas sociais e biografias são os que mais levam telespectadores aos cinemas.

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Fonte:

Ministério da Cultura
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segunda-feira, 16 de outubro de 2017

Me Leve, Leve

Me leve
leve como pluma
leve desejar.
Me leve
leve com você
simples sonhar
forte abraçar
leve na vida
vida fadiga
caminho sem par.

Me leve
leve com você
desde que te quero
desde que te tenho
levo metade
leve penar
velo por ti
velo por mim
só te levo
no meu leve pensar.
Me levas no olhar
e me deixas no silêncio...
no chorar...
esperando... 
no simples desejar.

(Carmen Lúcia Couto)

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