segunda-feira, 22 de maio de 2023

O GESTOR NA RESOLUÇÃO DE CONFLITOS

 

Comportamento Organizacional

O GESTOR NA RESOLUÇÃO DE CONFLITOS
Carmen Lúcia Couto

Introdução

            É difícil imaginar que existe uma empresa sem conflitos, até porque somos seres humanos e necessitamos do conflito para sobreviver, provar nossas competências, elevar a autoestima e sermos respeitados como indivíduos que se relacionam com a sociedade. Os conflitos existem desde o surgimento do homem e, ainda, é um fato que ocorre com muita frequência em nosso cotidiano e, muitas vezes, não são abordados de forma profissional. Nem os gestores contribuem para minimiza-los.
            Este artigo aborda temas relacionados às posturas dos gerentes frente aos conflitos existentes na organização.

2 CONFLITOS

Todo ser humano, mesmo que inconscientemente, em algum momento se vê em conflito consigo mesmo. Se colocarmos esses embates sob uma ótica positiva no dia-a-dia profissional, poderemos afirmar que discussões saudáveis promovem a troca de conhecimentos e contribuem para a homogeneização da equipe e melhoria do clima organizacional. Porém, quando as situações de conflito ocasionam antipatia e afronta recíprocas entre os envolvidos, o ambiente empresarial fica comprometido.
Para que um indivíduo possa superar conflitos, faz-se necessário saber lidar com eles, o que implica saber gerenciá-los. Contudo, muitas pessoas não sabem como administrá-los, independente das variáveis que o envolvam. Os gestores devem estar atentos a esses problemas e gerir suas equipes da melhor forma. Os conflitos são importantes e essenciais para o crescimento de todos e da empresa. A expectativa é quanto à solução. Por exemplo, quando um cliente entra em contato com a empresa ele quer que o profissional resolva o seu problema. A empresa saudável é aquela que prioriza de forma inteligente o cliente interno. Isto é, o ambiente interno saudável vai espelhar o bom atendimento ao cliente externo.
Muitos fatores podem influenciar um conflito, por exemplo: o setor de atuação, o tamanho da organização, o tipo de gestão, os objetivos organizacionais, missão, valores, estrutura organizacional, estratégias implementadas, entre outros.  As empresas que não souberem gerenciar os conflitos entre seu pessoal poderão estar sujeitas a diversos contratempos, como: ter reduzida sua participação no mercado; não desenvolver novos produtos; ter arranhada sua imagem perante o público-alvo; prejudicar o clima organizacional que, segundo Chiavenato (1999, p. 323), “constitui o meio interno de uma organização, a atmosfera psicológica, característica em cada organização. O clima organizacional está ligado ao moral e à satisfação das necessidades humanas dos participantes.”

3 O GERENCIAMENTO DOS CONFLITOS

            Para a administração gerir o conflito é importante que se investigue o que ocorreu, pessoas envolvidas, histórico da situação, tempo em que os envolvidos no conflito trabalham na empresa, suas condutas e desempenho etc. São fatores importantes antes de se tomar qualquer decisão e para que injustiças não sejam cometidas e o conflito tenha um final satisfatório para todos os envolvidos.
Todo ser humano consiste um ser único, ou seja, possui aptidões, valores, cultura etc. que o tornam diferente como indivíduo e, por consequência, como profissional. No entanto, muitos gestores esquecem de tirar proveito dessas habilidades heterogêneas em prol da empresa. Assim, as empresas que trabalham com equipes, aproveitam-se dessas diferenças, maximizando-as ou otimizando-as. Muitas vezes valem-se das desigualdades para que a totalidade, organização, represente mais do que a soma das partes, os indivíduos.  Representa o princípio do Holismo que é a ideia de que as propriedades de um sistema não podem ser explicadas apenas pela soma de seus componentesO sistema como um todo determina como se comportam as partes. Seja de seres humanos ou outros organismos. O todo é maior do que a simples soma das suas partes (Aristóteles).

            De acordo com Chiavenato (1999), é importante também identificar se os envolvidos trabalham em um grupo ou em uma equipe, já que existem diferenças entre tais denominações. Uma equipe tem um objetivo em comum. Além de possuir um número reduzido de componentes. Seus integrantes, necessariamente, devem possuir as seguintes qualidades: disposição para compartilhar oportunidades e reconhecimentos; além de comunicarem-se de forma aberta e direta (supervisão funcional). Para que tais qualidades sejam fomentadas numa organização, é necessário estabelecer objetivos claros e métodos de trabalho eficazes, e, ainda, que os indivíduos sejam respeitados, tanto pessoal, quanto profissionalmente.

Para se gerenciar conflito é necessário e conhecer algumas características das pessoas, para identificar se estarão aptas para desempenhar determinadas tarefas a contento, demanda da obrigatoriedade de se constituir equipes, pois estas aumentam significativamente a produtividade. Existem, então, seis tipos de indivíduos (Chiavenato 2009) :
a) o pensador: é o indivíduo que focaliza o conjunto do que vai ser realizado, trazendo idéias e sugestões;
b) o organizador: é o indivíduo que organiza e coordena as atividades, confeccionado cronogramas, listas de atividades etc.;
c) o realizador: é o indivíduo de execução, que, normalmente, domina a equipe;
d) o que veste a camisa: é o indivíduo que procura manter o grupo unido, dá suporte aos demais integrantes;
e) o controlador: é o indivíduo que procura estar a par do andamento dos trabalhos, bem como lembra,  constantemente, os prazos;
f) o analisador: é o indivíduo que analisa todas as ideias, sugestões e ações de modo cuidadoso e objetivo.

De acordo, o mesmo autor, para administrar um conflito organizacional, pode-se empregar um dos seguintes estilos:
1) estilo de evitação: consiste na fuga do conflito. É empregado quando o problema é corriqueiro, quando não há perspectiva de ganhar o conflito, quando se necessita tempo para obter uma informação ou quando um conflito pode ser desvantajoso;
2) estilo de acomodação: visa a resolver os pontos de menor divergência e deixar os problemas maiores para depois;
3) estilo competitivo: consiste no comando autoritário, é empregado quando se faz necessário tomar uma decisão rapidamente ou uma decisão impopular;
4) estilo de compromisso: ocorre quando as partes envolvidas aceitam perdas e ganhos para todos os envolvidos;
5) estilo de colaboração: é empregado numa situação ganha/ganha, visto que todos os interesses podem ser reunidos numa solução mais ampla.

4 CONCLUSÃO

Atualmente se fala muito nas organizações em qualidade de vida de seus funcionários. Situações de conflito que podem ocorrer nas empresas contribuem para uma má qualidade de vida. Deve-se criar um ambiente em que os funcionários possam desenvolver suas atividades, bem como novos produtos, de tal forma que a empresa consiga aumentar sua lucratividade e/ou rentabilidade. Este tipo de ambiente proporciona melhor qualidade de vida, o que acarreta a menor geração de conflitos desnecessários e improdutivos.
O gestor tem um papel fundamental nesse processo e quando não mantém um bom relacionamento com a equipe acarreta a diminuição da produção e gera um clima de desânimo e apatia.
Neste  século os gestores precisam estar preparados para essas situações, que poderão transformar equipes mais eficazes e consequentemente tornar a empresa mais competitiva.


Façam uma reflexão:
  1. Existem conflitos na sua empresa?
  2. Que tipos de conflito?
  3. Caso existam, o que o gestor faz para amenizá-los?
  4. Com qual “tipo de indivíduo” você se identifica?
  5. Na sua percepção com qual “tipo de indivíduo” o seu gestor se identifica?
  6. De acordo com os “estilos”, qual deles seu gestor se identifica?

E você o que faz para diminuir os conflitos quando aparecem?
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Referências
CHIAVENATO, Idalberto. Introdução à Teoria Geral da Administração. São
Paulo: Makron Bools, 1999.
CHIAVENATO, Idalberto. Gestão de pessoas: o novo papel dos recursos humanos nas organizações. Rio de Janeiro: Campus, 1999.
FOWLER, Alan. Resolvendo conflitos. São Paulo: Nobel, 2001.
Gestão de Conflitos, disponível em http://www.cantareira.br/thesis2/v4n1/alvaro.pdfGestão de Conflitos, disponível em  http://www.rhportal.com.br/artigos/

quarta-feira, 25 de janeiro de 2023

segunda-feira, 7 de março de 2022

UM GIGANTE CHAMADO MULHER

 

A mulher tem dentro de si uma balança,
que tenta equilibrar a razão e a emoção,
que concilia o poder e a esperança,
para poder agir com amor e o coração.
Ela se desdobra em cem ou mil:
mãe, esposa, filha ou profissional.
Às vezes é ríspida e outras gentil,
mas tenta fazer a vida ser mais especial.
Procura se reinventar,
e não quer ser coadjuvante.
Tem a sabedoria no olhar,
e o valor de um diamante.
Quer conquistar seu lugar,
sem temer a diversidade.
Incerteza vai enfrentar,
com ternura e sensibilidade.
Coragem é sinônimo de mulher
e muitas espelham isso no semblante.
Luta com determinação e fé,
porque é o amor que a torna gigante.

Carmen

google imagens - blocoentroncamento.pt


terça-feira, 28 de dezembro de 2021

 Pessoal, segue meu desejo de um Feliz 2022 acompanhado de uma reflexão. 

Foi escrita em 2013, porém parece tão recente que resolvi publicar novamente, com uma pequena adaptação.

Fragmentos de um ano que passou (Carmen Lúcia Couto)


Deixo para trás pedaços de um amor inacabado,
choros abafados, sentidos e calados.
Sensação que algo não terminou,
fragmentos de um sentimento abalado.

Ficaram perdidas palavras que não foram ditas,
frases desfeitas,
olhares gelados...
vidas esquecidas.

Na rua, o mundo segue.
Roubos, guerras, pobreza e fome.
Em cada semáforo que passamos
atravessa o vidro do automóvel uma súplica,
um vazio sem sentido!
Uma criança, uma mulher ou um homem perdido.
Virar o rosto, não vale!
Sonhar com um mundo melhor? 
Pode ser!
A união, a ajuda, a solidariedade, um abrigo,
uma força amiga...uma mão! 
Quero ver!!
Falamos tanto em inclusão, no respeito à diversidade,
em tolerância pelas pessoas especiais, 
pelos indigentes ou diferentes.
E nós? 
Onde estamos sendo “especiais” e “diferentes”?!

SERÁ QUE A PANDEMIA , REALMENTE , NOS ENSINOU ALGUMA COISA?

No Pais, a sociedade reclamou, gritou.
As passeatas tomaram às vias.
O gigante acordou, o povo pediu, a bagunça cresceu!
Mas em que deu?
Em um breve futuro saberemos onde isso tudo vai chegar.
É só aguardar!

Na cultura, grandes nomes se foram.
Deixando a arte e a música órfãs.
Fica a esperança da perpetuação de suas obras
e a lembrança dos bons momentos que nos proporcionaram.

Em mim, agrego a felicidade de quem está acesa ...viva!
O poder da mulher que trabalha,
da escritora que produz e
da mãe que cuida.

Nessa época
começo a ter saudade
do parente que não vi, do pai que perdi,
daquele filme que esqueci de assistir
e da música que deixei de ouvir.
Quantas noites mal dormidas
por promessas não cumpridas!

Sinto falta de muita coisa que deixei de fazer,
que desisti sem nem mesmo tentar
e que disfarcei com um falso sorriso
para nenhuma lágrima derramar.

Sinto a ausência dos lugares que ainda não fui,
pessoas que não conheci!
amigos que perdi...
momentos que ainda não vivi.

Fragmentos de um ano que passou...
Reflexões, apertos de saudade, 
dias alegres, dias tristes,
dias....
Novo ano que surge e promessas de mudanças.
É tempo de renovar, criar, viver, ajudar, apoiar...sonhar!

 Que o Ano Novo nos traga a força para a renovação que estamos precisando e a união entre os povos.

 
 “devemos nos transformar na mudança que queremos ver no mundo” (Gandhi).

domingo, 19 de setembro de 2021

CENTENÁRIO DE PAULO FREIRE

Comemoramos o centenário de Paulo Freire. Compartilho aqui algumas frases e o link de um texto do UOL que achei bem interessante.

Há exatamente 100 anos, em 19 de setembro de 1921, nascia no Recife, em Pernambuco, aquele que se tornaria um dos mais notáveis pesquisadores da história da pedagogia mundial: Paulo Freire. Patrono da educação no Brasil, o educador, pedagogo e filósofo é reconhecido mundialmente, mas no país em que nasceu ainda é alvo de resistência e fake news. Mas a sua importância para o debate educacional é inegável. Paulo Freire é o brasileiro mais homenageado no mundo. Ele tem 29 títulos de Doutor Honoris Causa dado por universidades da Europa e da América, além de vários outros prêmios, como o Educação pela Paz, da Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciências e Cultura (Unesco). O educador ainda é o terceiro pensador mais citado do mundo em universidades da área de humanas, de acordo com levantamento da London School of Economics. (Texto do Correio Brasiliense)


Educação como ato político: os cem anos de Paulo Freire -

 https://educacao.uol.com.br/noticias/2021/09/19/paulo-freire-centenario.htm