sexta-feira, 14 de fevereiro de 2014

Ética : Quero - devo - posso (Carmen Lúcia Couto)



 A postagem procura despertar uma reflexão sobre a ética e a nossa convivência em sociedade. Será que estamos sendo leais, transparentes e éticos uns com os outros?

 Na sociedade contemporânea há um questionamento grande sobre o que é essencial e o que é secundário para o convívio social. Embora esses questionamentos se destaquem mais em nossa época, na verdade eles nasceram no momento em que o homem passou a viver em sociedade e, para tanto, começou a perceber a necessidade de "regras" que regulamentassem esse convívio. Dentro desse mundo de normas e regras, para obter-se o bom relacionamento social, destaca-se a ética.
Quando falamos em ética associamos à moral. As duas andam lado a lado. Ética é a concepção, o princípio e a moral é a pratica de uma ética. Em resumo, a moral trata do conjunto de valores, de normas e de noções do que é certo ou errado e proibido e permitido, dentro de uma determinada sociedade e de uma cultura. A moral tem a ver com os valores que regem a ação humana enquanto inserida na convivência social, tendo assim um caráter normativo.
A palavra ética é de origem grega derivada de ethos, que diz respeito ao costume, aos hábitos dos homens. Teria sido traduzida em latim por mos ou mores (no plural), sendo essa a origem da palavra moral.
Uma das possíveis definições de ética seria a de que é uma parte da filosofia (e também pertinente às ciências sociais) que lida com a compreensão das noções e dos princípios que sustentam as bases da moralidade social e da vida individual. Em outras palavras, trata-se de uma reflexão sobre o valor das ações sociais consideradas tanto no âmbito coletivo como no âmbito individual.
A Ética é teórica e reflexiva, enquanto a Moral é eminentemente prática. Uma completa a outra, havendo um inter-relacionamento entre ambas, pois na ação humana, o conhecer e o agir são indissociáveis. Vásquez (1998)
         O ser humano vive em grupo e ao vivermos em grupo ou comunidade estamos sujeitos às regras, explícitas ou implícitas. As primeiras dizem respeito às orientações escritas, determinadas e “postas no papel”, já as segundas, são regras determinadas pelo grupo, de acordo com o ambiente, cultura e outros fatores. No dia-a-dia, elas nos norteiam para a boa convivência em sociedade, seja no trabalho, na sala de aula, no condomínio e até no churrasco final de semana.
Essas regras e práticas positivas são moldadas em um código moral e são importantes para que possamos viver em sociedade, fato que fortalece cada vez mais a coesão dos laços que garantem a solidariedade social. Do contrário, teríamos uma situação de caos, de luta de todos contra todos para o atendimento de nossos desejos.
         Dentro desse contexto cada integrante do grupo, tem seus princípios éticos que nos fazem refletir (ou pelo menos deveriam fazer!!) se o que queremos, devemos ou podemos ter ou realizar.
         Nesse raciocínio do quero/devo/posso, o filósofo e escritor Mário Sérgio Cortella, conceitua ética como um “conjunto de valores e princípios que usamos para decidir três grandes questões das nossas vidas: quero, devo e posso. Para descobrir se a ética está presente em uma decisão, avalie: - Se o que quer fazer deve ser feito; - Se o que deve fazer pode ser feito; - Se o que pode fazer, você quer que seja feito”.
Isso quer dizer: tem coisa que eu quero, mas não devo; tem coisa que eu devo, mas não posso; tem coisa que eu posso, mas não quero. Essas questões são os nossos Dilemas Éticos, ou seja, escolhas indesejáveis ou desagradáveis relacionadas com um princípio ou uma prática moral. Passamos por isso sempre que temos uma decisão importante a tomar. Sendo assim, quando vamos colocar em prática, não se trata de uma tarefa tão fácil, mas se todos pudessem realizar essa avaliação com certeza nossos dias seriam melhores. Se todos procurassem ser éticos nas suas ações, os limites do próximo seriam respeitados. 

Reflita sobre isso!!!!


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Referências :
DURKHEIM, Émile. As Regras do Método Sociológico. São Paulo: Martins Fontes, 2007
CHAUÍ, Marilena - Convite à Filosofia (2008)
MOTTA, Nair de Souza. Ética e vida profissional. Rio de Janeiro: Âmbito Cultural, 1984
Figura: google imagens

quarta-feira, 15 de janeiro de 2014

CD Renascer (Zé Renato), concorrendo ao Prêmio da Música de Pernambuco 2014

Amigos,
 o Zé Renato está com o CD Renascer concorrendo ao Prêmio da Música de Pernambuco 2014. Tenho uma música com ele nesse CD, chamada Lição. Gostaria de compartilhar com vocês a alegria de estar participando da disputa com o amigo, parceiro, cantor e grande compositor Zé Renato e ao mesmo tempo pedir que votem!!!
O endereço é o link

www.premiodamusicape.blogspot.com.br

Vamos votar!!!!
  
Mais informações sobre Zé Renato:
http://carmen-fonseca.blogspot.com.br/2013/05/ze-renato-convida-na-nova-casa-de-shows.html

 
Hoje, dia 15 de janeiro, Dia Mundial do Compositor, aproveito para parabenizar meu amigo Zé Renato e a todos aqueles que nos proporcionam uma vida mais alegre com suas composições. Em especial ao Lê Guedes, outro grande e querido amigo e parceiro musical.

terça-feira, 7 de janeiro de 2014

Sonho...Solidão (Carmen Lúcia Couto)



Sonho...solidão


Sonho , mar...solidão

Vida com a liberdade,

de um amor perdido,  solto...

à deriva numa embarcação.

O mar sereno, embala a alma...

Cara, gosto, boca...tentação.



Corpos molhados caminham na areia,

mãos que tocam em cada sentido,

deixando digitais tatuadas no corpo,

manchas na pele, cheiro na noite.

É um vício que corre nas veias,

vem, acorrenta, entorpece e cala.

Como mentes dispersas num sonho,

que enlaçam segredos, secam lágrimas e

amargam uma ilusão.



O desejo paira na atração do olhar,

e mistura o querer, o amar e o sentir prazer,

em cada beijo, cada gota e cada sussurrar.

Deixando um clamor forte e uma triste escuridão,

propagando a sensação da partida e do adeus.

Dos amantes pedidos ...queridos,

porém esquecidos na solidão.

 google imagens

...Hoje se parte.
Partir é uma arte que faz tudo ser recordação.

(Cartão Postal - Toquinho)

segunda-feira, 23 de dezembro de 2013

Fragmentos de um ano que passou (Carmen Lúcia Couto)


Deixo para trás pedaços de um amor inacabado,
choros abafados, sentidos e calados.
Sensação que algo não terminou,
fragmentos de um sentimento abalado.

Ficaram perdidas palavras que não foram ditas,
frases desfeitas,
olhares gelados...
vidas esquecidas.

Na rua, o mundo segue.
Roubos, guerras, pobreza e fome.
Em cada semáforo que passamos
atravessa o vidro do automóvel uma súplica,
um vazio sem sentido!
Uma criança, uma mulher ou um homem perdido.
Virar o rosto, não vale!
Sonhar com um mundo melhor? 
Pode ser!
A união, a ajuda, a solidariedade, um abrigo,
uma força amiga...uma mão! 
Quero ver!!
Falamos tanto em inclusão, no respeito à diversidade,
em tolerância pelas pessoas especiais, 
pelos indigentes ou diferentes.
E nós? 
Onde estamos sendo “especiais” e “diferentes”?!

No Pais, a sociedade reclamou, gritou.
As passeatas tomaram as vias.
O gigante acordou, o povo pediu, a bagunça cresceu!
Mas em que deu?
Em um breve futuro saberemos onde isso tudo vai chegar.
É só aguardar!

Na cultura, grandes nomes se foram.
Deixando a arte e a música órfãs.
Fica a esperança da perpetuação de suas obras
e a lembrança dos bons momentos que nos proporcionaram.

Em mim, agrego a felicidade de quem está acesa ...viva!
O poder da mulher que trabalha,
da escritora que produz,
da mãe que cuida
e da amante, com prazer, mas sem luz.

Nessa época
começo a ter saudade
do parente que não vi,
daquele filme que esqueci de assistir
e da música que deixei de ouvir.
Quantas noites mal dormidas
por promessas não cumpridas!

Sinto falta de muita coisa que deixei de fazer,
que desisti sem nem mesmo tentar
e que disfarcei com um falso sorriso
para nenhuma lágrima derramar.

Sinto a ausência dos lugares que ainda não fui,
pessoas que não conheci!
amigos que perdi...
momentos que ainda não vivi.

Fragmentos de um ano que passou...
Reflexões, apertos de saudade, novos amigos,
paixões mal resolvidas, relacionamentos desfeitos,
casamentos, nascimentos e mortes.
Dias alegres, dias tristes,
dias....
Novo ano que surge e promessas de mudanças.
É tempo de renovar, criar, viver...sonhar!

 Que o nosso Natal seja de muita paz e que o Ano Novo nos traga a força para a renovação que estamos precisando e a união entre os povos.

 
 “devemos nos transformar na mudança que queremos ver no mundo” (Gandhi).

 google imagens