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sábado, 26 de maio de 2012
segunda-feira, 21 de maio de 2012
Tema: delegação.
Receita para você delegar*
Executivos de todas as áreas estão sob pressão cada vez maior para
gerar resultados mensuráveis com maior rapidez do que antes. E, como afirma
Stephen Covey, vice-presidentes da firma de consultoria Franklin
Covey, alguns temem ser considerados desimportantes ou desnecessários se
delegarem mais responsabilidades e tarefas aos seus subordinados.
Contudo, do mesmo modo que delegar fica mais difícil, a busca da
competitividade também se tornou mais crucial para as empresa. Felizmente
especialistas e executivos de ampla gama de setores de atividades tem
desenvolvido técnicas destinadas a facilitar a delegação. Vejam algumas delas:
1. Obrigue-se a soltar as rédeas
O caminho para a delegação
mais eficaz começa quando os executivos reavaliam duas premissas básicas suas,
como observa Patti Hathaway, consultora da The Change Agent, dos EUA. Primeira:
“É mais eficiente assumir os problemas dos funcionários do que ensiná-los a
lidar com eles”. Segunda: ”Sabemos mais que nossos subordinados diretos”.
Para superar isso, Hathaway
estimula seus clientes a pensar como líderes, não como gerentes. Ela argumenta
que “gerentes gerenciam detalhes - por exemplo, resolvendo os problemas dos
subordinados diretos-, enquanto líderes gerenciam pessoas - estimulando nelas o
senso de propriedade e responsabilidade”.
2. Peça, não mande.
Quem tem sucesso em delegar
geralmente faz pergunta em vez de ditar ordens. “Perguntar o que você acha que
devemos fazer? ’Ensina as pessoas a propor soluções da próxima vez que lhe
trouxerem um problema”, diz Joice Gioia, presidente da firma de consultoria
norte-americana The Herman Group. Colocar questões abertas – “O que você acha
que ocasionou esse problema?” ou “Como lidamos com essa situação com o cliente
B?”- pode mostrar até que ponto os subordinados aprofundaram os respectivos
problemas.
3. Faça com que a tarefa combine com a pessoa
Os executivos evitam
assumir problemas dos subordinados ao delegar as tarefas com base em sua
avaliação das habilidades e das necessidades de desenvolvimento de cada um
deles.
“Sempre delegue de forma a
permitir que as pessoas ousem”, aconselha Bette Price , consultora do The
Prince Group, dos EUA. “Trate erros como oportunidades de crescimento. Explique
sua avaliação da capacidade de cada funcionário para que ele entenda porque
você está entregando-lhe outra tarefa parecida”, acrescenta.
4. Cultive o pensamento independente
Quanto mais o funcionário
pensar de forma independente e tiver um senso de propriedade em relação a sua
função, menos questão ele levará ao supervisor. (veja quadro).
As tarefas podem receber “notas” de delegação
Uma empresa de paisagismo
norte americana criou um sistema de classificação de problemas em escala
numérica que orienta se a solução pode ou não ser delegada aos funcionários.
Seu diretor de desenvolvimento de negócios explica que são os subordinados que
devem fazer classificação dos problemas, pensando de forma independente.
nota 1 significa que o chefe terá de resolver o problema e pronto;
nota 2 indica que o chefe dirá ao subordinado como resolve-lo e
este executará o que ele disse;
nota 3, o funcionário proporá uma solução e pedirá a aprovação do
chefe;
nota 4 quer dizer que o funcionário agirá conforme achar correto e
comunicará isso ao chefe apenas posteriormente.
Nessa
empresa,quando os funcionários vão ao escritório do chefe para apresentar um
problema , este já pergunta: “Que número é?”. Para cultivar o senso de
propriedade, os funcionários são estimulados por seus gerentes a tomar tantas
decisões “4”quanto possível.
5. Garanta acesso aos recursos necessários
Dar aos subordinados acesso
direto aos recursos que eles necessitam para resolver um problema também
ajudará a reduzir o número de pessoas batendo na sua porta. Pense em recursos
de forma ampla; são pessoas. Informações e oportunidades de desenvolvimento.
Michelle Van Dyke, vice-presidente
sênior de varejo do Fifth Third Bank, nos EUA, investe muito no recurso
“informação” na hora de delegar .”Eu uso e-mails
e reuniões para compartilhar informações com os funcionários sobre nosso
setor, o foco estratégico de nosso banco e nosso desempenho financeiro. Eles
precisam saber as mesmas coisas que eu sei para tomar decisões”.
*Extraído da revista HSM Management artigo de Lauren Keller
Johnson
segunda-feira, 14 de maio de 2012
Intimidade na rede. Saiba como proteger seus dados
Estudo mostra que fotos de Carolina Dieckmann nua foram acessadas 8 milhões de vezes; saiba como proteger seus dados
BRUNO ROMANI
COLABORAÇÃO PARA A FOLHA
Em cinco dias, as fotos vazadas na internet em que a atriz Carolina
Dieckmann aparece nua tiveram pelo menos 8 milhões de acessos únicos. A
estimativa, um alerta sobre como é preciso saber proteger os arquivos
mais íntimos, foi feita pela ONG Safernet, em uma pesquisa divulgada à
Folha.
O estudo foi realizado para dimensionar a capacidade de
propagação de imagens na rede e fez medições entre a noite do último dia
4 (data em que as imagens vazaram) e a tarde do dia 8.
O número é 35 vezes a tiragem da revista "Playboy" no Brasil, que publica 228 mil exemplares por mês.
O estudo da Safernet constatou ainda que o pacote inicial de 36 fotos
virou um conjunto de pelo menos 50 mil imagens, que, ao longo do período
de monitoramento, se espalharam na rede por 211 domínios em 113
provedores de internet, localizados em 23 países.
"Os dados são
desanimadores. Essas fotos vão se eternizar na rede. Não tem como
tirá-las de lá", diz Thiago Tavares Nunes de Oliveira, presidente da ONG
Safernet, que monitora casos de crimes cibernéticos no Brasil.
Os números podem ser maiores. A pesquisa foi feita só na web, sem
contar fotos compartilhadas por e-mail e serviços P2P, como o
BitTorrent. Também ficaram de fora mídias físicas, como CDs e DVDs, pen
drives e HDs externos para os quais as imagens podem ter sido copiadas.
Para chegar aos dados, a Safernet procurou pelo nome original dos
arquivos em buscadores como o Google e em mecanismos de pesquisa dentro
de sites. Além disso, usou programas que varrem a internet à procura de
imagens digitalmente similares.
"Casos assim são emblemáticos e
têm um caráter pedagógico. Eles servem para alertar sobre os cuidados
que temos que ter com informações privadas", diz Oliveira.
PRECAUÇÕES
Mas que cuidados são esses? O que fazer para que textos, fotos e vídeos íntimos fiquem bem guardados?
"A única forma de proteger seus arquivos sensíveis é a criptografia",
diz Mariano Sumrell, diretor de marketing da AVG Brasil. Programas que
fazem isso embaralham o conteúdo de arquivos, que só se tornam
compreensíveis por meio de senha.
Outra coisa que pouca gente
sabe: apenas arrastar um arquivo para a lixeira não o apaga do disco.
Para isso é necessário um software do tipo triturador, que escreve
informações sobre o bloco do HD que abrigava o dado.
"Se você
quer guardar dados sensíveis no computador, precisa seguir algumas
práticas importantes de segurança", diz Fábio Assolini, analista da
Kaspersky Lab.
ARMADURA DIGITAL
Dicas para proteger seus dados sensíveis
EMBARALHE TUDO
A principal maneira de garantir que terceiros não terão acesso aos seus
arquivos é criptografá-los, o que significa, assim, embaralhar as
informações dentro deles. Só com uma senha é possivel torná-los
compreensíveis novamente. Dois programas gratuitos que fazem isso:
TrueCrypt (truecrypt.org) e Gpg (gpg4win.org)
COMPLIQUE A SENHA...
Uma senha poderosa, vital para proteger os dados, deve ter pelo menos 8
caracteres e misturar números, letras e símbolos. Além disso, tenha uma
senha para cada serviço usado. Caso um seja invadido, os outros não
serão afetados. Não memorize a senha em navegadores de web, pois ela
também pode ser interceptada
...E AS PERGUNTAS
Tenha
cuidado com as dicas que você dá ao responder perguntas que visam
recuperar a sua senha em serviços como e-mail. Muitas dessas respostas
podem ser encontradas em redes sociais, como, por exemplo, a cidade onde
nasceu, o nome dos pais ou o time de preferência
TRITURE O LIXO
Colocar os arquivos na lixeira e esvaziá-la não elimina os dados do HD.
Eles podem ser recuperados, mesmo que a máquina seja formatada. Para
solucionar isso, há programas que trituram arquivos excluídos. Opções
gratuitas: CCleaner (piriform.com/ccleaner) e HDDErase
(bit.ly/hdderaselink)
TENTE VIGIAR O TÉCNICO
Se você
precisar consertar sua máquina, remova a unidade de armazenamento dela
ou peça ao técnico que faça o conserto na sua frente. Se isso não for
possível, vale a pena usar a criptografia e o triturador de dados
O ANTIVÍRUS É SEU AMIGO
Ainda há muitas pragas virtuais que copiam as informações presentes na
máquina. Para combater isso, use um antivírus. Soluções gratuitas:
Malwarebytes (malwarebytes.org) e Microsoft Security Essentials
(windows.microsoft.com/mse)
CUIDADO COM A CONEXÃO WI-FI
Quando você usa Wi-Fi, especialmente em redes públicas (sem senha),
todas as informações que transitam por ela podem ser interceptadas. Para
tablets e smartphones, melhor usar um pacote de dados de uma operadora
telefônica. Para desktops e notebooks, melhor uma conexão a cabo
USE UM HD EXTERNO
Se você tem dados sensíveis, evite deixá-los no computador, no tablet
ou no smartphone, de fácil acesso on-line. Melhor guardar tudo em um HD
externo, off-line
sexta-feira, 11 de maio de 2012
Mãe!
Mãe!
O verdadeiro amor de mãe é algo imensurável e não tem uma
fórmula para demonstrá-lo.
Pode ser por meio do
afago...beijo...carinho...sorriso...lágrimas ou até com um ríspido “não”.
Infinitas são as maneiras. Mas o que quer uma mãe é ajudar seu filho a encontrar
o caminho da verdadeira felicidade e de uma vida harmoniosa e com muita paz.
Supera todos os obstáculos com coragem e força e sempre está próxima. Sofrendo,
sorrindo...amando.
Desejo a você, filho(a), que não desista de encontrar esse
caminho, porque sua mãe nunca vai deixá-lo sozinho e a cada obstáculo, queda ou
tropeço, a mãe estará sempre perto para apoiar com todo o zelo e amor.
Mães aproveitem seu dia!
Aos meus filhos, Marcela, Victor e Eduarda, “mainha” os ama
muito!
segunda-feira, 7 de maio de 2012
Preocupação com o Meio Ambiente - uma lição!
Recebi, por e-mail da amiga Elma, e estou publicando para um reflexão. Prestem atenção no que diz a senhora idosa da historinha. Comentem.
Na fila do supermercado o caixa diz a uma senhora idosa que deveria
trazer suas próprias sacolas para as compras, uma vez que sacos de
plástico não eram amigáveis ao meio ambiente. A senhora pediu desculpas e
disse: “Não havia essa onda verde no meu tempo.”
O empregado respondeu: "Esse é exatamente o nosso problema hoje, minha senhora. Sua geração não se preocupou o suficiente com nosso meio ambiente."
"Você está certo", responde a velha senhora, nossa geração não se preocupou adequadamente com o meio ambiente.
Naquela época, as garrafas de leite, garrafas de refrigerante e cerveja eram devolvidos à loja. A loja mandava de volta para a fábrica, onde eram lavadas e esterilizadas antes de cada reuso, e eles, os fabricantes de bebidas,usavam as garrafas, umas tantas outras vezes.
Realmente não nos preocupamos com o meio ambiente no nosso tempo. Subíamos
as escadas, porque não havia escadas rolantes nas lojas e nos escritórios.
Caminhamos até o comércio, ao invés de usar o nosso carro de 300 cavalos de potência a cada vez que precisamos ir a dois quarteirões.
Mas você está certo. Nós não nos preocupávamos com o meio ambiente. Até então, as fraldas de bebês eram lavadas, porque não havia fraldas descartáveis. Roupas secas: a secagem era feita por nós mesmos, não nestas máquinas bamboleantes de 220 volts. A energia solar e eólica é que realmente secavam nossas roupas. Os meninos pequenos usavam as roupas que tinham sido de seus irmãos mais velhos, e não roupas sempre novas.
Mas é verdade: não havia preocupação com o meio ambiente, naqueles dias.
Naquela época só tínhamos somente uma TV ou rádio em casa, e não uma TV em cada quarto. E a TV tinha uma tela do tamanho de um lenço, não um telão do tamanho de um estádio; que depois será descartado como?
Na cozinha, tínhamos que bater tudo com as mãos porque não havia máquinas elétricas, que fazem tudo por nós. Quando embalávamos algo um pouco frágil para o correio, usamos jornal amassado para protegê-lo, não plastico bolha ou pellets de plástico que duram cinco séculos para começar a degradar.
Naqueles tempos não se usava um motor a gasolina apenas para cortar a grama,era utilizado um cortador de grama que exigia músculos. O exercício era extraordinário, e não precisava ir a uma academia e usar esteiras que também funcionam a eletricidade.
Mas você tem razão: não havia naquela época preocupação com o meio ambiente.
Bebíamos diretamente da fonte, quando estávamos com sede, em vez de usar copos plásticos e garrafas pet que agora lotam os oceanos. Canetas: recarregávamos com tinta umas tantas vezes ao invés de comprar uma outra.
Abandonamos as navalhas, ao invés de jogar fora todos os aparelhos 'descartáveis' e poluentes só porque a lâmina ficou sem corte.
Na verdade, tivemos uma onda verde naquela época. Naqueles dias, as pessoas tomavam o bonde ou de ônibus e os meninos iam em suas bicicletas ou a pé para a escola, ao invés de usar a mãe como um serviço de táxi 24 horas.
Tínhamos só uma tomada em cada quarto, e não um quadro de tomadas em cada parede para alimentar uma dúzia de aparelhos. E nós não precisávamos de um GPS para receber sinais de satélites a milhas de distância no espaço, só para encontrar a pizzaria mais próxima.
Então, não é risível que a atual geração fale tanto em meio ambiente, mas não quer abrir mão de nada e não pensa em viver um pouco como na minha época?
O empregado respondeu: "Esse é exatamente o nosso problema hoje, minha senhora. Sua geração não se preocupou o suficiente com nosso meio ambiente."
"Você está certo", responde a velha senhora, nossa geração não se preocupou adequadamente com o meio ambiente.
Naquela época, as garrafas de leite, garrafas de refrigerante e cerveja eram devolvidos à loja. A loja mandava de volta para a fábrica, onde eram lavadas e esterilizadas antes de cada reuso, e eles, os fabricantes de bebidas,usavam as garrafas, umas tantas outras vezes.
Realmente não nos preocupamos com o meio ambiente no nosso tempo. Subíamos
as escadas, porque não havia escadas rolantes nas lojas e nos escritórios.
Caminhamos até o comércio, ao invés de usar o nosso carro de 300 cavalos de potência a cada vez que precisamos ir a dois quarteirões.
Mas você está certo. Nós não nos preocupávamos com o meio ambiente. Até então, as fraldas de bebês eram lavadas, porque não havia fraldas descartáveis. Roupas secas: a secagem era feita por nós mesmos, não nestas máquinas bamboleantes de 220 volts. A energia solar e eólica é que realmente secavam nossas roupas. Os meninos pequenos usavam as roupas que tinham sido de seus irmãos mais velhos, e não roupas sempre novas.
Mas é verdade: não havia preocupação com o meio ambiente, naqueles dias.
Naquela época só tínhamos somente uma TV ou rádio em casa, e não uma TV em cada quarto. E a TV tinha uma tela do tamanho de um lenço, não um telão do tamanho de um estádio; que depois será descartado como?
Na cozinha, tínhamos que bater tudo com as mãos porque não havia máquinas elétricas, que fazem tudo por nós. Quando embalávamos algo um pouco frágil para o correio, usamos jornal amassado para protegê-lo, não plastico bolha ou pellets de plástico que duram cinco séculos para começar a degradar.
Naqueles tempos não se usava um motor a gasolina apenas para cortar a grama,era utilizado um cortador de grama que exigia músculos. O exercício era extraordinário, e não precisava ir a uma academia e usar esteiras que também funcionam a eletricidade.
Mas você tem razão: não havia naquela época preocupação com o meio ambiente.
Bebíamos diretamente da fonte, quando estávamos com sede, em vez de usar copos plásticos e garrafas pet que agora lotam os oceanos. Canetas: recarregávamos com tinta umas tantas vezes ao invés de comprar uma outra.
Abandonamos as navalhas, ao invés de jogar fora todos os aparelhos 'descartáveis' e poluentes só porque a lâmina ficou sem corte.
Na verdade, tivemos uma onda verde naquela época. Naqueles dias, as pessoas tomavam o bonde ou de ônibus e os meninos iam em suas bicicletas ou a pé para a escola, ao invés de usar a mãe como um serviço de táxi 24 horas.
Tínhamos só uma tomada em cada quarto, e não um quadro de tomadas em cada parede para alimentar uma dúzia de aparelhos. E nós não precisávamos de um GPS para receber sinais de satélites a milhas de distância no espaço, só para encontrar a pizzaria mais próxima.
Então, não é risível que a atual geração fale tanto em meio ambiente, mas não quer abrir mão de nada e não pensa em viver um pouco como na minha época?
terça-feira, 1 de maio de 2012
O que significa Trabalho para você?
(By
Carmen Fonseca)
O significado do trabalho
Destaco abaixo trechos da publicação da BBC Brasil,
de outubro de 2011.
Ranking põe trabalhadores brasileiros entre os mais ‘engajados’ do
mundo.
Os empregados brasileiros estão entre os mais engajados no trabalho,
segundo uma pesquisa internacional que colocou os funcionários de empresas no
país em terceiro em um ranking de 18 países.
A pesquisa, realizada pela consultoria ORC
International, considera como engajado o empregado que fala bem da empresa e
de seus produtos, tem interesse em continuar sendo parte da organização e em
buscar seus objetivos e se esforça para ir além das expectativas básicas de sua
função.
Ranking de engajamento de
trabalhadores
Fonte: http://www.bbc.co.uk/portuguese/noticias/2011/10/111017_pesquisa_engajamento_trabalhadores_rw.shtml
A
História do Dia do Trabalho
O
Dia Mundial do Trabalho (1º de maio) foi criado em 1889, por um Congresso
Socialista, realizado em Paris, em homenagem à greve geral que aconteceu em 1º
de maio de 1886, em Chicago, o principal centro industrial dos Estados Unidos,
naquela época. Quem já estudou a época das Revoluções Industriais, os estudos
de Taylor, tratamento aos trabalhadores, situações de higiene e condições de
trabalho nas fábricas lembra bem dos relatos dessa época.
Milhares
de trabalhadores, então, foram às ruas para protestar contra as condições de
trabalho desumanas a que eram submetidos e exigir a redução da jornada de
trabalho de 13 para 8 horas diárias. Naquele dia, manifestações, passeatas,
piquetes e discursos movimentaram a cidade. A repressão foi violenta: houve
prisões, feridos e até mortos nos confrontos entre os operários e a polícia. Em
memória aos mártires de Chicago e por tudo o que esse dia significou na luta
dos trabalhadores pelos seus direitos, o dia 1º de maio foi instituídos como o
Dia Mundial do Trabalho.
Aqui
no Brasil existem relatos de que a data é comemorada desde o ano de 1895.
Porém, foi somente em setembro de 1925 que esta data tornou-se oficial, após a
criação de um decreto do então presidente Artur Bernardes.
Fatos importantes relacionados ao 1º de maio
no Brasil: em 1º de maio de 1940, o presidente Getúlio Vargas instituiu
o salário mínimo. Este deveria suprir as necessidades básicas de uma família
(moradia, alimentação, saúde, vestuário, educação e lazer); e em 1º de maio de
1941 foi criada a Justiça do Trabalho, destinada a resolver questões judiciais
relacionadas, especificamente, as relações de trabalho e aos direitos dos
trabalhadores.
O significado do trabalho
O
trabalho já foi tema de antigos filósofos e, ainda, ocupa a mente de
sindicalistas, políticos, pesquisadores e estudiosos modernos, como o sociólogo
italiano, Domenico de Masi, que criou a expressão “ócio criativo”. Que segundo o autor, “é preciso
incluir, no cotidiano, atividades que reúnam o descanso, o lazer, o trabalho e
a aprendizagem".
O
que o trabalho significa em nossa vida? Um “castigo” para suprir nossas
necessidades básicas ou, até, alguns luxos? Um dever para satisfazer uma
cobrança social? Ou um projeto de vida para preencher nossas necessidades
emocionais, mentais e espirituais, dando sentido à nossa vida?
É
normal acreditar que somos obrigados a trabalhar a fim de ganhar dinheiro para
nossa sobrevivência: ter comida suficiente; comprar alguns bens e, principalmente,
a casa própria; sustentar os filhos e assegurar uma velhice tranquila. Cada
pessoa escolhe porque trabalha. Gostar do que faz talvez seja motivo para
nunca mais precisará trabalhar.
O trabalho pode ser encarado como fonte de crescimento e realização, mas
também como fonte de castigo e sofrimento. Inclusive, na nossa cultura, algumas
expressões reforçam isto, “vou para a guerra”, “amanhã é dia de ir à luta”,
“sustento minha família com o suor do meu rosto”. A própria origem do termo
trabalho confirma isso, pois veio de “tribalium”, um instrumento de castigo
medieval.
Atualmente
fala-se muito na valorização do capital humano. É claro que não há empresa
perfeita. Nem ser humano sempre satisfeito, ainda mais em locais de trabalho.
Na verdade, com tecnologia, práticas e equipamentos iguais ou parecidos, o que
vai fazer a diferença, efetivamente, é a GESTÃO e consequentemente como essa
gestão pode ocasionar a satisfação nas pessoas.
Em
algumas empresas, ainda persistem práticas muito próximas ao chicote para
comandar subordinados. São proprietários, diretores, chefes ou gerentes (com
perfil de líder, nunca!) que, através de atuações brutais e egocêntricas,
passam dos limites, podando a capacidade criativa das pessoas e desperdiçando
talentos.
Outras
vezes, de forma sutil, impõem missões impossíveis ou tarefas inexpressivas;
desqualificam ou atacam a vida pessoal do colaborador; dificultam o acesso ao
material de trabalho ou aos manuais de instruções; ignoram as atribuições
previstas no contrato de trabalho; e por aí vai. Conhecem?
Existem
também situações que podem, até, configurar assédio moral, passível de
condenação pelo judiciário.
Mas,
para nossa esperança, existem líderes de empresas que estão aprendendo que a
realização dos empregados, a administração ambiental e a responsabilidade
social são as futuras chaves para o aumento da produtividade e da criatividade.
Para
nós trabalhadores chega o momento em que precisamos reavaliar a relação que
mantemos em nossa atividade profissional. Por que nos sujeitamos a certas
situações na empresa? Pelo salário ou para manter-se em evidência social?
Seriam visões de certa forma ultrapassadas, pois além de tarefas e
responsabilidades, é preciso ter uma missão, sentindo-se bem e feliz com aquilo
que faz, onde faz e da maneira que faz.
Encerro com um ditado indiano como reflexão: “Goste do que faz para não precisar trabalhar”.
HOMENAGEM TODOS OS TRABALHADORES
Referências;
http://www.suapesquisa.com/datascomemorativas/dia_do_trabalho.htm
http://www.gaz.com.br/gazetadosul/noticia/275702-tempo_e_dinheiro_francisco_teloeken.html
Notícia
Destaco abaixo trechos da publicação da BBC Brasil,
de outubro de 2011.
Ranking põe trabalhadores brasileiros entre os mais ‘engajados’ do
mundo.
Os empregados brasileiros estão entre os mais engajados no trabalho,
segundo uma pesquisa internacional que colocou os funcionários de empresas no
país em terceiro em um ranking de 18 países.
A pesquisa, realizada pela consultoria ORC
International, considera como engajado o empregado que fala bem da empresa e
de seus produtos, tem interesse em continuar sendo parte da organização e em
buscar seus objetivos e se esforça para ir além das expectativas básicas de sua
função.
Em
um índice de 0 a 100, o engajamento dos empregados brasileiros foi classificado
em 64, atrás somente dos chineses (67) e indianos (74). Três das últimas cinco
posições do ranking são ocupadas por economias desenvolvidas europeias
(Grã-Bretanha, França e Espanha), e a última posição é ocupada pelo Japão.
A
China foi o país que mais se destacou no ranking deste ano, subindo sete
posições em relação ao ano passado e tomando a segunda posição do Brasil.
Por
outro lado, a Grã-Bretanha e a Austrália caíram quatro posições cada no
ranking, ocupando respectivamente a 17ª e a 14ª posições.
Apesar
do alto nível de engajamento geral medido pela ORC International entre os
trabalhadores brasileiros, a pesquisa coloca o país apenas em 11º entre os
18 pesquisados quando é analisada somente a percepção sobre o ambiente de
trabalho.
O
país perdeu cinco posições no ranking sobre ambiente de trabalho entre 2010 e
2011. Segundo a consultoria, “se os índices nessa área continuarem a cair, a
bolha do engajamento no Brasil pode estourar no futuro próximo”.
“Assim
como os mercados emergentes e os níveis de crescimento rápido levaram à
formação de bolhas perigosas na economia, o engajamento dos trabalhadores está
longe de estar imune a essas tendências”, observa a pesquisa.
Ranking de engajamento de
trabalhadores
1 1. Índia
2. China
3. Brasil
4. Suíça
5. Estados
Unidos
6. Áustria
7. Canadá
8. Holanda
9. Alemanha
10. Rússia
11. Cingapura
12. Itália
13. Austrália
14. Espanha
15. França
16. Hong
Kong
17. Grã-Bretanha
18. Japão
Fonte: http://www.bbc.co.uk/portuguese/noticias/2011/10/111017_pesquisa_engajamento_trabalhadores_rw.shtml
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