quinta-feira, 18 de outubro de 2018

Etiqueta profissional: atitudes simples podem melhorar sua imagem no trabalho



Cuidado com os excessos que podem comprometer a forma que é visto no ambiente profissional




Um estudo da universidade americana de Harvard mostra que dois terços das demissões nas empresas são causadas por dificuldades de relacionamento com os colegas. 

"Logo, podemos concluir que competência técnica não é tudo e que aquelas pessoas que não têm uma boa habilidade para criar relacionamentos, ou seja, etiqueta no convívio, acabam tendo menores chances de sucesso", explica Ricardo Barbosa, diretor-executivo da Innovia Training e Consulting. Para o especialista, isso explica a importância de um termo que ainda causa estranheza entre algumas pessoas: a etiqueta empresarial. O termo é definido por ele como um conjunto de cerimônias usadas no trato entre pessoas e empresas, regidas pela boa educação, bom comportamento, convenções sociais, ética profissional e prescrições oficiais. Seu objetivo é reduzir, ao mínimo, os conflitos, preconceitos, atritos, dúvidas, suspeitas e mal entendidos entre o público e as organizações.. 

 O consultor preparou algumas dicas para o profissional não passar dos limites e garantir uma imagem positiva no ambiente profissional. Confira: 

Pontualidade: Esse deve ser ponto de honra no ambiente empresarial. Assumindo um compromisso, este se torna sua responsabilidade, principalmente o horário. 

Maneira de se vestir: A vestimenta diz muito para as outras pessoas assim é recomendável roupas discretas, sem modismos. Decotes e cores berrantes, dentre outros erros devem ser evitados, sob pena de perder com a seriedade. Tome cuidados com higiene pessoal.

Comportamento: O ditado a primeira impressão é a que fica deve ser levado a sério, assim, sempre seja cordial e prestativo já em um primeiro contato, saiba ouvir e falar na hora certa e tenha sempre cartões profissionais disponíveis.

Educação: Sempre ao entrar em um local, peça licença, cumprimento todas as pessoas que estiverem no local, mas só estenda a mão se o interlocutor o fizer primeiro, e só se sente se for convidado por ele.

Comunicação: Se comunique corretamente com as pessoas, busque olhar nos olhos, demonstre atenção no que estão falando, não se distraia durante a conversa e busque estabelecer um diálogo.

Postura: Mantenha uma postura correta, não cruze os braços, evite se sentar de qualquer jeito, jogando o corpo na cadeira, como também não se sente na beirada da cadeira. É importante uma boa acomodação, porém ereto e de forma adequada.

Ética e conduta: A maioria das corporações possuem códigos de ética e de conduta a ser seguido. Procure se informar no lugar em que você trabalha onde pode encontrá-lo e leia com atenção.

Organização: Seja organizado e demonstre isso. Planeje adequadamente seu tempo e sua mesa, mantenha os papéis e arquivos de computador nos devidos lugares, onde não só você, mas qualquer membro da empresa consiga localizar quando necessário.

Respeito: Respeite os colegas e o espaço de trabalho. Não precisa ficar mudo durante o expediente, mas evite ao máximo assuntos que exponham o seu lado pessoal ou o de alguma outra pessoa. Fofocas nunca combinaram com o ambiente profissional. Além disso, adeque a altura da sua voz ao ambiente.

Uso do celular: Cuidado com a utilização de celulares no trabalho, evite ligações pessoais e caso estas ocorram, busque ir para um local privado. Não fale demasiadamente alto e muito menos utilize termos de baixo calão. Cuidado com o toque do celular, o correto é deixá-lo no modo silencioso. Além do celular, também é necessário cuidados com outras ferramentas tecnológicas e principalmente com as redes sociais. As empresas antenadas possuem políticas para utilização destas, por isso busque saber os limites.

Limite da amizade: Amizades no ambiente de trabalho é um tema delicado. É importante diferenciar amigos de colegas de trabalho, principalmente no ambiente da empresa. Esse limite pode ser útil quando for necessário realizar uma cobrança ou fazer um feedback.

Humor: Bom humor é uma necessidade nas empresas. Quando estiver em um dia difícil, reflita se alguém do trabalho tem a obrigação de compartilhar as dificuldades com você. Contudo, cuidado com as brincadeiras. Um ambiente de trabalho descontraído é positivo desde que sejam feitas apenas brincadeiras saudáveis, que promovam um ambiente alegre e equilibrado.

Jogo de cintura: Busque ter “jogo de cintura” na hora de imprevistos e ouça a opinião dos outros muitas vezes de opiniões divergentes se chega a um ponto em comum correto. É preciso saber argumentar e também, ceder.
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Imagem: Criador:Francesco Ridolfi - Copyright:Francesco Ridolfi - Informações extraídas do IPTC Photo Metadata.


sexta-feira, 28 de setembro de 2018

Lavanderia, pet no escritório e outros 9 benefícios inusitados

Um dos principais fatores que influenciam a escolha de um emprego é a oferta de benefícios. Vale-refeição, vale-transporte, plano de saúde e auxílio-educação são básicos, embora ainda sejam os mais procurados. Mas as empresas que realmente querem se destacar e reter um bom funcionário - ou contratar alguém disputado pelo mercado - estão inovando. Salas com videogames, snacks e a oferta de day off no dia do aniversário são algumas das alternativas que estão sendo oferecidas.
Para Luciana Caletti, CEO e cofundadora do Love Mondays, site especializado em avaliação de empresas por funcionários e ex-funcionários, benefícios como VR e VT se tornaram commodities do mercado de trabalho. A empresa deve oferecer mais do que isso para se diferenciar. “Em um mercado cada vez mais competitivo e em busca de talentos, as empresas têm apostado em benefícios que impactem diretamente a qualidade de vida e a percepção de satisfação dos funcionários”, diz.
Para ajudar o funcionário a economizar tempo e direcioná-lo à realização de tarefas de maior prioridade, empresas como o Google, o Facebook e o Twitter oferecem serviço de lavanderia para quem trabalha nos escritórios dos EUA. A Microsoft e a T-Mobile, por sua vez, não se preocupam somente com o bem-estar dos profissionais, mas também de seus bichos de estimação, para quem oferecem seguro de vida.
Em território brasileiro, as empresas estão começando a seguir a tendência. Muitas já oferecem escritórios pet-friendly para permitir que o funcionário passe mais tempo com seu cachorro ou para que o animal não passe o dia inteiro sozinho em casa - motivo de aflição para dog lovers. Outras liberam o consumo de cerveja às sextas-feiras ou - caso da fintech (startup de tecnologia) GuiaBolso - todos os dias.
A seguir, 11 benefícios inusitados oferecidos por empresas, muitos deles em seus escritórios americanos. Bem que, nesse caso, poderíamos imitar:
1 - Day off no aniversário:
- Globosat
- Netshoes
- Takeda (mães e pais têm folga também no aniversário dos filhos)
2 - Cerveja liberada por conta da empresa
- Love Mondays: às sextas-feiras
- GuiaBolso: todos os dias a partir das 17h
- Quero Educação: última sexta-feira do mês

3 - Escritório pet-friendly
- GuiaBolso
- Love Mondays
- Wix
4 - Lavanderia*
- Google
- Facebook
- Twitter
*Nos escritórios dos EUA
5 - Seguro de vida para pets
- Microsoft*
- T-Mobile
- Yahoo*
*Nos escritórios dos EUA
6 - Entretenimento
- Buscapé: espaço com videogames, mesa de bilhar, tênis de mesa, pebolim e instrumentos musicais
- Braspag: videogame
- Yahoo* - quadra de basquete e de vôlei 
*Nos escritórios dos EUA
7 - Lavagem de carros
- Google*
- Genentech*
*Nos escritórios dos EUA

8 - Bem-estar
- Google: espaços para cochilar, fazer yoga e meditar
- LinkedIn: funcionários podem gastar até R$ 4 mil com bem-estar anualmente
9 - Viagens
- Airbnb* - oferece aos funcionários US$ 2 mil por ano para gastar com viagens e hospedagens no Airbnb
*Nos escritórios dos EUA
10 - Snacks e refeições free
- Google: oferece café da manhã, almoço e jantar gourmet
- In-N-Out*: funcionários podem comer lanches da rede de fast food 
- Braspag: pipoqueira 
*Somente nos EUA
11- Cuidado com bebês
- AOL*: programa Well Baby (iniciativa que ajuda a mãe a ter gravidez e lactação saudável por meio da conscientização, educação, aconselhamento e incentivos).
- Netshoes: Kit Baby (presentes para o pai ou a mãe no nascimento do bebê)
*No escritório dos EUA
 

fonte: https://www.msn.com/pt-br/dinheiro/carreira/lavanderia-pet-no-escrit%C3%B3rio-e-outros-9-benef%C3%ADcios-inusitados/ar-BBNAmRi?ocid=mailsignout#image=BBNAmRf|11

segunda-feira, 13 de agosto de 2018

Como denunciar assédio sexual no trabalho em 8 passos

Referências*

Escolhi esse texto, baseado na Cartilha do Ministério Público do Trabalho, por se tratar de um problema que vem afligindo muitas trabalhadoras, digo exatamente no feminino, porque é com as "colegas" de trabalho que os assediadores praticam seus atos. A Cartilha esclarece muitos pontos, mas não é um tema que aqui se esgota e nem é o único instrumento que apoia as mulheres que sofrem essa prática, porém pode auxiliar na prevenção e na postura que se deve tomar frente à situação.
Boa Leitura! 
Compartilhem que o assunto é muito sério.


“O silêncio da vítima não pode ser considerado como aceitação da conduta sexual", alerta Ministério Público do Trabalho.
                                                     
A subnotificação é um dos principais problemas do assédio sexual no trabalho. Sem uma dimensão precisa das violações no Brasil, mas com o objetivo de combatê-las, a cartilha do Ministério Público do Trabalho (MPT) traz o um passo a passo do que fazer nessa situação. Um dos pontos fundamentais é a proteção da vítima, que muitas vezes está em uma situação em que sente que irá ser prejudicada na carreira, se denunciar a violação. O silêncio da vítima não pode ser considerado como aceitação da conduta sexual nem desconfigura o assédio sexual no trabalho. 

                                                  PACIFIC PRESS VIA GETTY IMAGES - Protesto em 2014 em São Paulo contra assédio sexual


A cartilha explica quando o assédio sexual no trabalho é considerado crime, como evitá-lo e como denunciá-lo. O documento na íntegra pode ser conferido aqui.
Cabe ao MPT promover a ação civil pública no âmbito da Justiça do Trabalho para defesa de interesses coletivos de trabalhadores. O órgão também é responsável por instaurar inquéritos civis e outros procedimentos administrativos.
1. O que é assédio sexual no trabalho?
Assédio sexual no ambiente de trabalho é a conduta de natureza sexual imposta a pessoas contra sua vontade, de modo a violar a liberdade sexual e causar constrangimento. Nessa relação, não há consentimento consciente da vítima.
Não é necessário contato físico para ser caracterizada uma violação. Ela pode acontecer por meio de palavras ou gestos, por exemplo. É o caso de imagens enviadas por e-mails, comentários em redes sociais ou presentes.

Cartilha do Ministério Público do Trabalho dá exemplo do que pode ser considerado prova de assédio sexual no trabalho. Há dois tipos de assédio no trabalho.
O por chantagem é quando há exigência de uma conduta sexual em troca benefícios ou para evitar prejuízos na carreira.
Já o assédio por intimidação é aquele com provocações sexuais inoportunas no ambiente de trabalho, de modo a prejudicar o desempenho do funcionário e provocar intimidação ou humilhação.
Confundido algumas vezes com o assédio moral, ele é caracterizado pela "insistência, impertinência, hostilidade praticada individualmente ou em grupo, manifestando relações de poder ou de força não necessariamente de hierarquia", de acordo com a cartilha.
2. Assédio sexual é crime?
O assédio sexual por chantagem é considerado crime. Desde 2001, o art. 216-A do Código Penal prevê de um a dois anos de prisão para quem "constranger alguém com o intuito de obter vantagem ou favorecimento sexual, prevalecendo-se o agente da sua condição se superior hierárquico ou ascendência inerentes ao exercício, emprego, cargo ou função".
Na esfera trabalhista, contudo, ainda não há lei específica prevendo sanção ao assédio sexual quando não há chantagem e relação hierárquica, ou seja, entre colegas. Isso não significa que a conduta não possa ser punida. A prática pode ser individual ou coletiva, da mesma forma a vítima pode ser uma ou muitas.
De acordo com o MPT, a Lei n° 8.112/1990, que regulamenta o serviço público, por exemplo, permite que o assédio se enquadre como violação de boa conduta, urbanidade e moralidade administrativa. O servidor pode ser punido até mesmo à perda da função pública do agente.
Na esfera estadual, alguns estados também possuem legislação específica sobre assédio sexual no serviço público. Tanto a União, quanto os estados ou municípios podem ser responsabilizado civilmente por danos materiais e morais sofridos pela vítima.
Assédio sexual no trabalho pode levar a problemas de saúde mentais e físicos. Os quadros a seguir mostram os efeitos do assédio moral e sexual nas vítimas. Achei pertinente registrar também o assédio moral, pois são práticas danosas à saúde e brevemente abordaremos aqui no blog.


         



Assédio moral e as consequências na saúde mental do trabalhador; Alexsandro da SILVA; Rondon da SILVA; 
Rosimeri Vieira da Cruz de SOUZA; Gisele Rosa; Julião SILVA, 


                                                   
3. Precisa acontecer dentro do trabalho?
Para ser considerado assédio sexual no trabalho, a violação não precisa acontecer exatamente no ambiente de trabalho, mas precisa estar vinculada à relação trabalhista.
É possível que aconteça, por exemplo, nos intervalos, locais de repouso e alimentação, antes do início do turno ou após o término, durante caronas ou transporte entre trabalho e residência.
Além de chefes ou colegas, também é considerado assédio quando a violação parte de cliente do estabelecimento ou prestadores de serviço.
4. É assédio se acontecer uma única vez?
A regra geral é que o assédio é caracterizado pela conduta insistente do assediador. O MPT ressalta, contudo, que é possível que um caso concreto seja considerado uma violação, mesmo em um momento isolado.
5. O que fazer para evitar com o assédio
Para evitar que o assédio sexual no trabalho ocorra, a cartilha recomenda que a pessoa diga "não" claramente ao assediador, evite ficar sozinha no mesmo local que o abusador e anote com detalhes as abordagens, incluindo dia, hora, local, setor e nome do agressor, além de colegas que testemunharam o fato.
Outra recomendação é procurar a ajuda de colegas e reunir provas, como bilhetes, e-mails, mensagens em redes sociais e presentes.
A cartilha lembra que gravação de conversas ou imagens por um dos envolvidos no ato são admitidas como provas, ainda que tenham sido registradas sem conhecimento do agressor.

Cartilha recomenda evitar ficar sozinha com assediador.

Google imagens

6. Onde fazer a denúncia?
A denúncia de assédio sexual no trabalho pode ser feita em espaços de confiança da empresa, como ouvidorias e urnas de sugestão; em relatos a superiores; em sindicatos e associações, nas gerências do Ministério do Trabalho e no Ministério Público do Trabalho da sua localidade.
A formalização da denúncia no MPT também pode ser feita pelo site. É preciso clicar na Procuradoria Regional do seu estado e relatar os fatos.
Também é possível registrar a violação em delegacias especializadas no atendimento à mulher, caso a vítima seja mulher, ou mesmo em uma delegacia comum.
A vítima pode ainda buscar assistência jurídica para ajuizar uma ação na Justiça do Trabalho. Nesse tipo de processo, é possível buscar alterações do contrato trabalhista, como mudança do local ou horário de trabalho, rescisão indireta e indenização por danos morais.
Para haver indenização por danos materiais, é preciso provar gasto específico decorrente do assédio, como compra de remédios por adoecimento físico ou mental devido à violação, prejuízo em promoção ou salário e perda de função por não ceder à chantagem sexual.
Se houver danos à saúde mental e física do trabalhador, a lesão poderá ser considerada doença ocupacional. A vítima tem direito então a direitos como recebimento de auxílio previdenciário, adaptação de função ou horário e estabilidade no emprego após o fim do benefício previdenciário.
Há casos ainda em que o assédio sexual no trabalho pode ser considerado um ato discriminatório, especialmente devido ao componente de gênero. Nessas situações, é aplicada a Lei n.º 9.029/95, que prevê reintegração no trabalho ou recebimento do dobro do valor de remuneração no período de afastamento.

Assédio sexual no trabalho pode levar até a prisão, dependendo do caso.

7. Como o empregador previne o assédio na empresa?
O empregador é responsável pela prática do assédio sexual no trabalho, ainda que ele não seja o agressor, alerta o MPT.
Para evitar esse tipo de violação, a cartilha recomenda:
1.  Criar canais de comunicação eficazes e com regras claras de funcionamento, apuração e sanção de atos de assédio, que garantam o sigilo da identidade do denunciante;
2.  Inserir o assunto em treinamentos, palestras e cursos em geral;
3.  Incluir o tema na semana interna de prevenção de acidentes de trabalho;
4.  Capacitar os integrantes do serviço médico, dos recursos e humanos e em cargos de chefia;
5.  Estabelecer regras de conduta a respeito do assédio sexual nas normas internas da empresa, prevendo inclusive as punições;
6.  Negociar com os sindicatos da categoria cláusulas sociais em acordos coletivos de trabalho, para prevenir o assédio sexual.

8. Como o assediador pode ser punido?
No âmbito administrativo, algumas das sanções possíveis para o agressor são mudar o setor ou função do agressor, alterar a jornada de trabalho e até mesmo dispensa por justa causa.
O assediador também poderá ser réu em ação civil pública proposta pelo Ministério Público do Trabalho ou por uma entidade sindical.
Há ainda as punições civis e penais citadas, como detenção de até dois anos nos casos em que há chantagem.

*Referência

Cartilha MPT, disponível em: http://www.mpf.mp.br/para-o-cidadao/ouvidoria/publicacoes/assedio-moral-sexual-e-discriminacao-saiba-mais-sobre-essas-distorcoes-de-conduta-no-ambiente-de-trabalho

terça-feira, 15 de maio de 2018

PALESTRA: COACHING E O PROFISSIONAL DA ÁREA DE EDUCAÇÃO


Conversaremos sobre conceitos de coaching, aplicação, processo e, principalmente, sobre o Coaching Educacional e sua importância para o desenvolvimento do professor. 



Maiores Informações pelo Número: (81)9 95147043 - whatsapp
Local: Nebas Cursos (espaço acima do Banco do Brasil de Camaragibe).


Para compartilhar o tema , posto o texto abaixo. 


O Poder do Coaching na Educação 
(Carmen Lucia Couto)


Estamos na época em que ouvimos muito falar em coaching, há quem diga que é mais um modismo, porque ligamos a televisão, lemos um jornal ou revista, abrimos a internet e… aparece Coaching.
Mas, afinal, o que é que significa?

Coaching é um processo que tem por principal objetivo ajudar as pessoas a alcançar as metas que se propõem e a facilitar melhorias nas suas competências, comportamentos, capacidades e atitudes, proporcionando tanto uma melhor qualidade de vida como uma maior satisfação com a prática da atividade profissional diária. Esta técnica pode ser aplicada em todas as áreas, com múltiplas e inegáveis vantagens, como vem acontecendo atualmente. O Coach é uma palavra em inglês que significa treinador ou instrutor. Em inglês, quando usada como verbo, a palavra coach significa treinar ou ensinar. Além disso, um coach ou coacher é um profissional que exerce o coaching, uma ferramenta de desenvolvimento pessoal e profissional.

Para a formação de professores, podem ser associadas as duas áreas, revelando desta forma as vantagens e o potencial que o Coaching pode ter no contexto educativo.

O Coaching voltado para área de Educação está focado fundamentalmente na preocupação com um aluno vivo, inquieto, e participante, bem como um professor que não tema suas próprias dúvidas e com instituições educacionais abertas, vivas, postas no mundo e conscientes de seu papel no século XXI, sendo assim, deve-se repensar a postura acadêmica, comunicando e construindo assertivamente a urgência de se trabalhar com uma pessoa inteira, aluno ou professor, com sua afetividade, suas percepções, suas expressão, seus sentidos, sua crítica e criatividade. No caso do professor o coaching pode atuar em:

·           melhorar o desempenho do professor na sala de aula;
·           ajudar a definir objetivos e a atingi-los de forma mais rápida e eficaz;
·           promover o trabalho de equipe;
·           melhorar a comunicação;
·           reduzir as situações de tensão e de conflito.
·           melhorar a gestão do tempo, com foco na solução e na redefinição de prioridades;
·           ajudar a gerir o stress profissional;
·           aumentar a satisfação profissional e o equilíbrio entre a vida pessoal e profissional;

No caso da aplicação da ferramenta aos alunos os benefícios também são muitos, permite que eles tenham um poderoso suporte para desenvolver seus talentos, aprender a se relacionar positivamente com as pessoas ao seu redor e se reconhecer como alguém importante, especial e plenamente capaz de grandes realizações.

Os professores precisam descobrir o que é o Coaching e de que forma se podem tornar um verdadeiro “professor-coach” e com isso auxiliar seus alunos a desenvolverem potenciais que, muitas vezes, estão obscuros e que precisam de um suporte para torná-los ativos.

 Acredita-se que um dos maiores desafios seja o de levar os professores a focarem-se neles próprios, como pessoas que tem todas as potencialidades e todos os recursos de que necessitam para trabalhar com os seus alunos.

A sociedade em que vivemos faz com que muitas vezes seja esquecido do essencial: a relação. 
O que um professor faz quando se transforma num professor-coach, focando-se nos seus alunos, observando, questionando, despertando a curiosidade, escutando, promovendo a reflexão dentro da sua sala de aula, a autoconsciência e a auto responsabilização é verdadeiramente inspirador e potencializador de resultados muito mais positivos em todos os níveis.

O Coaching tem um imenso potencial, nessa área da educação, potencializando a (re)descoberta do autoconhecimento, descobrindo e desenvolvendo valores, compactuando com a família, no caso de educação básica, coma a escola, coma a instituição de ensino superior e tem a tarefa de formar pessoas que se auto eduquem, curiosos, capazes de enxergar e promover mudanças em si mesmos e no mundo.

“Coaching é desbloquear o potencial das pessoas
para maximizar o seu desempenho.” (John Whitmore)


FONTE: - O Poder do Coaching na Educação - Mafalda Branco - PROFFORMA Nº 12 – Março 2014 - Revista Online Do Centro De Formação De Professores Do Nordeste Alentejano/ - Significados: https://www.significados.com.br/coach/
- Coaching na Educação; Graça Santos, disponível em http://www.rioeduca.net/blog