quinta-feira, 14 de março de 2013

ANTES DE SAIR PARA TRABALHAR, TENTE: 14 COISAS QUE VOCÊ DEVE FAZER.


Gosto muito das publicações do site administradores.com. Encontrei essas dicas para compartilhar com vocês. O interessante, observem, são 14 dicas que deve-se seguir antes de sair para trabalhar, mas que são planejadas no dia anterior. Isso faz com que a rotina no trabalho seja mais organizada e, espera-se, menos estressante.

Aproveitem!!!

Pior que sair do seu trabalho estressado é saber que amanhã estará batendo o mesmo ponto. Normalmente, não se pode mudar o futuro a curto prazo, mas há coisas que você pode fazer que deixará o final de seu dia muito menos exaustivo.
“Terminar o dia bem disposto é fundamental, pois isso determinará como você irá começar o dia seguinte”, analisa a especialista em ambiente de trabalho para a Forbes, Lynn Taylor. Para ela, tudo irá interferir na produtividade do profissional.
Se terminar o dia bem também irá garantir um olhar para trás com um sentimento de realização e satisfação, fazendo você acordar mais fácil dia seguinte para recomeçar a rotina, acrescenta a autora do livro “Blind Spots: The 10 Business Myths You Can’t Afford to Believe on Your New Path to Success”, Alexandra Levit.
Para obter esses benefícios e tornar sua vida mais saudável e realizada, a Forbes levantou junto a especialistas, 14 dicas do que você deve fazer no final do seu expediente de trabalho, confira:

1. Avalie a sua lista de coisas para fazer

Faça uma relação do que você fez durante o dia e do que ainda tem em pendência. “Se você não está satisfeito com sua produtividade, planejar o que você precisa fazer e quando precisa entregar fará você ter uma noção de tempo para colocar tudo em ordem”, disse a coaching de carreira, Anita Attridge. Se você pode fazer algo rapidamente antes de sair, utilize esse tempo. Isso vai poupar preocupações antecipadas na manhã seguinte.

 2. Reveja sua agenda para o dia seguinte
Você precisa estar ciente de quaisquer reuniões ou atividades importantes do próximo dia. Ainda pode usar esta oportunidade de programar o tempo em seu calendário para realizar os demais itens da lista. “Pense no que você está mais ansioso para realizar amanhã. Isso vai ajudar a deixar para trás o que aconteceu hoje, irá enriquecer o seu humor e colocar um ponto final no seu dia de trabalho”, sugere especialista em empregabilidade, David Shindler.


3. Check-list com seu chefe e colegas

Após listar todas suas atividades pendentes e achar que talvez não consiga realizá-las até o final do dia, converse com o seu chefe e veja com ele se algum prazo pode ser prorrogado. Esta também é uma boa oportunidade para checar prazos e confirmar se todos estão na data e horário certos.

4. Organização

Ninguém é tão produtivo com uma mesa, gavetas e agendas desorganizadas. A situação piora quando você vai embora e não sabe onde estão suas chaves, o telefone que terá de ligar no dia seguinte ou o crachá de acesso. Esses minutos perdidos deixam qualquer profissional estressado no final do dia. A dica de organização também serve para a caixa de e-mail e os diversos post-it distribuídos ao redor de seu computador.

5. Hora certa

O final do dia é o melhor momento para lidar com a papelada e tarefas que não requerem ligações ou reuniões (atividades que exigem mais tempo). “E-mails, relatórios, memorandos e projetos são melhor tratadas quando telefonemas, textos e outras distrações desaparecem”, diz Taylor.

6. Assuntos dominados
Certifique-se de amarrar todas as tarefas soltas para que você possa realmente desligar quando sair do trabalho. Não deixe nada suspenso, se pode ser rapidamente resolvido. “Não há nada pior do que ter aquela sensação de algo incompleto na cabeça”, diz Woodward.

7. Faça outra lista de afazeres

Determine o que você deve fazer no dia seguinte e ter um plano de como e em quanto tempo realizará essas tarefas. Você provavelmente vai atualizar ou expandir sua lista de afazeres na manhã seguinte. “Qualquer coisa que você pode fazer para ter um bom começo de manhã vai ajudar a atingir dias mais produtivos e uma carreira mais feliz”, afirma Taylor.

8. Reflexão sobre o dia

A maiora das pessoas não faz isso, mas deveria. Saber o que deu certo e o que deu errado e pensar sobre como melhorar sua produtividade ou relação com colegas e chefe traz soluções inimagináveis para grande parte dos problemas que “lhe tiravam o sono”.

9. Rotina

É muito importante criar rotinas e rituais no trabalho, pois ajuda a nos sentirmos satisfeitos ao final do dia com nossas realizações. Também, ao longo prazo, as tarefas vão ficando cada vez mais fáceis e sistemáticas, o que diminui as chances de se esquecer de algo importante. Ter o hábito de tratar bem seus colegas de trabalho, também te faz bem ao final do dia.
“Nós tendemos a pensar sobre a importância de dizer bom dia para começar o dia, mas nos esquecemos de que dizer boa noite pode ser tão importante quanto. Fará bem a todos dizer um adeus apropriado, em vez de apenas silenciosamente ir embora. Isto fica triplamente importante se você é o supervisor ou chefe”, diz Kerr.

10. Nota positiva

Se algo deu certo em seu dia, se algum cliente fechou contrato ou seu colega te fez rir, deixe um agradecimento a eles. “A ideia é encontrar algo positivo que faz você se sentir bem com o seu trabalho e ter certeza de que ir embora é a última coisa que estará em sua mente”, diz Wooodwad.

11. Economize

Ajudar o meio ambiente não faz mal a ninguém, muito pelo contrário. Desligue as luzes e equipamentos, não custa nada.

12. Desconecte-se

Não tenha medo de desligar seu smartphone, tablet ou os alertas de e-mail. Seu trabalho se limita as horas cumpridas e não aos finais de semanas, feriados ou tarde da noite, em casa.


13. Deixe seu estresse atrás da porta

Quando fechar a porta do trabalho, não pense nas preocupações que ficaram lá dentro, isso não ajudará em nada, só te fará perder o resto do dia. “Sua família precisa de você presente e bem, por isso faça o que puder para garantir que o estresse permanece no escritório”, afirma Woodward.

14. Vá para casa

Às vezes não é a empresa, o chefe, o trabalho ou os colegas que fazem péssimo o final do expediente, mas sim você mesmo. Geralmente, os workaholic esquecem que têm uma vida após o trabalho, e mesmo achando que está tudo bem por estar trabalhando, uma hora o cansaço bate e você poderá culpar a empresa.

 Shindler acrescenta: “Não fique apenas para fazer sala com o chefe mas também não vá embora só porque você pode. Seus colegas podem depender de você. Faça as coisas certas, mas as faça direito”.



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Fonte:
Publicado em: 1/09/2012 - http://www.administradores.com.br
Figuras: google imagens

terça-feira, 12 de março de 2013

O Tesouro de Bresa e o Ciclo de Melhoria Contínua aplicados à busca pelo conhecimento (Carmen Lúcia Couto)






         Quando se lê o título dessa publicação, logo vem a pergunta: o que tem a ver a fábula de um homem que procura um tesouro, com a melhoria contínua e a busca pelo conhecimento? Observa-se, porém, nessa referida fábula a essência da MELHORIA CONTÍNUA e incorporação da maior riqueza (tesouro) que o ser humano pode adquirir: o CONHECIMENTO.
De acordo com Davenport e Prusak (1988, p. xv) “a única vantagem que uma empresa tem é aquilo que ela coletivamente sabe, a eficiência com que ela usa o que sabe e a prontidão com que ela adquire e usa novos conhecimentos.”
Ao se substituir a palavra empresa por “ser humano”, observa-se que o conhecimento é, sem dúvida, a grande vantagem competitiva que se tem diante dos desafios de mercado e, como ninguém pode tirá-lo do “dono”, é um patrimônio que será eterno. Mas para que essa riqueza aumente deve-se passar por um processo diário de melhoria contínua (a aprendizagem contínua). Ao se melhorar num aspecto (comportamental, intelectual ou mesmo no visual) é necessário analisá-lo e estudá-lo, buscando aperfeiçoá-lo mais ainda. É um processo cíclico. Quando se participa de um curso hoje, amanhã já procura-se temas mais atuais para aumentar o tesouro e assim continuamente.
Quando se fala em melhoria contínua, não se pode deixar de associar à grande ferramenta que é aplicada aos processos na empresa e à própria vida pessoal/profissional (por que não?), que é o Ciclo PDCA.
O ciclo PDCA, idealizado por Walter Shewhart (americano e conhecido como pai do controle estatístico de qualidade) e efetivamente aplicado e popularizado no Japão após a segunda guerra por Edward Deming (americano que a partir de 1950, ensinou aos altos executivos como melhorar projeto, qualidade de produto, teste e vendas e fez grandes contribuições ao Japão).
 O PDCA tem por princípio tornar mais claros e ágeis os processos envolvidos na execução da gestão como, por exemplo, na gestão da qualidade. 
Na empresa, o PDCA é aplicado principalmente nas normas de sistemas de gestão e deve ser utilizado de forma a garantir o sucesso nos negócios, independentemente da área ou departamento da empresa.
Na vida, pode-se aplicar o ciclo como um apoio à análise das ações diárias, bem como, na melhoria do aprendizado do dia-a-dia.
            O ciclo inicia pelo planejamento, em seguida a ação ou conjunto de ações planejadas são executadas, checa-se se o que foi feito estava de acordo com o planejado, constantemente e repetidamente (ciclicamente), e toma-se uma ação corretiva para eliminar ou ao menos mitigar defeitos no produto ou na execução. A seguir uma figura, demonstrando o Ciclo PDCA (Campos, 1996).

 Os passos são os seguintes:
Plan (planejamento): Estabelecer missão, visão, objetivos (metas), procedimentos e processos (metodologias) necessários para se atingir os resultados.
Do (execução): Realizar, executar as atividades.
Check (verificação): Monitorar e avaliar periodicamente os resultados, avaliar processos e resultados, confrontando-os com o planejado, objetivos, especificações e estado desejado, consolidando as informações, eventualmente confeccionando relatórios.
Action (ação) : Agir de acordo com o avaliado e de acordo com os relatórios, eventualmente determinar e confeccionar novos planos de ação, de forma a melhorar a qualidade, eficiência e eficácia, aprimorando a execução e corrigindo eventuais falhas. 
Na fábula a seguir pode-se observar a aplicação da melhoria contínua no processo de “busca ao tesouro”, pelo alfaiate Enedim.
Primeiro, o foco: vir a ser riquíssimo.

Fases do Ciclo:

P = Planejar – pode ser associado a: Enedim tratou de examinar, sem demora, o bem que havia adquirido...

D = Executar - decifrar todas as páginas daquele livro.

C = Checar – ver se todo seu aprendizado serviu para aplicar em alguma ação (descobrir o tesouro).

A = Agir Corretivamente – cada vez que checava, via que tinha que aprender mais para atingir seu foco.

         E com isso, o Enedim, atingiu (mesmo sem saber, em princípio) o que ele queria, ficar rico. Ocupando os cargos por meio da aplicação do seu grande tesouro: o conhecimento.

Agora leiam a fábula, analisem e estabeleçam suas próprias conclusões.

 Tesouro de Bresa

Houve outrora, na Babilônia, um pobre e modesto alfaiate chamado Enedim, homem inteligente e trabalhador, que não perdia a esperança de vir a ser riquíssimo. Como e onde, no entanto, encontrar um tesouro fabuloso e tornar-se, assim, rico e poderoso?

Um dia, parou na porta de sua humilde casa um velho mercador da Fenícia, que vendia uma infinidade de objetos extravagantes. Por curiosidade, Enedim começou a examinar as bugigangas oferecidas, quando descobriu, entre elas, uma espécie de livro de muitas folhas, onde se viam caracteres estranhos e desconhecidos. Era uma preciosidade aquele livro, afirmava o mercador, e custava apenas três dinares.
Era muito dinheiro para o pobre alfaiate, razão pela qual o mercador concordou em vender-lhe o livro por apenas dois dinares.

Logo que ficou sozinho, Enedim tratou de examinar, sem demora, o bem que havia adquirido. E qual não foi sua surpresa quando conseguiu decifrar, na primeira página, a seguinte legenda: "O segredo do tesouro de Bresa." Que tesouro seria esse?

Enedim recordava vagamente de já ter ouvido qualquer referência a ele, mas não se lembrava onde, nem quando. Mais adiante decifrou: "O tesouro de Bresa, enterrado pelo gênio do mesmo nome entre as montanhas do Harbatol, foi ali esquecido, e ali se acha ainda, até que algum homem esforçado venha encontrá-lo.”

Muito interessado, o esforçado tecelão dispôs-se a decifrar todas as páginas daquele livro, para apoderar-se de tão fabuloso tesouro. Mas, as primeiras páginas eram escritas em caracteres de vários povos, o que fez com que Enedim estudasse os hieróglifos egípcios, a língua dos gregos, os dialetos persas e o idioma dos judeus.

Em função disso, ao final de três anos Enedim deixava a profissão de alfaiate e passava a ser o intérprete do rei, pois não havia na região ninguém que soubesse tantos idiomas estrangeiros.
Passou a ganhar muito mais e a viver em uma confortável casa.

Continuando a ler o livro, encontrou várias páginas cheias de cálculos, números e figuras. Para entender o que lia, estudou matemática com os calculistas da cidade e, em pouco tempo, tornou-se grande conhecedor das transformações aritméticas. Graças aos novos conhecimentos, calculou, desenhou e construiu uma grande ponte sobre o rio Eufrates, o que fez com que o rei o nomeasse prefeito.

Ainda por força da leitura do livro, Enedim estudou profundamente as leis e princípios religiosos de seu país, sendo nomeado primeiro-ministro daquele reino, em decorrência de seu vasto conhecimento.
Passou a viver em suntuoso palácio e recebia visitas dos príncipes mais ricos e poderosos do mundo.
Graças ao seu trabalho e ao seu conhecimento, o reino progrediu rapidamente, trazendo riquezas e alegria para todo seu povo.

No entanto, ainda não conhecia o segredo de Bresa, apesar de ter lido e relido todas as páginas do livro.
Certa vez, então, teve a oportunidade de questionar um venerando sacerdote a respeito daquele mistério, que sorrindo esclareceu:
- O tesouro de Bresa já está em seu poder, pois graças ao livro você adquiriu grande saber, que lhe proporcionou os invejáveis bens que possui. 
Afinal, Bresa significa "saber".



"Nós somos o que fazemos repetidamente. Portanto, a excelência não é um ato, mas um hábito”. Aristóteles

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Imagens: Google imagens

domingo, 10 de março de 2013

LIVRO DIGITAL SE FORTALECE NO MERCADO


Por Jadson de Souza, do Jaboatão em Foco


A Editora Navras Digital completa dois anos anunciando uma série de contratos com distribuidores e livrarias, nacionais e internacionais, visando dar mais visibilidade a um catálogo que já reúne mais de 50 escritores que, além de publicar em livros impressos, estão agora no mundo digital.

Criada no Recife pelo escritor Fernando Farias e pelo designer Gustavo Gonçalves, a Navras Digital fechou parcerias com a Amazon.com, a Google Play e Apple Store. Agora, novo convênio com a livraria Cultura amplia ainda mais as possibilidades de divulgar os livros dos autores nordestinos.

De acordo com escritor Fernando Farias, “Começamos a trilhar o caminho do livro digital há três anos, mas tivemos que aprender muito com as novas tecnologias. Os maiores desafios foram vencer a ilusão de que o livro digital vai acabar com o impresso e buscar ferramentas que impedisse a cópia pirata dos livros”.

Aos poucos os escritores foram aceitando colocar seus livros à venda para tablets e smartfones, começaram a perceber que realmente é possível conviver com variados formatos.

Segundo Gustavo Gonçalves o livro digital de verdade, não é arquivo em PDF, não permite cópias e nem é possível imprimi-los. Isso deu confiança aos escritores. “Além do barateamento dos equipamentos como leitores digitais e o avanço das vendas mundiais, de livros nesse formato digital, fortaleceu muito o mercado, mostrando que estamos no caminho certo”. Com base nesta tendência, buscamos dar maior visibilidade aos autores, agregando vários serviços adicionais, como consultoria web,  Marketing digital entre outros.

É um mercado em expansão. Hoje se prevê a venda de 3,5 milhões de livros só no Brasil. Nos Estados Unidos, a relação digital x impressos, já chega a 50%.





terça-feira, 29 de janeiro de 2013

Ano Novo, Velha Seca. Cadê a chuva São Pedro? (Carmen)

                     Mais de 8 milhões de brasileiros sofrem com o atual período de semiaridez, definido por especialistas como a pior seca dos últimos 40 anos.
                     

                    
           O que coloco na poesia a seguir é um desabafo em relação à situação e, de certa forma, uma homenagem ao nordestino. Povo que sofre, mas mantem a firmeza, atitude e o sorriso. Foi considerado recentemente (em pesquisa divulgada em novembro de 2012) como o "povo mais feliz do Brasil". A  hospitalidade, o espírito alegre e a vontade de fazer o bem, apesar de tudo,  ajudaram a receber esse "título". 
                    A postagem deveria ter sido no início de 2013, mas ainda há tempo. 
                    Vamos em frente!



Ano Novo, Velha Seca.
Cadê a chuva São Pedro?
   (Carmen Lúcia Couto)


 Ano Novo
Velho mundo
Sertão brabo...solidão
Mesmos rostos
Fome, miséria,
solo rachado,
ermo na imensidão.

Cadê a chuva São Pedro?
Acaba com essa seca
Leva embora a tristeza
o calor, as mortes... a fome.
Deixa o homem trabalhar,
plantar e ter um nome.

Cadê a chuva São Pedro?
Tira esse povo do castigo
devolve a esperança
de que o ano novo vem trazendo
fartura, amor e saúde pra criança.

Nordestino é povo alegre,
hospitaleiro e gentil.
Disse, até, uma pesquisa:
é o povo mais feliz do Brasil!
Sofre e sorri,
(alguns nem dentadura tem!)
mas mantem o brilho no olho
e o coração de quem quer bem.
Gente batalhadora e guerreira.
Que mesmo ardendo na estiagem
encontra força, querer e coragem
para prosseguir e viver.
Vendo o bicho no quintal morrer,
o filho adoecer... a mulher padecer.

Alguns acham ânimo pra deixar sua terra
e procurar em outra cidade sobreviver.
Muitos lá fora ficam pra sempre,
deixam viúvas suas Marias
e sem pai, suas crias.
Aqueles que voltam,
trazem a decepção e a certeza
de que um mundo melhor
somente junto aos seus, encontrarão.

Chega então o político.
Candidato a doutor salvador,
que para ganhar o voto
rouba a alma do inocente
por um quilo de arroz
ou um punhado de semente.
Promete também um par de sapatos
e um saco de feijão.
Do sapato entrega o pé direito,
porém o esquerdo só depois da votação.
Perdendo ou ganhando,
o doutor vira as costas
e o inocente, coitado,
fica sem um pé do sapato,
sem a semente na roça e
sem arroz e feijão no prato.

Cadê a chuva São Pedro?
A história da seca é sempre igual.
Quem é o culpado?
O homem, que não sabe conviver com ela?
São Pedro, que chuva não manda?
Ou o doutor salvador, que pega o voto,
 o dinheiro do cargo e esquece o eleitor?
Passados quatro anos a mesma situação.
Novas promessas, poucos resultados,
mas o importante é ganhar a eleição!!!

O inocente, coitado,
fica a olhar para o céu.
No desejo... na vontade e no medo.
Não desiste de rezar, de implorar e, 
com lágrimas, indagar:
cadê a chuva São Pedro?

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“não tem carranca, nem trator, nem alavanca.
Quero ver quem é que arranca nós aqui desse lugar”
(A Violeira, Chico Buarque)


domingo, 20 de janeiro de 2013

Ócio Criativo ou Férias?


Carmen Lúcia Couto

“O futuro pertence a quem souber libertar-se da ideia tradicional do trabalho como obrigação ou dever e for capaz de apostar num sistema de atividades, onde o trabalho se confundirá com o tempo livre, com o estudo e com o jogo, enfim, com o “ócio criativo”(De Masi).
  
Muitas pessoas passam o ano sonhando com o tão esperado período de  férias, mas quando este chega, para aquelas que não estão com uma programação prévia ou encontram-se numa fase de poucos recursos financeiros, surge a pergunta: o que fazer?
O sociólogo Domenico De Masi em sua obra o Ócio Criativo defende uma teoria onde o futuro é de quem souber libertar-se da ideia tradicional do trabalho como obrigação e for capaz de mesclar atividades, como o trabalho, o tempo livre e o estudo. 

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De Masi já vêm popularizando essa tese ao redor do mundo há mais de dez anos. Para o autor, trabalho e lazer não devem continuar a ser como a água e o óleo. Então, no período de férias, pode-se tentar praticar a teoria do “ócio criativo”, que tal?
É nessa fase que estamos mais relaxados, isso pode vir a facilitar a geração de novas ideias.
As férias também servem para mais leitura, aprender coisas novas, fortalecer relacionamentos, colocar a criatividade em ação, ir ao cinema, teatro,  palestras e cursos de curta duração.


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O termo “férias” vem do latim feriae que significa “dia de descanso”. No Brasil, são 20 ou 30 dias dedicados à recarga das energias gastas em um ano de trabalho. Nada mais justo e recomendado para a saúde. Quando estamos de férias nos entregamos ao ócio. Esse termo surgiu a partir de otius que quer dizer “folga, repouso, lazer”. De Masi não prega o ócio pelo ócio, mas sim uma forma diferente de trabalhar, já que a produção criativa se assemelha em grande parte aos nossos momentos de prazer, convívio social e lazer. Então, aproveite mais seu tempo livre, porque se entregar completamente ao ócio, cansa!!!
Concorda?

No vídeo abaixo pode-se entender a aplicação do termo no dia- a-dia das empresas. É necessária uma mudança cultural e o verdadeiro entendimento do significado do ócio criativo para o ambiente corporativo e sua influência na criatividade das pessoas.



sexta-feira, 4 de janeiro de 2013

LÊ GUEDES - DIA 11 DE JANEIRO - CASA DE SEU JORGE

DIA 11 DE JANEIRO A PARTIR DAS 21:00h, NA CASA DE SEU JORGE poderemos assistir ao show do pernambucano LÊ GUEDES. A abertura será do DIOGO SANTOS e contaremos com a participação mais que especial de ZÉ RENATO.


LÊ GUEDES

Natural de Recife (PE), Alexandre Guedes Ramalho, mais conhecido como LÊ GUEDES, nos presenteia com sua arte musical inspirada nas belezas e sutilezas da natureza, e todas as formas de vida. Com essa temática, nasce seu primeiro trabalho "Um Arco-Íris na Estrada", com canções que abordam, além da Natureza, o Amor e Questões Sociais. Além de ter parcerias, em algumas composições, com artistas do cenário musical independente, como Nô Stopa, Maria Izilda e Wesley Nóog. traz preciosidades como "Aquela Gota", "Arco-Íris Diferente" e "Como é Vital". E foi produzido por Felipe Pegoraro (Pipo), grande amigo de Lê e um dos maiores incentivadores desse trabalho. Por sua canção "Estrela", Lê se classificou em 3º lugar no festival de música "RBN também é jovem", promovido pela Rádio Boa Nova. E pela mesma rádio, concedeu entrevistas no programa "Roteiro" com Adriano Marques, e "Juventude Maior" com Ana Faccin, Franklin Félix e Márcio Sena. Na TV Mundi, se apresentou após a entrevista do ator Renato Prieto, o André Luiz do filme "Nosso Lar". Lê Guedes segue sua agenda de shows e já tem seu segundo trabalho entitulado "Evolução". 
http://palcomp3.com/leguedes
Mais Lê Guedes neste blog: http://carmen-fonseca.blogspot.com.br/2012/07/le-guedes_03.html



 DIOGO SANTOS



Participação Super Especial Zé Renato






Local: Casa de Seu Jorge
Avenida Santos Dumont, 1066 - Rosarinho, Recife - PE