domingo, 18 de abril de 2021

Atitudes invisíveis de seu líder que podem estar minando você no seu trabalho

 Você sabe o Significado de Minar? Então, de acordo com o dicionário online de português, MINAR é Colocar minas em: minar um terreno; minar a entrada de um porto. Perfurar lentamente, para baixo: a água mina a rocha. No sentido Figurado é Consumir pouco a pouco: o sofrimento minou-lhe a resistência.

A atitude de minar o colega ou subordinado pode ser semelhante à discriminação que acontece quando há distinção no tratamento ou nas oportunidades dadas a um empregado por motivos não relacionados ao desempenho profissional. Os tipos de discriminação no ambiente de trabalho mais comuns são os preconceitos de raça e de gênero, de idade, de religião ou posição classe social e, ainda, contra portadores de deficiências ou patologias, como o HIV. Infelizmente é comum esses últimos serem estigmatizadas ou até demitidas, com a justificativa de que trariam prejuízo por faltarem mais vezes por conta dos tratamentos médicos. Atitudes em relação a esses fatos podem ser consideradas ASSÉDIO.

Quando desejamos nosso ambiente de trabalho perfeito, pensamos logo em uma sala com pessoas interagindo, educadas, tranquilas e com um bom líder para coordenar tudo isso. Atualmente, com o trabalho remoto, essa idealização de um espaço tranquilo foi desconstruída, mas precisamos estabelecer, pelo menos, uma atmosfera aprazível no virtual ou presencial.

Sabe-se que, antes de tudo, um bom líder deve perceber a singularidade da organização e de sua equipe de colaboradores para identificar e sanar quais atitudes que estão impedindo a boa convivência. Porém, na grande parte das empresas, o processo de minar determinado empregado já vem do próprio chefe. Ele, inclusive, não percebe que está sendo “transparente” em sua atitude e tudo isso é perceptível por todos. Até porque hoje sou eu, amanhã pode ser o colega do lado. Sendo assim é imprescindível se criar um ambiente de trabalho saudável, ético e transparente. Sem dar preferência a um em detrimento de outro colaborador, aproveitar a experiência dos mais antigos, o perfil daqueles que se encaixam nos cargos e, acima de tudo, manter o respeito entre as relações.

A seguir são relacionadas algumas táticas negativas que fazem com que o funcionário sinta-se minado em seu trabalho:

- o chefe (chefe mesmo, não líder), não aproveita o conhecimento de determinado colaborador e este se sente colocado de lado de sua função;

- os trabalhos da equipe ficam restritos a poucos, não sendo compartilhados com todos (ou pelo menos com aquele que está sendo minado);

- quando o trabalho é passado para a pessoa, é abaixo de seu conhecimento e da capacidade de sua contribuição para a equipe;

- as atitudes do chefe, mostram que o funcionário deveria estar lotado em qualquer parte da empresa, menos na área que ele chefia;

- as críticas negativas vão sempre para o trabalho da pessoa que está sendo minada, porém o chefe não orienta ou não organiza sua agenda com esse funcionário, fazendo com que ele sinta-se “solto” para mais tarde ser cobrado de forma inadequada.

Existem inúmeros exemplos, aqui são citados alguns, mas o papel do líder é fundamental, porque o  líder é a pessoa responsável por conduzir e inspirar sua equipe. Motiva e segue junto com ela. A figura de liderança é respeitada e os funcionários, ao contrário do chefe, tendem a não temê-lo. Está sempre atento aos resultados, mas também está atento à melhor forma de conduzir sua equipe para que, juntos, alcancem os objetivos esperados. Um bom líder sabe que não tem funcionários, mas sim uma equipe. Sempre disponível, ele ouve seu time e procura explorar o melhor de cada um, valorizando habilidades e respeitando dificuldades.

Já o chefe é aquela pessoa que comanda pessoas, é autoritário e dá ordens. Essa pessoa está sempre pensando em resultados e lucros, concentrando em si próprio o poder sobre sua equipe. Na maioria dos casos a figura do chefe é temida, não respeitada. Os funcionários não se sentem à vontade para relatar problemas ou a questionar quando têm dúvidas. Esses, de qualquer forma, tornam o ambiente de trabalho ruim para os funcionários. Estão muito fora de moda!!!

Porém nem tudo está perdido. Se o funcionário achar que está sendo minado e até perseguido, pelo chefe (líder não faz essas coisas) pode entrar com um processo de assédio moral, mas lembre: tem que ser bem fundamentado!

Existem também táticas para a criação de um ambiente de trabalho saudável que podem servir de suporte ao bom andamento dos trabalhos, da equipe e da inclusão de todos nas ações da área, a principal delas é, como já foi descrito no início, perceber as características de cada empresa para saber como lidar com possíveis conflitos que podem surgir e essa é uma das principais funções do líder.

Porém, algumas atitudes são prejudiciais em qualquer ambiente e, por isso, é preciso atentar-se para evitar que ocorram.

§  O gestor omisso: A omissão é caracterizada pela inação, ou seja, não tomar uma atitude. Logo, ao perceber que a convivência entre funcionários não é satisfatória, por exemplo, é necessário traçar uma estratégia para alterá-la, como reuniões em grupo ou coleta de feedbacks individuais por parte dos empregados;

§  O mau exemplo da equipe: Não é incomum a crítica aos líderes que não agem de acordo com os valores defendidos pela empresa.

§  Falta de sensibilidade e ética: Comportamentos abusivos e antiéticos, mesmo que não intencionais, comprometem muito o ambiente de trabalho. Ao dar um feedback negativo, por exemplo, é recomendado fazê-lo isoladamente e não expor o funcionário, que poderá se sentir humilhado e ter quedas em seu rendimento.

Ser um líder ao invés de um chefe

O líder é aquele que conduz a equipe, escuta, incentiva a troca de ideias e orienta não apenas por meio de palavras, mas também com suas próprias atitudes, como já foi aqui mostrado.

Muitas outras atitudes devem ser adotadas para gerar um ambiente de trabalho saudável como: transparência na comunicação com informações claras e diretas sobre os objetivos e decisões da empresa, o reconhecimento de talentos e ações positivas para estimulá-las e o trabalho em equipe, sempre ressaltando a importância de cada colaborador e suas possibilidades de crescimento.

E você tem um ambiente de trabalho agradável? Sente-se minado em suas funções? Tem um líder ou um chefe para comandar a equipe em você trabalha?

Referências:

http://marianachaim.com.br/blog/atitudes-imperceptiveis-que-podem-estar-minando-seu-ambiente-de-trabalho/·

https://www.xerpa.com.br/blog/discriminacao-no-ambiente-de-trabalho/

Imagens:

http://www.psicologoeterapia.com.br/ansiedade/ansiedade-no-ambiente-de-trabalho/

https://santosbancarios.com.br/artigo/assedio-moral-no-trabalho-como-evitar


quarta-feira, 24 de março de 2021

GESTÃO DO CONHECIMENTO NO AMBIENTE ORGANIZACIONAL

 Parte1 - Introdução

Esse post faz parte de uma série de outros que serão publicados aqui no blog sobre o tema Gestão do Conhecimento - GC. Não é muito recente que se fala sobre GC no Brasil, a prática vem sendo discutida desde a década de noventa e muitas empresas, públicas ou privadas, buscaram naquela época implantar um programa de Gestão do Conhecimento como vantagem competitiva, porém muitas não conseguiram avançar. Essa dificuldade aconteceu e ainda acontece, por uma série de razões que vão desde a falta de uma cultura colaborativa, até o desconhecimento dos líderes sobre a importância do tema ou mesmo por medo de perder seu status dentro da organização. Conhecimento é poder! E isso sustenta muitos profissionais nos cargos. Vamos abordar todos esses temas, de forma bem resumida, inclusive o alinhamento com a Gestão da Qualidade e mostrarei que empresas que já tem a cultura da Qualidade, podem ter mais facilidade em implantar ou consolidar as práticas de Gestão do Conhecimento.

Acredito que muitos colaboradores já passaram por uma dessas situações, como, por exemplo, ter que refazer um trabalho que um colega acabou de fazer também; procurar uma informação que o colega de outro departamento possui e ninguém sabia; precisar do conteúdo de um documento ou do conhecimento uma pessoa sobre determinado tema, mas nem o documento e nem a pessoa estão mais na organização e pior, foi embora e levou esse conhecimento com ela.

A gestão do conhecimento nas empresas se baseia no conceito de que o conhecimento está presente na mente de seus colaboradores que são organizados em grupos, equipes e departamentos e, dessa forma, geram ainda mais conhecimento, por meio de processos, documentos, modelos de gestão, metodologias ou projetos.

Porém, para que se possa aproveitar todas as vantagens da gestão do conhecimento nas empresas, é preciso partir do princípio de que este conhecimento não é uma exclusividade de cada colaborador ou equipe que o desenvolveu, mas trata-se de um patrimônio da empresa que deve ser compartilhado.

Como resultado dessa colaboração e troca de conhecimento, todos os colaboradores poderão usufruir dos conhecimentos presentes na organização como um todo, gerando muito mais eficiência e produtividade.

A gestão do conhecimento nas empresas proporciona a promoção de mecanismos de difusão e troca de conhecimentos nas organizações.

Nesse infográfico, de maneira simples, é mostrado o funcionamento da geração de uma ideia até sua promoção no ambiente organizacional.


No próximo posts serão apresentados conceitos, autores e benefícios.

 Aproveitem a Leitura!

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Fonte: baseado em //conhecimento/ https://www.heflo.com/pt-br/documentacao-processos/gestao-do-conhecimento-nas-empresas/

terça-feira, 19 de janeiro de 2021

PLANEJE BEM SUA LEITURA

Quantos livros você leu no último ano? Gostaria de ter lido mais? A maioria das pessoas afirma que gostaria, sim, de ter lido mais.

Entretanto, ao iniciarem suas leituras, poucas costumam delimitar a quantidade de páginas a ser vencida por dia.

Dessa forma, muitas pessoas sentem-se desanimadas para persistirem nas leituras iniciadas, deixando-as de lado sem concluí-las. Por isso, para obter êxito a dica é traçar pequenas metas diárias de leitura e cumpri-las.

A "falta de tempo" costuma ser a desculpa mais utilizada para justificar a pouca quantidade de livros lidos pelos brasileiros. Por outro lado, autores defendem que apenas 5 páginas de leitura por dia podem fazer diferença ao final de um ano. Para isso, torna-se necessário observar apenas duas regras:

Regra 1: Nunca deixe de ler 5 páginas todo dia. Se, por algum motivo, não for possível cumprir a meta, esse número dobrará a cada dia não lido. Entretanto, o contrário não acontece: ler 20 páginas hoje não permite que você não leia no dia seguinte.

Regra 2: Nunca pare a sua leitura no meio de um tópico ou subcapítulo.

Sabe-se que a leitura de 5 páginas diárias, ao longo de um ano (5 X 365 dias), totalizará 1825 páginas lidas, ou seja, representa a leitura de 12 livros (150 páginas cada) ou de 6 livros (300 páginas cada). Quem se dispõe a ler um pouquinho mais, ou seja, quem se dedica à leitura diária por 30 minutos, consegue, em média, ler 14 páginas nesse período de tempo. Logo, 14 páginas por dia = 420 páginas por mês = 2 livros por mês (210 páginas cada) = 24 livros por ano.

Você não precisa de tanto tempo para ler mais! As técnicas vistas aqui são recomendadas para impulsionar a sua leitura sem grandes esforços. Que tal começar?


Texto extraído de 

https://www.soportugues.com.br

segunda-feira, 28 de dezembro de 2020

A CULTURA NO RESGATE DA DIGNIDADE SOCIAL EM JABOATÃO DOS GUARARAPES/PE – O PAPEL DA ACORDES

 Live do dia 30 de dezembro

@carmenluciacouto2016

Assuntos como o resgate à cidadania, diminuição da violência por meio atividades culturais aos jovens, inclusão social, empreendedorismo criativo e outros, serão abordados na Live do dia 30 de dezembro no meu instagran @carmenluciacouto2016 com Josie Lopes, idealizadora da ACORDES – Associação de Arte Cultura e Organizações em Desenvolvimento em Jaboatão dos Guararapes/PE. 

Existe uma frase que, para mim, resume um dos papeis fundamentais de se implantar atividades culturais para resgate da cidadania, que é: Em lugar onde não há atividades culturais, a violência vira espetáculo. Isso mostra que jovens com opções de lazer e de cultura podem deixar de ser presas mais fáceis para crimes e o tráfico de drogas. A ACORDES se insere nesse contexto de apoio a grupos que precisam de orientação para uma melhoria da qualidade de vida e resgate social. 

Como colaboradora da Associação, indico a nossa conversa na Live do dia 30/12,  para quem gostar do assunto ou quiser entender sua importância. Poderá também auxiliar com comentários e sugestões no momento da Live.





Para um melhor entendimento da importância do tema, publico aqui alguns trechos baseados no artigo de
Ana Manuela Chã e Guê Oliveira (Belo Horizonte | Brasil de Fato MG |30 de Setembro de 2020) como forma de reflexão política e, ainda, para a internalização dessa temática ARTE E A CULTURA e sua vulnerabilidade nesse ano de 2020 tão cruel. 

 ARTE E CULTURA NA PANDEMIA

Cancelamento das atividades expôs a vulnerabilidade dos envolvidos na produção cultural e artística

"A arte e a cultura têm uma dimensão de produção de conhecimento intelectual e desenvolvimento da subjetividade formando nossos sentidos e nossa consciência"

 

No Brasil recente, de 2016 até hoje, a cultura vem sendo alvo dos governos, 5,2 milhões de profissionais da área cultural foram os primeiros a parar de trabalhar na pandemia e os últimos a serem considerados numa política de auxílio de emergência.  Quando a pandemia foi declarada, boa parte da cultura brasileira vivia já à custa de respiradores: o Ministério da Cultura já havia sido extinto, as políticas públicas para o campo artístico-cultural eram praticamente inexistentes, os casos de censura (e autocensura pela sobrevivência) eram cada vez mais comuns, assim como as fake news contra os profissionais da área.

A cultura e a arte tem um enorme potencial de construção de uma visão crítica da realidade e de formação de consciência, numa perspectiva humanizadora. Mesmo numa sociedade em que a indústria cultural e a visão mercadológica da arte e da cultura são predominantes, esse potencial latente de desnaturalização da barbárie e de construção de novos valores e sociabilidades é considerado uma ameaça permanente e precisa ser eliminado ou reduzido ao mínimo.

Neste cenário desolador, a chegada da pandemia e as medidas para sua contenção, em especial a restrição à aglomeração de pessoas, acabaram expondo e acentuando várias dimensões da arte e da cultura que, em geral não são percebidas pela maioria das pessoas.

Uma dessas primeiras percepções foi a de quão presentes e necessárias são para as nossas vidas as atividades artístico-culturais de todos os tipos e, mesmo que permeadas pela lógica da mercadoria, elas são na sua maioria coletivas e parte fundamental da nossa vida como seres sociais.

Por outro lado, o cancelamento das atividades acabou em certa medida expondo a situação de vulnerabilidade em que boa parte dos sujeitos envolvidos na produção cultural e artística vive e evidenciando a sua condição de classe trabalhadora, sejam artistas, agentes culturais, mestres e mestras das manifestações das culturas populares, técnicos, costureiros, eletricistas, auxiliares, entre outros.

 A pandemia expôs e exacerbou ainda mais as desigualdades sociais no país e suas consequências no acesso a direitos fundamentais como: moradia digna, a atenção à saúde e a uma alimentação saudável, entre outros, mas também o direito à literatura, à música, às artes e esportes de uma maneira geral, seja como fruição individual, seja como motor de desenvolvimento das capacidades humanas.

Enquanto uma parcela da população pode ficar em isolamento em suas casas e aí ocupar seu tempo também com a leitura de livros, o aprendizado de um instrumento, assistindo filmes e shows pela internet, outra parcela pelejou com a falta de acesso à internet – ou falta de crédito no celular, ou com o fato de não ter livros em casa, por exemplo. E uma outra parcela ainda, nem mesmo conseguiu ficar em isolamento pelo fato de ter que sair para garantir o básico para sobreviver.

 

Acreditamos que está colocada para nós a possibilidade de nos reinventarmos como seres sociais, reconhecendo-nos como espécie humana, com uma nova referência de sociedade e de valores, que tenha o cuidado com a natureza e seus recursos em nossa prática cultural cotidiana.

 

O enfrentamento à Covid-19 permitiu organizar muitas formas de solidariedade de classe, trouxe criatividade para superar o medo e o isolamento, mostrou a arte e a cultura como esse lugar necessário de respiro e de encontro, mesmo que virtual, e que precisam ser valorizadas e colocadas como dimensões estratégicas nessa reconstrução.

No pós-pandemia,  não se trata mais de uma escolha, mas sim de uma necessidade, sob o risco de deixarmos de existir. Precisamos nos reinventar nos entendermos como seres interligados, habitantes de um planeta, responsáveis pelo rumo que tomaremos enquanto humanidade.

 

Guê Oliveira, historiadora, especialista em Trabalho, Educação e Movimentos Sociais (EPSJV-Fiocruz/ ENFF), musicista e militante do MST.

Ana Manuela Chã, mestre em Desenvolvimento Territorial na América Latina e Caribe (Unesp/ENFF) e do Coletivo de Cultura do MST.

O artigo completo está em https://www.brasildefatomg.com.br/2020/09/30/artigo-arte-e-cultura-na-pandemia


foto:googleimagem



sábado, 24 de outubro de 2020

Importância do Setor de Qualidade de uma Empresa

        Esta Publicação, com alguns ajustes feitos por mim, está no blog na FNQ (https://blog.fnq.org.br/setor-de-qualidade), e, nos tópicos seguintes, pode-se entender quais são as principais atribuições do setor de qualidade e qual sua importância.

     O setor de qualidade de uma empresa conta com uma grande quantidade de atribuições. Estabelecer padrões de produção, checar o que está sendo realizado e corrigir falhas são alguns exemplos disso. Exatamente por isso, ele contribui de diversas formas com o sucesso da empresa. Esse setor permite a redução de erros operacionais, o aumento da margem líquida do negócio e o reaproveitamento de recursos estratégicos. Em última análise, tais vantagens contribuem para a construção de um negócio mais próspero, perene e competitivo.

Atribuição do setor de qualidade

Toda empresa é um organismo dividido em pequenas partes funcionais, como o setor de atendimento, publicidade e gestão de pessoas, que têm responsabilidades específicas. Uma das partes funcionais mais importantes é o setor de qualidade!

Sua principal missão é manter um elevado grau de excelência em tudo o que é realizado, sobretudo nas atividades operacionais, ligadas à atividade-fim do negócio. Desse modo, o organismo chamado empresa pode funcionar com fluidez e precisão.

Para que tal missão seja cumprida, o setor de qualidade precisa assumir uma série de tarefas, bem como distribuí-las entre seus profissionais e equipes. Pontuamos algumas, adiante:

  • adotar programas de melhoria contínua;
  • monitorar o desvio-padrão da linha de produção;
  • definir e monitorar indicadores e métricas de qualidade;
  • diagnosticar a causa raiz dos principais problemas;
  • identificar e conquistar as certificações necessárias à empresa;
  • oferecer treinamentos à atual força de trabalho;
  • identificar e corrigir desperdícios que oneram o negócio.

O cumprimento dessas atribuições depende da formação de uma equipe qualificada, bem como da contratação de talentos e disposição da alta administração. Todos, a partir do CEO, devem entender que qualidade é coisa séria, algo que determina o destino da empresa.

Benefícios do setor de qualidade de uma empresa

Existem muitos benefícios, tantos quanto se pode imaginar. O aumento da agilidade dos processos diários, a adoção de padrões internacionais, a redução de custos não estratégicos e a melhor experiência dos clientes finais são bons exemplos. Entenda melhor, adiante.

Redução dos desvios de qualidade

Vez ou outra, certos produtos não estão adequados ao padrão de qualidade da empresa e precisam ser descartados. Isso significa, portanto, que houve um elevado desvio de qualidade. O ponto é: com que frequência isso acontece? Está fora de uma taxa considerada saudável?

O primeiro benefício do setor de qualidade é garantir que o que é produzido pela empresa tenha um menor desvio padrão de qualidade. Em outras palavras, significa dizer que haverá mais consistência, resultando em menos problemas para a marca e seus clientes finais.

Redução de custos não estratégicos

Muitas vezes, os custos contam com um índice multiplicador e podem beneficiar a empresa. Investir na adoção de uma nova certificação ou no treinamento dos talentos, por exemplo, garante mais ganhos no futuro. Isso pode ser visto como um custo estratégico.

Entretanto, também existem custos não estratégicos. São gastos com erros, processos morosos ou recursos indevidos. Coisas que não são úteis para ganhos futuros e não contam com um índice multiplicador. O setor de qualidade ajuda a reduzir tais custos indevidos.

Obtenção de certificações e licenças

Certificações e licenças podem ser uma grande vantagem à organização. Esses papéis sinalizam ao mercado que a empresa atua sob sólidos padrões de precisão. Em vários casos, são até necessários à manutenção da atividade operacional do empreendimento.

Novamente, o setor de qualidade ganha destaque. Ele é o principal responsável por avaliar quais certificações e licenças são úteis à empresa, bem como promover mudanças para que o negócio atenda às exigências definidas e seja devidamente certificada e licenciada.

Melhorias contínuas das atividades

O atual cenário de negócios tem passado por uma forte transformação digital, também chamada de indústria 4.0. Nesse contexto, as empresas precisam atualizar seus processos e mudar com frequência, garantindo sempre a reformulação das suas práticas atuais.

Felizmente, o setor de qualidade pode ajudar bastante. Ele é o principal responsável pela adoção de programas de melhoria contínua. Métodos como ciclo PDCA e Seis Sigma, além de filosofias como Kaizen, são aplicados com frequência, fazendo o negócio avançar.

Disseminação de uma cultura de dados

Nos últimos anos, a ideia de uma gestão orientada por dados (data-driven) ganhou muito destaque no mundo dos negócios. Hoje, gestores sabem que não podem contar apenas com o feeling. Precisam de métricas e indicadores de desempenho, entre outros dados.

Para a introdução de uma cultura que valorize dados, o setor de qualidade é quase crucial. Ele é o principal responsável por mensurar processos, bens e serviços, munindo-se de dados que ofereçam uma visão precisa. Assim, ajuda a orientar o negócio por meio de dados.

Aumento da agilidade diária

Há muitos itens que influenciam negativamente a agilidade com a qual as coisas são feitas no expediente. A presença de erros (que exigem refação), equipes mal-treinadas e processos disfuncionais são apenas alguns exemplos, talvez os mais frequentes.

O setor de qualidade ajuda a combatê-los. Ele garante que existam menos falhas, que os times de trabalho sejam capacitadas e que o fluxo diário de processos seja planejado. Desse modo, a empresa ganha agilidade na execução das suas rotinas de trabalho.

Como tudo isso garante um negócio mais competitivo

A competitividade de uma empresa não costuma depender de grandes “jogadas”, como o lançamento de produtos disruptivos ou a reformulação do modelo de negócio. Depende, na verdade, de pessoas, processos e produtos melhores – e aí entra o setor de qualidade.

Seu objetivo é fazer pequenas “jogadas” capazes de fazer a empresa progredir, tornando-se cada vez mais ágil, precisa, rentável e resiliente. É exatamente isso que, no final das contas, resulta em algo maior e comumente desejado: a competitividade.

Empresas que desenvolvem um setor de qualidade proeminente conseguem superar seus competidores, gerar mais rentabilidade aos seus investidores, oferecer melhores empregos aos seus colaboradores e ótimos produtos aos clientes finais. Ou seja, todos ganham.


imagem: clubesebrae.com.br


segunda-feira, 5 de outubro de 2020

Líderes que sabem extrair o melhor de suas equipes

 

                                                       imagem: abcpnl.com.br

Esse texto baseado em https://revistapegn.globo.com/Administracao-de-empresas/noticia/2020/10/8-caracteristicas-dos-chefes-que-extraem-o-melhor-de-suas-equipes.html, mostra que comunicar-se claramente e demonstrar que se importa com o time são algumas atitudes de bons líderes. Porém existem outros comportamentos que estimulam os funcionários e os motivam a realizar bons trabalhos e atingir excelentes resultados.

Com as mudanças significativas nos negócios e incertezas em meio à pandemia, os líderes têm um papel muito importante para fazer com que seus funcionários colaborem mais.  Precisam mostrar, principalmente, coragem, empatia e confiança.

O medo do futuro, as incertezas em relação à sua colocação na empresa, o  receio de perder benefícios oferecidos  pela empresa e o pior perder, até, o próprio emprego, são fatores que provocam nas pessoas a desmotivação, instabilidade emocional e insegurança. Cabe ao líder tentar reverter essa situação e apoiar sua equipe nesse momento de crise. 

Segundo Angela Kambouris, coach de liderança, da Entrepreneur, "as práticas de liderança podem determinar como as equipes se sentem, observam e se apoiam em tempos de crise e ambiguidade. Sua equipe se lembrará de como foi liderada ao longo deste período”. Na visão dessa profissional, existem oito medidas que podem ajudar os líderes a causar um impacto positivo neste período:

1. Comunicação clara - Palavras e ações de um líder podem ajudar os funcionários a se sentirem seguros. “Os líderes devem dar às pessoas o que elas precisam, quando precisam”, diz Kambouri, que acrescenta que eles devem se comunicar com clareza e com frequência, mantendo a transparência e ajudando as pessoas a entender tudo o que aconteceu.

2. Fortalecer a química da equipe - Uma equipe bem entrosada faz toda a diferença, e isso pode ser alcançado de formas simples. Uma delas é separando alguns minutos no início de uma reunião para encontrar interesses comuns, refletir sobre os sucessos alcançados, compartilhar histórias pessoais e o que as pessoas estão assistindo na Netflix. Também é possível criar uma sala para tomar água e café enquanto os funcionários podem conversar sobre esportes e falar sobre os memes mais recentes.

Os líderes podem compartilhar suas histórias pessoais para estimular conversas sobre desafios e mostrar que também são humanos.

3. Conversa individual - Por meio de reuniões individuais, você pode criar um ambiente em que conhecerá seus funcionários em um nível mais profundo. A coach sugere fazer perguntas como: o que é mais importante na função atual; como o funcionário descreveria um ótimo dia; o que o deixa orgulho no trabalho; qual iniciativa ele gostaria de liderar.
Essas respostas podem identificar práticas e desencadear ações que são importantes para a equipe.

4. Liderança responsável - A falta de responsabilidade dentro de uma equipe prejudica toda a produtividade. “Os indivíduos precisam saber o que eles e o grupo são responsáveis ​​por entregar”, diz Kambouri.

Os líderes precisam explicar o motivo de os funcionários estarem gastando seu tempo com determinado trabalho e a importância disso. Ao definir expectativas claras, os membros da equipe têm clareza sobre os padrões e os resultados — e essa conversa precisa ocorrer mais de uma vez.

5. Um bom líder é um mentor - Não basta apenas dizer o que fazer: é preciso saber orientar também. Um líder que também é um mentor pode ser a salvação para um time. Por meio de reuniões semanais de equipe, os líderes exploram quais obstáculos precisam ser removidos, fornecendo um feedback equilibrado sobre o que deu certo e como é possível aprender com as experiências. 

6. Conversas de liderança - A saúde mental não pode ser deixada de lado, especialmente em um momento de incerteza como o que vivemos agora com a pandemia. À medida que as pessoas voltam para o local de trabalho, podem continuar a ter confusão sobre o que está por vir. “Os líderes podem oferecer espaço e tempo para que todos os funcionários falem sobre a incerteza que sentem, reflitam sobre o que mudou para eles e as lições valiosas que aprenderam sobre si mesmos e seu trabalho durante esse período”, diz Angela Kambouris.

7. Invista em planejamento de sucessão - Também vale mostrar para os funcionários que você investe no desenvolvimento deles para um futuro dentro da empresa na organização. A prática pode levar a aumentos no engajamento e minimizar a rotatividade dos membros da equipe.

8. Um modelo único de trabalho não funciona para todos - Deixar o funcionário decidir se ele retornará ao escritório ou continuará em home office é uma forma de respeitar a diferença de personalidade das pessoas. Os líderes podem conduzir discussões para saber como as pessoas se sentem em relação ao retorno ao local de trabalho — assim como os benefícios e os riscos disso. Para isso, eles devem procurar saber como as pessoas se sentem no momento. De acordo com Angela Kambouris: “Por meio de conversas individuais e discussões em equipe, os líderes podem explorar quais estratégias podem ser adotadas para apoiar a inclusão”.

                                          Liderança é ação, e não posição.
                                                                 Donald McGannon

                                                         imagem:ibccoaching.com.br

E você? Está preparada(o) pra ser líder?