segunda-feira, 17 de maio de 2021

Você sabe o que é Endomarketing?

              O Endomarketing foi criado e difundido no Brasil por Saul Bekin, autor do livro Endomarketing – como praticá-lo com sucesso e ele chama a atenção nesse livro para a importância de comunicação interna nas empresas, dizendo que não pode ser mais considerada o patinho feio das estratégias comunicacionais e de marketing.

 Decidi começar esse artigo com essa afirmação do autor, porque a considero importante pelo fato de que muitos gestores podem pensar que comunicação interna e endomarketing são iguais, porém, apesar dessas técnicas serem diferentes, uma não é aplicada sem o outra, como vamos ver ao longo desse artigo.

 O objetivo de qualquer empresa é desenvolver um produto ou serviço que esteja de acordo com a necessidade do consumidor e que atenda suas expectativas. Para que isso ser alcançado, é fundamental que todas as pessoas estejam alinhadas e integradas. O endomarketing vem para ser o elo de comunicação entre os funcionários de uma empresa, visando um único e igual objetivo (Bekin, 2014).

 Também é muito importante a integração entre marketing e endomarketing: enquanto um atrai clientes, o outro se preocupa em atrair e reter colaboradores engajados e multiplicadores da marca.  Bekin reforça a importância da ferramenta, seja para comunicar ações e estratégias organizacionais, seja para estimular a motivação dos funcionários. Lembro, inclusive, que nesse mundo tecnológico e ilhado por redes sociais e sites de busca, as pessoas podem se manter “bem informadas”, porém que tipo de informação a empresa quer que chegue ao funcionário? Aquelas que são vias de difusão das fofocas dentro do ambiente organizacional, conhecidas como “rádio corredor” ou “rádio peão”? Aquelas em que um colega pesquisou na internet e jogou no “telefone sem fio” para o grupo? Ou as oficiais, que saíram de uma reunião de gestores e que afetam diretamente os funcionários? É só refletir e entender que se a comunicação interna é falha, a empresa também é. 

Você, leitor, como gestor, gostaria de ter funcionários satisfeitos na empresa, motivados e engajados nos trabalhos? Que empresa não sonha com uma equipe com essas características e que funcionário não gostaria de fazer parte de uma equipe assim, não é mesmo? 

Nesse primeiro artigo sobre Endomarketing, resumo informações sobre a técnica, conceitos, vantagens, comunicação e outros temas importantes para o entendimento.

                                                  Deixe sua mensagem!

                                                 APROVEITEM A LEITURA!


ENDOMARKETING

 O Endomarketing é a estratégia capaz de conquistar a emoção dos profissionais que trabalham na empresa por meio de ações, atitudes e boas ideias. Com a implantação de ações de endomarketing a empresa pode reduzir a alta rotatividade de funcionários (turnover) e atrair profissionais qualificados e, consequentemente, alcançar bons resultados.

 Conquistar clientes e aumentar as vendas requer ações de marketing, mas essas ações começam internamente, porque Endomarketing é o conjunto de ações de marketing voltadas aos funcionários de uma empresa. Tem como objetivo melhorar o clima e conquistar os clientes internos, transformando cada profissional em representante da marca.  A palavra vem do prefixo endo, do grego endus, e significa para dentro. Endomarketing é, portanto, o estudo das necessidades e desejos do cliente interno, ou seja, do funcionário.

 O Marketing, atua para o mercado e tem a função de “identificar, antecipar e satisfazer às necessidades do cliente de forma lucrativa”.(Chartered Institute of Marketing), porém o cliente interno deve estar alinhado com suas expectativas e desejos de forma que atue coerentemente para as ações externas, dentre elas, o atendimento ao cliente externo.

     SURGIMENTO DO ENDOMARKETING.

 Philip Kptler, o pai do marketing, chamou o Endomarketing de Marketing Interno das Organizações. Diz-se Marketing interno, porque ele lida com a percepção que o funcionário tem em relação à marca da empresa na qual trabalha. O sucesso da estratégia de endomarketing está diretamente ligado ao relacionamento da empresa com os seus funcionários.

 O trabalho de marketing pode ser o melhor, a empresa pode ter um posicionamento de marca excelente, porém torna-se incompleto, porque os funcionários infelizes podem pôr tudo a perder. Quando uma pessoa gosta da empresa na qual trabalha, executa suas tarefas com mais qualidade, fica mais satisfeita e se sente valorizada, ela mesma irá disseminar a mensagem e o posicionamento de marca para colegas, familiares, amigos, clientes e comunidade.

 
    ENDOMARKETING NAS EMPRESAS

O endomarketing atualmente é um elemento essencial para a saúde de uma empresa. Se a empresa busca se diferenciar, deve investir na construção de um relacionamento forte e duradouro com o seu público interno. Quando o funcionário tem um claro entendimento sobre a importância da empresa no qual trabalha, e sua própria importância dentro dela, cria-se um ambiente mais saudável. Com isso, os profissionais podem ficar mais motivados e gerar melhores resultados.

                 RESPONSÁVEL PELO ENDOMARKETING EM UMA EMPRESA

 O endomarketing não pode – e jamais deve – ser trabalhado de forma isolada, nem pela área de marketing, e nem pela área de recursos humanos (RH). Isso porque a união dessas áreas, é essencial para um planejamento assertivo, ou seja, o endomarketing é capaz de criar e direcionar as campanhas internas, linguagem de comunicação e ações de forma a corresponder com o posicionamento da marca, mas é o que RH que tem o contato diário com os funcionários e a preocupação em vê-los motivados e felizes, sendo ele o responsável direto por identificar as necessidades e desejos desse público. Um não consegue fazer o seu trabalho sem o outro. Quanto maior for a integração dessas áreas, melhores serão os seus resultados com endomarketing.

     COMUNICAÇÃO INTERNA E ENDOMARKETING

 O endomarketing trabalha o relacionamento, a integração e o incentivo aos colaboradores, o que gera melhorias no ambiente do trabalho, motivação e aumento de desempenho. Já a comunicação interna envolve os processos de informação, sendo ela parte da estratégia de endomarketing, já que uma comunicação clara é essencial para o sentimento de pertencimento do funcionário. A comunicação interna tem como objetivo informar os colaboradores sobre as ações da empresa, como lançamentos de produtos, participação em eventos, comunicados oficiais, além de transmitir as diretrizes estratégicas, como missão, visão e valores.

     Quando a comunicação é fluída, clara e incentiva o diálogo, evitam-se problemas como boatos e ruídos, o que acaba impactando diretamente no ambiente de trabalho e na qualidade das atividades dos profissionais. Por isso, ela é peça fundamental em qualquer estratégia de endomarketing, e deve ser muito bem planejada. É preciso escolher os melhores canais para divulgação das informações, de forma a atingir todos os funcionários da empresa.

     Também é preciso ter cuidado com a linguagem escolhida, reforçando conceitos como valorização e respeito, além de ser acessível ao entendimento de todos. E, o mais importante: os gestores precisam estar preparados para dialogar com sua equipe e aceitar as opiniões. Ao abrir espaço para colaboração dos funcionários, de forma que se sintam seguros a emitir suas opiniões, necessidades e desejos, qualquer objetivo corporativo poderá ser alcançado.

 

A comunicação interna é o primeiro elo do vínculo que irá culminar na motivação dos profissionais, aumento de produtividade e, consequentemente, lucro da empresa.

 

    

    ENDOMARKETING COMO ESTRATÉGIA DE GESTÃO

 O endomarketing é uma importante ferramenta para gestão empresarial. Ele tem como premissa básica o alinhamento de todos os funcionários em prol do objetivo da empresa. A visão compartilhada e o fortalecimento das relações permitem que todo o grupo caminhe na mesma direção, atingindo resultados muito melhores.

    BENEFÍCIOS DO ENDOMARKETING

     Enumera-se aqui os principais benefícios, são muitos, porém alguns se destacam:

     1. Motivação

O trabalhador se sente valorizado, reconhecido e agradecido e, por conta disso, trabalha melhor, com mais qualidade e dedicação. Ele não está na sua empresa só para “bater o ponto”, mas sim para fazer a diferença. Funcionários motivados gostam de elogiar a empresa, espalham seus atributos e divulgam a marca e seus produtos em todos os ambientes. Eles passam a representar a marca, e têm um enorme potencial para a construção de uma imagem verdadeira e positiva da empresa.

     2. Produtividade

Funcionários motivados rendem mais. Isso porque ele faz questão de fazer seu trabalho bem feito, no prazo, e de forma a otimizar os processos – daí surgem, inclusive, diversas ideias de melhorias e redução de despesas para sua empresa.

     3. Qualidade de trabalho e bem-estar

É difícil separar o pessoal do profissional. Por isso, um ambiente de trabalho estressante afeta, também, a qualidade de vida e o bem-estar do seu funcionário. Quando uma empresa se preocupa com o funcionário, o ambiente fica mais leve e percebe-se uma melhora na saúde mental de toda a equipe, reduzindo o stress e problemas de saúde, oriundos destes e isso pode reduzir também o absenteísmo e reter talentos. O trabalho de endomarketing permite que a empresa seja, também, uma empresa dos sonhos, com isso os funcionários não procuram outros locais de trabalho, permanecem na mesma empresa e evitam se ausentar nos dias de trabalho.

     4. Engajamento

Funcionários motivados são mais engajados às causas da empresa e serão capazes de contribuir com ideias de melhorias, além de divulgar a marca nos meios em que estão presentes. É aquele que curte, compartilha e comenta as postagens da empresa, que sente orgulho em divulgar o seu trabalho e a marca que representa para sua família e amigos. Esse é um funcionário engajado, participativo, que contribui efetivamente para o crescimento e desenvolvimento da empresa. Ele precisa ser ouvido com atenção!

    5. Clima organizacional

O ambiente de trabalho influencia diretamente na motivação e na produtividade dos funcionários, o que acaba interferindo diretamente na qualidade dos produtos e serviços oferecidos. O endomarketing auxilia, também na melhoria do clima organizacional da empresa e permite que ela obtenha os melhores resultados.

     6. Alinha Objetivos

O endomarketing permite que todos os funcionários, de todo e qualquer setor, conheçam os objetivos estratégicos da empresa e possam construir suas metas e planos, tendo em vista esses mesmos objetivos.

     7. Estimula a criação de uma cultura de inovação

A partir do momento que um funcionário se sente reconhecido, que percebe que o seu papel faz a diferença no todo, ele se sente mais disposto a ajudar a crescer ainda mais a empresa e, com isso, surgem novas ideias de melhorias, otimização e inovação, seja em processos, em produtos, ou sistemas e tecnologias. Quando se ouve as ideias e sugestões de quem está lá, na linha de frente da operação, observa-se que são bem originais!

     8. Aumenta as vendas e as oportunidades de negócio

Funcionário feliz, cliente feliz. O desempenho externo depende do desempenho interno, e isso é inegável. A empresa pode até vender a ideia de que é perfeita, incrível, com atendimento excelente e totalmente focado nas necessidades do consumidor, porém se o vendedor, a pessoa que está lá no balcão, tiver com uma cara feia e tratar o cliente mal, é a marca da empresa que sai prejudicada. Com uma equipe engajada, pode-se contar com os melhores disseminadores da marca que se poderia querer, e isso gera negócios, que, por sua vez, gera lucro.

     9. Pode ser combinado com qualquer outra estratégia

O endomarketing combina com qualquer outra estratégia adotada pela empresa, mesmo aquelas para uso externo. A equipe de marketing pode aproveitar os conteúdos gerados para o planejamento de Inbound* como forma de capacitação do público interno, ajudando na rotina do dia a dia e até melhorando a execução de suas tarefas.

     10. Cria um diferencial competitivo

Uma empresa respeitada por seus funcionários fortalece sua imagem no mercado. Isso cria um diferencial competitivo, pois o potencial cliente tende a simpatizar ou preferir uma empresa que tem um posicionamento positivo. Além disso, os próprios funcionários motivados vão desempenhar melhor o seu papel, oferecendo um serviço de maior qualidade.

Aqui fechamos esse primeiro artigo sobre o tema. Espero ter auxiliado sobre a importância do Endomarketing para a empresa e sua relação com a melhora do clima organizacional interno.

         Aguarde o próximo!


___________

* Inboud Marketing, que a concepção do marketing focada em atrair, converter e encantar clientes. É o marketing de Atração, também chamado de Inboud. A metodologia inbound é a forma de fazer a empresa crescer através de relações significativas e duradouras com consumidores, prospects e clientes. Trata-se de fazer as pessoas se sentirem valorizadas e capacitadas para atingir seus objetivos em todas as etapas de sua jornada com a empresa. A metodologia inbound pode ser aplicada em 3 fases: Atração: atrair as pessoas certas com o conteúdo e as conversas certas, tornando você um consultor de confiança com quem elas desejam se engajar; Engajar: fornecer às pessoas informações e soluções alinhadas com seus problemas e suas metas, para que elas tenham mais chances de comprar de você; Encantar: fornecer ajuda e suporte para ajudar os clientes a obter sucesso com o seu produto. 

 Referências

 -https://neilpatel.com/br/blog/endomarketing

-Endomarketing: Como Praticá-lo com Sucesso  – Saul Bekin

- Figuras: Google imagens e Clip-Art



domingo, 18 de abril de 2021

Atitudes invisíveis de seu líder que podem estar minando você no seu trabalho

 Você sabe o Significado de Minar? Então, de acordo com o dicionário online de português, MINAR é Colocar minas em: minar um terreno; minar a entrada de um porto. Perfurar lentamente, para baixo: a água mina a rocha. No sentido Figurado é Consumir pouco a pouco: o sofrimento minou-lhe a resistência.

A atitude de minar o colega ou subordinado pode ser semelhante à discriminação que acontece quando há distinção no tratamento ou nas oportunidades dadas a um empregado por motivos não relacionados ao desempenho profissional. Os tipos de discriminação no ambiente de trabalho mais comuns são os preconceitos de raça e de gênero, de idade, de religião ou posição classe social e, ainda, contra portadores de deficiências ou patologias, como o HIV. Infelizmente é comum esses últimos serem estigmatizadas ou até demitidas, com a justificativa de que trariam prejuízo por faltarem mais vezes por conta dos tratamentos médicos. Atitudes em relação a esses fatos podem ser consideradas ASSÉDIO.

Quando desejamos nosso ambiente de trabalho perfeito, pensamos logo em uma sala com pessoas interagindo, educadas, tranquilas e com um bom líder para coordenar tudo isso. Atualmente, com o trabalho remoto, essa idealização de um espaço tranquilo foi desconstruída, mas precisamos estabelecer, pelo menos, uma atmosfera aprazível no virtual ou presencial.

Sabe-se que, antes de tudo, um bom líder deve perceber a singularidade da organização e de sua equipe de colaboradores para identificar e sanar quais atitudes que estão impedindo a boa convivência. Porém, na grande parte das empresas, o processo de minar determinado empregado já vem do próprio chefe. Ele, inclusive, não percebe que está sendo “transparente” em sua atitude e tudo isso é perceptível por todos. Até porque hoje sou eu, amanhã pode ser o colega do lado. Sendo assim é imprescindível se criar um ambiente de trabalho saudável, ético e transparente. Sem dar preferência a um em detrimento de outro colaborador, aproveitar a experiência dos mais antigos, o perfil daqueles que se encaixam nos cargos e, acima de tudo, manter o respeito entre as relações.

A seguir são relacionadas algumas táticas negativas que fazem com que o funcionário sinta-se minado em seu trabalho:

- o chefe (chefe mesmo, não líder), não aproveita o conhecimento de determinado colaborador e este se sente colocado de lado de sua função;

- os trabalhos da equipe ficam restritos a poucos, não sendo compartilhados com todos (ou pelo menos com aquele que está sendo minado);

- quando o trabalho é passado para a pessoa, é abaixo de seu conhecimento e da capacidade de sua contribuição para a equipe;

- as atitudes do chefe, mostram que o funcionário deveria estar lotado em qualquer parte da empresa, menos na área que ele chefia;

- as críticas negativas vão sempre para o trabalho da pessoa que está sendo minada, porém o chefe não orienta ou não organiza sua agenda com esse funcionário, fazendo com que ele sinta-se “solto” para mais tarde ser cobrado de forma inadequada.

Existem inúmeros exemplos, aqui são citados alguns, mas o papel do líder é fundamental, porque o  líder é a pessoa responsável por conduzir e inspirar sua equipe. Motiva e segue junto com ela. A figura de liderança é respeitada e os funcionários, ao contrário do chefe, tendem a não temê-lo. Está sempre atento aos resultados, mas também está atento à melhor forma de conduzir sua equipe para que, juntos, alcancem os objetivos esperados. Um bom líder sabe que não tem funcionários, mas sim uma equipe. Sempre disponível, ele ouve seu time e procura explorar o melhor de cada um, valorizando habilidades e respeitando dificuldades.

Já o chefe é aquela pessoa que comanda pessoas, é autoritário e dá ordens. Essa pessoa está sempre pensando em resultados e lucros, concentrando em si próprio o poder sobre sua equipe. Na maioria dos casos a figura do chefe é temida, não respeitada. Os funcionários não se sentem à vontade para relatar problemas ou a questionar quando têm dúvidas. Esses, de qualquer forma, tornam o ambiente de trabalho ruim para os funcionários. Estão muito fora de moda!!!

Porém nem tudo está perdido. Se o funcionário achar que está sendo minado e até perseguido, pelo chefe (líder não faz essas coisas) pode entrar com um processo de assédio moral, mas lembre: tem que ser bem fundamentado!

Existem também táticas para a criação de um ambiente de trabalho saudável que podem servir de suporte ao bom andamento dos trabalhos, da equipe e da inclusão de todos nas ações da área, a principal delas é, como já foi descrito no início, perceber as características de cada empresa para saber como lidar com possíveis conflitos que podem surgir e essa é uma das principais funções do líder.

Porém, algumas atitudes são prejudiciais em qualquer ambiente e, por isso, é preciso atentar-se para evitar que ocorram.

§  O gestor omisso: A omissão é caracterizada pela inação, ou seja, não tomar uma atitude. Logo, ao perceber que a convivência entre funcionários não é satisfatória, por exemplo, é necessário traçar uma estratégia para alterá-la, como reuniões em grupo ou coleta de feedbacks individuais por parte dos empregados;

§  O mau exemplo da equipe: Não é incomum a crítica aos líderes que não agem de acordo com os valores defendidos pela empresa.

§  Falta de sensibilidade e ética: Comportamentos abusivos e antiéticos, mesmo que não intencionais, comprometem muito o ambiente de trabalho. Ao dar um feedback negativo, por exemplo, é recomendado fazê-lo isoladamente e não expor o funcionário, que poderá se sentir humilhado e ter quedas em seu rendimento.

Ser um líder ao invés de um chefe

O líder é aquele que conduz a equipe, escuta, incentiva a troca de ideias e orienta não apenas por meio de palavras, mas também com suas próprias atitudes, como já foi aqui mostrado.

Muitas outras atitudes devem ser adotadas para gerar um ambiente de trabalho saudável como: transparência na comunicação com informações claras e diretas sobre os objetivos e decisões da empresa, o reconhecimento de talentos e ações positivas para estimulá-las e o trabalho em equipe, sempre ressaltando a importância de cada colaborador e suas possibilidades de crescimento.

E você tem um ambiente de trabalho agradável? Sente-se minado em suas funções? Tem um líder ou um chefe para comandar a equipe em você trabalha?

Referências:

http://marianachaim.com.br/blog/atitudes-imperceptiveis-que-podem-estar-minando-seu-ambiente-de-trabalho/·

https://www.xerpa.com.br/blog/discriminacao-no-ambiente-de-trabalho/

Imagens:

http://www.psicologoeterapia.com.br/ansiedade/ansiedade-no-ambiente-de-trabalho/

https://santosbancarios.com.br/artigo/assedio-moral-no-trabalho-como-evitar


quarta-feira, 24 de março de 2021

GESTÃO DO CONHECIMENTO NO AMBIENTE ORGANIZACIONAL

 Parte1 - Introdução

Esse post faz parte de uma série de outros que serão publicados aqui no blog sobre o tema Gestão do Conhecimento - GC. Não é muito recente que se fala sobre GC no Brasil, a prática vem sendo discutida desde a década de noventa e muitas empresas, públicas ou privadas, buscaram naquela época implantar um programa de Gestão do Conhecimento como vantagem competitiva, porém muitas não conseguiram avançar. Essa dificuldade aconteceu e ainda acontece, por uma série de razões que vão desde a falta de uma cultura colaborativa, até o desconhecimento dos líderes sobre a importância do tema ou mesmo por medo de perder seu status dentro da organização. Conhecimento é poder! E isso sustenta muitos profissionais nos cargos. Vamos abordar todos esses temas, de forma bem resumida, inclusive o alinhamento com a Gestão da Qualidade e mostrarei que empresas que já tem a cultura da Qualidade, podem ter mais facilidade em implantar ou consolidar as práticas de Gestão do Conhecimento.

Acredito que muitos colaboradores já passaram por uma dessas situações, como, por exemplo, ter que refazer um trabalho que um colega acabou de fazer também; procurar uma informação que o colega de outro departamento possui e ninguém sabia; precisar do conteúdo de um documento ou do conhecimento uma pessoa sobre determinado tema, mas nem o documento e nem a pessoa estão mais na organização e pior, foi embora e levou esse conhecimento com ela.

A gestão do conhecimento nas empresas se baseia no conceito de que o conhecimento está presente na mente de seus colaboradores que são organizados em grupos, equipes e departamentos e, dessa forma, geram ainda mais conhecimento, por meio de processos, documentos, modelos de gestão, metodologias ou projetos.

Porém, para que se possa aproveitar todas as vantagens da gestão do conhecimento nas empresas, é preciso partir do princípio de que este conhecimento não é uma exclusividade de cada colaborador ou equipe que o desenvolveu, mas trata-se de um patrimônio da empresa que deve ser compartilhado.

Como resultado dessa colaboração e troca de conhecimento, todos os colaboradores poderão usufruir dos conhecimentos presentes na organização como um todo, gerando muito mais eficiência e produtividade.

A gestão do conhecimento nas empresas proporciona a promoção de mecanismos de difusão e troca de conhecimentos nas organizações.

Nesse infográfico, de maneira simples, é mostrado o funcionamento da geração de uma ideia até sua promoção no ambiente organizacional.


No próximo posts serão apresentados conceitos, autores e benefícios.

 Aproveitem a Leitura!

_____________________________ 

Fonte: baseado em //conhecimento/ https://www.heflo.com/pt-br/documentacao-processos/gestao-do-conhecimento-nas-empresas/

terça-feira, 19 de janeiro de 2021

PLANEJE BEM SUA LEITURA

Quantos livros você leu no último ano? Gostaria de ter lido mais? A maioria das pessoas afirma que gostaria, sim, de ter lido mais.

Entretanto, ao iniciarem suas leituras, poucas costumam delimitar a quantidade de páginas a ser vencida por dia.

Dessa forma, muitas pessoas sentem-se desanimadas para persistirem nas leituras iniciadas, deixando-as de lado sem concluí-las. Por isso, para obter êxito a dica é traçar pequenas metas diárias de leitura e cumpri-las.

A "falta de tempo" costuma ser a desculpa mais utilizada para justificar a pouca quantidade de livros lidos pelos brasileiros. Por outro lado, autores defendem que apenas 5 páginas de leitura por dia podem fazer diferença ao final de um ano. Para isso, torna-se necessário observar apenas duas regras:

Regra 1: Nunca deixe de ler 5 páginas todo dia. Se, por algum motivo, não for possível cumprir a meta, esse número dobrará a cada dia não lido. Entretanto, o contrário não acontece: ler 20 páginas hoje não permite que você não leia no dia seguinte.

Regra 2: Nunca pare a sua leitura no meio de um tópico ou subcapítulo.

Sabe-se que a leitura de 5 páginas diárias, ao longo de um ano (5 X 365 dias), totalizará 1825 páginas lidas, ou seja, representa a leitura de 12 livros (150 páginas cada) ou de 6 livros (300 páginas cada). Quem se dispõe a ler um pouquinho mais, ou seja, quem se dedica à leitura diária por 30 minutos, consegue, em média, ler 14 páginas nesse período de tempo. Logo, 14 páginas por dia = 420 páginas por mês = 2 livros por mês (210 páginas cada) = 24 livros por ano.

Você não precisa de tanto tempo para ler mais! As técnicas vistas aqui são recomendadas para impulsionar a sua leitura sem grandes esforços. Que tal começar?


Texto extraído de 

https://www.soportugues.com.br

segunda-feira, 28 de dezembro de 2020

A CULTURA NO RESGATE DA DIGNIDADE SOCIAL EM JABOATÃO DOS GUARARAPES/PE – O PAPEL DA ACORDES

 Live do dia 30 de dezembro

@carmenluciacouto2016

Assuntos como o resgate à cidadania, diminuição da violência por meio atividades culturais aos jovens, inclusão social, empreendedorismo criativo e outros, serão abordados na Live do dia 30 de dezembro no meu instagran @carmenluciacouto2016 com Josie Lopes, idealizadora da ACORDES – Associação de Arte Cultura e Organizações em Desenvolvimento em Jaboatão dos Guararapes/PE. 

Existe uma frase que, para mim, resume um dos papeis fundamentais de se implantar atividades culturais para resgate da cidadania, que é: Em lugar onde não há atividades culturais, a violência vira espetáculo. Isso mostra que jovens com opções de lazer e de cultura podem deixar de ser presas mais fáceis para crimes e o tráfico de drogas. A ACORDES se insere nesse contexto de apoio a grupos que precisam de orientação para uma melhoria da qualidade de vida e resgate social. 

Como colaboradora da Associação, indico a nossa conversa na Live do dia 30/12,  para quem gostar do assunto ou quiser entender sua importância. Poderá também auxiliar com comentários e sugestões no momento da Live.





Para um melhor entendimento da importância do tema, publico aqui alguns trechos baseados no artigo de
Ana Manuela Chã e Guê Oliveira (Belo Horizonte | Brasil de Fato MG |30 de Setembro de 2020) como forma de reflexão política e, ainda, para a internalização dessa temática ARTE E A CULTURA e sua vulnerabilidade nesse ano de 2020 tão cruel. 

 ARTE E CULTURA NA PANDEMIA

Cancelamento das atividades expôs a vulnerabilidade dos envolvidos na produção cultural e artística

"A arte e a cultura têm uma dimensão de produção de conhecimento intelectual e desenvolvimento da subjetividade formando nossos sentidos e nossa consciência"

 

No Brasil recente, de 2016 até hoje, a cultura vem sendo alvo dos governos, 5,2 milhões de profissionais da área cultural foram os primeiros a parar de trabalhar na pandemia e os últimos a serem considerados numa política de auxílio de emergência.  Quando a pandemia foi declarada, boa parte da cultura brasileira vivia já à custa de respiradores: o Ministério da Cultura já havia sido extinto, as políticas públicas para o campo artístico-cultural eram praticamente inexistentes, os casos de censura (e autocensura pela sobrevivência) eram cada vez mais comuns, assim como as fake news contra os profissionais da área.

A cultura e a arte tem um enorme potencial de construção de uma visão crítica da realidade e de formação de consciência, numa perspectiva humanizadora. Mesmo numa sociedade em que a indústria cultural e a visão mercadológica da arte e da cultura são predominantes, esse potencial latente de desnaturalização da barbárie e de construção de novos valores e sociabilidades é considerado uma ameaça permanente e precisa ser eliminado ou reduzido ao mínimo.

Neste cenário desolador, a chegada da pandemia e as medidas para sua contenção, em especial a restrição à aglomeração de pessoas, acabaram expondo e acentuando várias dimensões da arte e da cultura que, em geral não são percebidas pela maioria das pessoas.

Uma dessas primeiras percepções foi a de quão presentes e necessárias são para as nossas vidas as atividades artístico-culturais de todos os tipos e, mesmo que permeadas pela lógica da mercadoria, elas são na sua maioria coletivas e parte fundamental da nossa vida como seres sociais.

Por outro lado, o cancelamento das atividades acabou em certa medida expondo a situação de vulnerabilidade em que boa parte dos sujeitos envolvidos na produção cultural e artística vive e evidenciando a sua condição de classe trabalhadora, sejam artistas, agentes culturais, mestres e mestras das manifestações das culturas populares, técnicos, costureiros, eletricistas, auxiliares, entre outros.

 A pandemia expôs e exacerbou ainda mais as desigualdades sociais no país e suas consequências no acesso a direitos fundamentais como: moradia digna, a atenção à saúde e a uma alimentação saudável, entre outros, mas também o direito à literatura, à música, às artes e esportes de uma maneira geral, seja como fruição individual, seja como motor de desenvolvimento das capacidades humanas.

Enquanto uma parcela da população pode ficar em isolamento em suas casas e aí ocupar seu tempo também com a leitura de livros, o aprendizado de um instrumento, assistindo filmes e shows pela internet, outra parcela pelejou com a falta de acesso à internet – ou falta de crédito no celular, ou com o fato de não ter livros em casa, por exemplo. E uma outra parcela ainda, nem mesmo conseguiu ficar em isolamento pelo fato de ter que sair para garantir o básico para sobreviver.

 

Acreditamos que está colocada para nós a possibilidade de nos reinventarmos como seres sociais, reconhecendo-nos como espécie humana, com uma nova referência de sociedade e de valores, que tenha o cuidado com a natureza e seus recursos em nossa prática cultural cotidiana.

 

O enfrentamento à Covid-19 permitiu organizar muitas formas de solidariedade de classe, trouxe criatividade para superar o medo e o isolamento, mostrou a arte e a cultura como esse lugar necessário de respiro e de encontro, mesmo que virtual, e que precisam ser valorizadas e colocadas como dimensões estratégicas nessa reconstrução.

No pós-pandemia,  não se trata mais de uma escolha, mas sim de uma necessidade, sob o risco de deixarmos de existir. Precisamos nos reinventar nos entendermos como seres interligados, habitantes de um planeta, responsáveis pelo rumo que tomaremos enquanto humanidade.

 

Guê Oliveira, historiadora, especialista em Trabalho, Educação e Movimentos Sociais (EPSJV-Fiocruz/ ENFF), musicista e militante do MST.

Ana Manuela Chã, mestre em Desenvolvimento Territorial na América Latina e Caribe (Unesp/ENFF) e do Coletivo de Cultura do MST.

O artigo completo está em https://www.brasildefatomg.com.br/2020/09/30/artigo-arte-e-cultura-na-pandemia


foto:googleimagem



sábado, 24 de outubro de 2020

Importância do Setor de Qualidade de uma Empresa

        Esta Publicação, com alguns ajustes feitos por mim, está no blog na FNQ (https://blog.fnq.org.br/setor-de-qualidade), e, nos tópicos seguintes, pode-se entender quais são as principais atribuições do setor de qualidade e qual sua importância.

     O setor de qualidade de uma empresa conta com uma grande quantidade de atribuições. Estabelecer padrões de produção, checar o que está sendo realizado e corrigir falhas são alguns exemplos disso. Exatamente por isso, ele contribui de diversas formas com o sucesso da empresa. Esse setor permite a redução de erros operacionais, o aumento da margem líquida do negócio e o reaproveitamento de recursos estratégicos. Em última análise, tais vantagens contribuem para a construção de um negócio mais próspero, perene e competitivo.

Atribuição do setor de qualidade

Toda empresa é um organismo dividido em pequenas partes funcionais, como o setor de atendimento, publicidade e gestão de pessoas, que têm responsabilidades específicas. Uma das partes funcionais mais importantes é o setor de qualidade!

Sua principal missão é manter um elevado grau de excelência em tudo o que é realizado, sobretudo nas atividades operacionais, ligadas à atividade-fim do negócio. Desse modo, o organismo chamado empresa pode funcionar com fluidez e precisão.

Para que tal missão seja cumprida, o setor de qualidade precisa assumir uma série de tarefas, bem como distribuí-las entre seus profissionais e equipes. Pontuamos algumas, adiante:

  • adotar programas de melhoria contínua;
  • monitorar o desvio-padrão da linha de produção;
  • definir e monitorar indicadores e métricas de qualidade;
  • diagnosticar a causa raiz dos principais problemas;
  • identificar e conquistar as certificações necessárias à empresa;
  • oferecer treinamentos à atual força de trabalho;
  • identificar e corrigir desperdícios que oneram o negócio.

O cumprimento dessas atribuições depende da formação de uma equipe qualificada, bem como da contratação de talentos e disposição da alta administração. Todos, a partir do CEO, devem entender que qualidade é coisa séria, algo que determina o destino da empresa.

Benefícios do setor de qualidade de uma empresa

Existem muitos benefícios, tantos quanto se pode imaginar. O aumento da agilidade dos processos diários, a adoção de padrões internacionais, a redução de custos não estratégicos e a melhor experiência dos clientes finais são bons exemplos. Entenda melhor, adiante.

Redução dos desvios de qualidade

Vez ou outra, certos produtos não estão adequados ao padrão de qualidade da empresa e precisam ser descartados. Isso significa, portanto, que houve um elevado desvio de qualidade. O ponto é: com que frequência isso acontece? Está fora de uma taxa considerada saudável?

O primeiro benefício do setor de qualidade é garantir que o que é produzido pela empresa tenha um menor desvio padrão de qualidade. Em outras palavras, significa dizer que haverá mais consistência, resultando em menos problemas para a marca e seus clientes finais.

Redução de custos não estratégicos

Muitas vezes, os custos contam com um índice multiplicador e podem beneficiar a empresa. Investir na adoção de uma nova certificação ou no treinamento dos talentos, por exemplo, garante mais ganhos no futuro. Isso pode ser visto como um custo estratégico.

Entretanto, também existem custos não estratégicos. São gastos com erros, processos morosos ou recursos indevidos. Coisas que não são úteis para ganhos futuros e não contam com um índice multiplicador. O setor de qualidade ajuda a reduzir tais custos indevidos.

Obtenção de certificações e licenças

Certificações e licenças podem ser uma grande vantagem à organização. Esses papéis sinalizam ao mercado que a empresa atua sob sólidos padrões de precisão. Em vários casos, são até necessários à manutenção da atividade operacional do empreendimento.

Novamente, o setor de qualidade ganha destaque. Ele é o principal responsável por avaliar quais certificações e licenças são úteis à empresa, bem como promover mudanças para que o negócio atenda às exigências definidas e seja devidamente certificada e licenciada.

Melhorias contínuas das atividades

O atual cenário de negócios tem passado por uma forte transformação digital, também chamada de indústria 4.0. Nesse contexto, as empresas precisam atualizar seus processos e mudar com frequência, garantindo sempre a reformulação das suas práticas atuais.

Felizmente, o setor de qualidade pode ajudar bastante. Ele é o principal responsável pela adoção de programas de melhoria contínua. Métodos como ciclo PDCA e Seis Sigma, além de filosofias como Kaizen, são aplicados com frequência, fazendo o negócio avançar.

Disseminação de uma cultura de dados

Nos últimos anos, a ideia de uma gestão orientada por dados (data-driven) ganhou muito destaque no mundo dos negócios. Hoje, gestores sabem que não podem contar apenas com o feeling. Precisam de métricas e indicadores de desempenho, entre outros dados.

Para a introdução de uma cultura que valorize dados, o setor de qualidade é quase crucial. Ele é o principal responsável por mensurar processos, bens e serviços, munindo-se de dados que ofereçam uma visão precisa. Assim, ajuda a orientar o negócio por meio de dados.

Aumento da agilidade diária

Há muitos itens que influenciam negativamente a agilidade com a qual as coisas são feitas no expediente. A presença de erros (que exigem refação), equipes mal-treinadas e processos disfuncionais são apenas alguns exemplos, talvez os mais frequentes.

O setor de qualidade ajuda a combatê-los. Ele garante que existam menos falhas, que os times de trabalho sejam capacitadas e que o fluxo diário de processos seja planejado. Desse modo, a empresa ganha agilidade na execução das suas rotinas de trabalho.

Como tudo isso garante um negócio mais competitivo

A competitividade de uma empresa não costuma depender de grandes “jogadas”, como o lançamento de produtos disruptivos ou a reformulação do modelo de negócio. Depende, na verdade, de pessoas, processos e produtos melhores – e aí entra o setor de qualidade.

Seu objetivo é fazer pequenas “jogadas” capazes de fazer a empresa progredir, tornando-se cada vez mais ágil, precisa, rentável e resiliente. É exatamente isso que, no final das contas, resulta em algo maior e comumente desejado: a competitividade.

Empresas que desenvolvem um setor de qualidade proeminente conseguem superar seus competidores, gerar mais rentabilidade aos seus investidores, oferecer melhores empregos aos seus colaboradores e ótimos produtos aos clientes finais. Ou seja, todos ganham.


imagem: clubesebrae.com.br