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quarta-feira, 22 de junho de 2016

A imagem pessoal no mundo corporativo

Texto bem interessante que compartilho com vocês!
Aproveitem a Leitura

Qual a roupa ideal para enfrentar o mundo do trabalho? Vale barba? Cabelo comprido e unhas coloridas? O mundo é cheio de padrões. Mas, e a autenticidade, onde fica? Devo ceder ao uniforme ou recorrer ao guarda-roupa que expressa quem exatamente sou?
 São seis horas da manhã e Camila, ainda sonolenta, abre o guarda-roupa em busca de uma blusinha para acompanhar o jaleco branco da sala de aula. Ela é professora na rede estadual. Inicia a jornada às sete da manhã e sabe que retorna para casa apenas 12 horas depois. Embora seja outono, o calor ainda impera. Na sala de aula não tem ar-condicionado e os ventiladores apenas fazem circular o ar quente. Ela faz a escolha pela roupa. Evita o decote, a alça da blusa muito fina e um tecido transparente. Sabe que isso já lhe trouxe problemas.
“Na sala dos professores já fui medida com maus olhos. Na ocasião eu estava com uma blusinha verde, com alça de renda e um decote um pouco exibido. A coordenadora me chamou num canto e pediu que eu fechasse o jaleco até o penúltimo botão para entrar na sala de aula. Me senti uma freira. Só faltava o véu na cabeça”, relembra a professora.
Essa é uma das situações. Será que você consegue, ao andar pelas ruas, desvendar onde uma pessoa trabalha apenas observando sua roupa do dia a dia? Claro que não vale se atentar apenas aos uniformes e nem esticar o olho no crachá. Observe tudo: sapato, cabelos presos, comprimento das roupas, barba – no caso dos homens, brincos e outros acessórios e até uma tatuagem à mostra.
A vida impõe regras. E nesse caso não nos referimos apenas ao mundo do trabalho. Mas por que seguir o padrão tão cegamente? Necessidade de enquadramento? Desejo de pertencer e ser aceito ao grupo? Sem dúvida.
O famoso administrador e escritor Max Gehringer já disse que para não errar já nos primeiros dias de empresa, é preciso observar. “Não queira ser conhecido logo de cara pela diferença. Para ser aceito e pertencer à corporação, inicialmente seja igual, para depois poder apresentar suas diferenças que agregarão no momento adequado”, sugere ele no livro Comédia Corporativa.
A necessidade de aparentar mais idade e assim, mais responsabilidade, é um fator que favorece uma imagem que podemos perceber como fantasiosa, principalmente para jovens em início de carreira.  A pessoa que tem consciência de sua idade ganha muito mais pontos em relação àquele que parece deslocado e se fantasia de algo que não é.  Isso é válido para os novatos e também para os mais experientes e demonstra confiança em si, e consequentemente, em seu trabalho.
Esse é o caso de Diego Antonio. Aos 19 anos ele conquistou uma vaga de trainee em um banco. Gastou o que não tinha para comprar camisas, gravatas e até um terno. Ele lembra que apenas pecou em colocar uma meia branca. Mas estava pronto… pronto para um baile de gala, e não para a função que exerceria. “Eu fui colocado para prestar informações aos clientes que chegavam na agência. Me deram um jaleco colorido e fui obrigado a tirar o paletó”, relembra.
Nos dias seguintes, Diogo já nem foi de gravata. Tempos depois, já na intimidade com os colegas, soube que faziam piadinhas com estilo dele. “Chamavam-me de Otávio, que é o nome do filho do presidente do banco”.
Como não errar?Tânia Carla Manim é consultora de recursos humanos em uma empresa que recruta trabalhadores no interior de São Paulo. Segundo ela, o chamado dress code formal é o mais complicado, pois causa enjoo mais facilmente por parecer sempre um uniforme. “É o caso de quem trabalha em banco, no mercado financeiro ou no poder judiciário, por exemplo”, explica.
“Quando se é jovem, esse dress code é o mais distante da sua realidade atual e realmente fica mais complicado acertar a mão e não parecer um estranho no ninho”, completa Tânia. Segundo ela, é comum optar pelo pretinho básico, tornando a rotina diária uma chatice. “Lembre-se que existem diversas cores neutras como branco, bege, cinza, marinho, marrom, vinho e verde, para citar algumas. E dentro dessas existem muitos tons para variar as combinações”, sugere.
Classe, bom gosto e higienePara muitos, dar importância à aparência pode ser supérfluo, mas ninguém quer ser conhecido como “aquele que tem mau hálito”, “aquela descabelada” ou “o da calça preta manchada” e assim por diante. Menos ainda, ser lembrado pelo corpo malhado, decotes profundos ou pernas trabalhadas. O quesito em questão deve ser a competência, certo? E para que seu trabalho sobressaia, alguns cuidados e um pouco a mais de atenção ao visual devem ser levados em conta. Confira alguns a seguir:
  • Roupas devem estar limpas, livres de manchas, passadas e bem mantidas, sem descosturas ou botões faltando;
  • Mulheres já possuem mais hábitos de beleza na sua rotina diária, mas vale lembrar de manter em dia cabelos, make e unhas. Esmalte descascando deve sair na mesma hora. Melhor esmalte nenhum.
  • Para os homens que pensam que a rotina se restringe a tomar banho, fazer a barba (no banho mesmo para não perder tempo) e sair, fica uma dica importante: cuidem das olheiras muito fortes, pois remetem a uma bela noitada. Adiciona pontos ao visual desleixado uma bela barba por fazer, unhas encardidas ou mal cortadas. Fazer as unhas há muito tempo deixou de ser coisa só de mulherzinha.
  • Para as mulheres de cabelos longos, a dica é mantê-los presos. Transmite mais credibilidade. Principalmente se os cabelos forem ondulados ou cacheados, que para o inconsciente coletivo, são mais sensuais.
  • Não exagere nos perfumes. Existem fragrâncias para o dia e outras para a noite. Respeite os colegas que têm alergia.
  • Os acessórios podem ser um bom indicador de responsabilidade e organização no mundo profissional. Um par de óculos de grau transmitem a mensagem de pessoa estudiosa e responsável.
  • Se for visitar um cliente e chegar com uma pasta ou bolsa desestruturada, desmantelada, ponto negativo. Opte por bolsas ou pastas estruturadas para uma imagem mais organizada.
  • Um bom relógio de pulso é um acessório que agrega uma mensagem positiva e é item valorizado por todas as gerações. Não importa a sua idade ou experiência, invista em uma peça que não tenha pulseira de plástico e nunca use aquele seu antigo relógio se ele estiver desgastado.
  • E mesmo em um ambiente competitivo, seja gentil e educado. Isso nunca é demais, e você vai querer ser lembrado por isso.
CHECK-LIST
As mancadas no visual que as empresas não abonam
  • Barba sem aparar e com contornos malfeitos  
  • Cabelo sem corte ou engordurado 
  • Pelos nas orelhas e no nariz
  • Rosto oleoso e brilhante 
  • Espinhas e cravos 
  • Pelos encravados e foliculite 
  • Dentes maltratados 
  • Unhas compridas, sujas ou roídas 
  • Tatuagens nas mãos, rosto e pescoço

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Reportagem: Rafael Faria
Fonte: Por dentro do mundo corporativo
http://revistaicone.com/home/a-imagem-pessoal-no-mundo-corporativo/

IMAGEM: GOOGLE IMAGEM