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quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012

Saber falar em público é essencial

Anteriormente exigida apenas para gestores, a competência de saber falar em público, seja em reuniões, apresentações ou palestras, vem sendo requisitada também por profissionais de outros níveis hierárquicos, como analistas e assistentes. As mudanças constantes no mundo dos negócios exigem um maior preparo por parte dos profissionais, inclusive no tocante à comunicação.

Nos dias de hoje, mesmo nas atividades ditas mais técnicas, as pessoas precisam compartilhar conhecimentos. Negociar, liderar e saber se expressar com clareza são competências cada vez mais exigidas para os profissionais, independente da área de atuação. “Por conta da concorrência, a pessoa deve ter empregabilidade e um dos fatores principais é saber se relacionar e se expressar em público. Hoje, qualquer que seja a atividade, é necessário que os indivíduos se relacionem, façam marketing pessoal, executem apresentações e participem de reuniões. A dinâmica do mercado atual imprime esta necessidade”, aponta Reinaldo Passadori, especialista em Comunicação Verbal e Diretor do Instituto Reinaldo Passadori.
De nada adianta ter diversos diplomas, cursos de MBA e especializações, se o profissional não sabe se expressar. Empresas que não têm colaboradores com este perfil vêm investindo nesta competência para que sejam mais aptos a desenvolver a habilidade de se expressar bem diante das situações do dia a dia. ““Falar com propriedade, segurança, técnica e objetividade faz com que o indivíduo marque presença e valorize o que sabe. Ganha muito mais prestígio a pessoa que se comunica bem e sabe menos do que a que tem muito conteúdo, mas não sabe expor isto a seus colegas”, conta Passadori. Para ele, a timidez pode ser considerada o principal agente de dificuldade: “o medo, a insegurança e a ansiedade fazem com que a pessoa se retraia e não tenha plenitude no desenvolvimento de suas idéias”.

Confira, abaixo, dicas básicas para desempenhar um bom papel no ato de falar em público:

·        Eleve sua autoestima: Perceba quais são as suas maiores virtudes para usar isto a seu favor no ato de uma apresentação ou reunião;

·        Treine: Enfrente situações e perceba que, por mais que seja difícil, esta prática irá desenvolver esta competência cada vez mais;

·        Se prepare: Tenha consciência de qual é a intenção de seu discurso e analise o público alvo da mensagem (expectativa e vocabulário das pessoas);

·        Calcule o tempo: Analise a duração do que vai falar para que discorra de forma equilibrada;

·        Utilize recursos: Ferramentas audiovisuais, como projetores, potencializa a apresentação e dá suporte do discurso se usadas de forma criativa.


Fonte: 31/01/2012 - Autor: Caio Lauer  (http://msn.catho.com.br/?State=noticia&id=13608)

domingo, 26 de fevereiro de 2012

Comunicação Empresarial, Ética e Gestão do Conhecimento: o dito pelo não dito

(By Carmen Fonseca)

O futuro será das empresas que pensarem mais nas pessoas do que em si mesmas (Ben Van Schaik, ex-presidente da Daimler-Chrysler/Mercedes-Benz do Brasil).
...Se uma mudança estratégica ou uma crise interferem diretamente na atuação do funcionário, a transparência, a honestidade e a ética são fundamentais, pois, sem elas, dificilmente a empresa conseguirá o engajamento dos seus colaboradores na busca de soluções. (Gustavo Gomes de Matos)
A maioria das empresas prefere resolver as crises de portas e bocas fechadas. A direção resolve e ninguém fica sabendo. Algumas vezes dá certo, mas, quase sempre, o resultado é medíocre e o problema retorna pior do que antes (Gustavo Gomes de Matos).

Quem na infância já brincou de telefone sem fio?
Pois é, o processo de comunicação nas empresas é umas das grandes queixas dos profissionais atualmente. Como na brincadeira do telefone sem fio, uma informação que sai de uma ponta (emissor), quando é mal circulada, chega completamente diferente na outra ponta (receptor). O interessante é que chega atendendo a determinados interesses. É possível!?! Sim. Por isso os colaboradores reclamam, dizem que a informação não circula e que a notícia raramente chega da forma real. Os “ruídos” no caminho a tornam, muitas vezes, dolorosa para quem está recebendo e que a “rádio peão” ou “rádio corredor”, processo informal da comunicação interna, é mais forte do que o processo formal. Francisco Gomes de Matos diz que “a consequência natural de uma comunicação deficiente ou ausente é o boato. Quando a administração não oferece respostas os funcionários inventam-nas”.
Informação empresarial, hoje, é conhecimento. E pode ser um grande diferencial de competitividade para as empresas.
Os atuais gestores precisam lembrar, ainda, que a comunicação não está separada das questões éticas, porque ela exerce grande influência na formação e manutenção dos valores, credibilidade e identidade institucional. Ter ética na comunicação empresarial é pautá-la na verdade, procurando sempre ter respeito aos diversos públicos de interesse da organização (stakeholders) e compromisso com a sociedade e meio ambiente. Outro fator importante é que a comunicação não venha a atender públicos direcionados, ou seja, comunica-se o que é “pertinente” e para determinado segmento. Grande erro. Com isso existe o risco maior da comunicação informal prevalecer sobre a formal. Segundo Maquiavel, em O Príncipe: é ético o que interessa ao bem comum e não o que interessa meramente ao príncipe.
Nas empresas em que a comunicação circula fluentemente há o favorecimento de um bom ambiente de trabalho e manutenção de uma clientela fiel, além de fortalecer a imagem institucional.
Atualmente, na chamada Era do Conhecimento, o grande desafio das empresas é incentivar a circulação da informação e conhecimento entre os funcionários e entre as áreas de trabalho. Segundo Gustavo Gomes de Matos, os conflitos, brigas e disputas internas, entre diretores, gerentes e funcionários, são consequências comuns nas empresas que desconsideram a importância do diálogo. A diversidade de pensamento contribui para o enriquecimento da criatividade da empresa na busca de soluções e inovações. Pessoas com pontos de vista diferentes podem trabalhar juntas e integradas por objetivos comuns. Comunicação é vida, é emoção, é sentimento, é plenitude humana. Pessoas e empresas que compreendem a essência dessa mensagem costumam ser bem-sucedidas em suas áreas de atuação.

            O incentivo à cultura do diálogo é muito importante, como também práticas de gestão do conhecimento que busquem a circulação da informação, que atualmente é estratégica para a empresa. Tais práticas podem ser: - projetos de Portais Corporativos; - programas de Aprendizagem Organizacional e crescimento contínuo; - sistemas de Inteligência Empresarial; - projetos de Universidades Corporativas; - implementação de Comunidades de Práticas, dentre outras.

            Destacam-se também atitudes comunicativas, tanto dos líderes como dos colegas, que podem se resumir nos seguintes aspectos: - estimular nas pessoas o sentimento de pertencimento; - criar um clima que estimule os desafios e a criatividade; - cuidar da equipe e inspirar entusiasmo; - respeitar as diferenças individuais e as diversidades culturais; - elogiar e dar feedback às pessoas; - ser flexível; e - manter o autocontrole, lidando adequadamente com seus sentimentos e com os das outras pessoas


O papel da liderança 
Atribui-se a Frank Sinatra a frase: se você não puder dizer algo agradável, não fale, é o meu conselho. Como seria bom que alguns líderes soubessem disso. Incrível são os que não favorecem o diálogo e quando tentam, só fazem estressar mais o processo. São dignos de pena! Mas os funcionários sofrem as consequências. E como!
Na empresa, de nada vale produzir um jornal, folder ou revista para os funcionários, ter um sistema de rádio ou tv corporativa, uma intranet bem estrutura, se as lideranças não se entendem, não se respeitam e não respeitam os colaboradores. Muitos dos problemas organizacionais estão ligados à desvalorização do relacionamento humano.
Não há sucesso na implantação de práticas gerenciais se os líderes não se comprometerem e se envolverem, ou seja, patrocinarem seu desenvolvimento em busca do sucesso de todos. Com práticas de comunicação não é diferente. A boa comunicação tem que fazer parte da “agenda” dos gestores. Ações que busquem a transparência e o sucesso de um ambiente favorável à comunicação interna, dependem de lideranças engajadas em promover e consolidar a cultura do diálogo.
A transparência das ações, a honestidade de propósitos e a ética corporativa trafegam pelo caminho da abertura para a comunicação. Os gerentes não estão na posição que ocupam apenas para dar ordens, mas para OUVIR o que o funcionário diz e procurar gerar um clima de envolvimento e motivação pelo trabalho.
Quando um colaborador recebe uma orientação, às vezes mal redigida ou mal verbalizada e não tem possibilidade de questionar, as consequências são ruins, tanto para o profissional como para a empresa. A comunicação não é uma via de mão única, deve existir, acima de tudo, o diálogo. Essa prática pode criar laços entre os gestores e suas equipes e entre os colegas de trabalho. Afinal, todos estão em busca de um objetivo comum.
Segundo Gustavo Gomes de Matos, a falta do diálogo, de abertura à conversação, de uma estimulante troca de ideias, impressões e sentimentos são, sem dúvida alguma, o que mais prejudica o funcionamento de organizações. Num ambiente em que haja comunicação e diálogo, existe motivação para superar desafios e metas. Quando existe uma relação de confiança e de entendimento entre gestor e funcionários, uma crise pode servir para unir e motivar as pessoas a encontrar soluções e novas ideias, capazes de transpor os mais difíceis obstáculos.

Concluindo, uma empresa que busca ser competitiva, socialmente responsável e transparente em seus atos, deve desenvolver a ética da comunicação plena e integral. Lembrando sempre que o sucesso empresarial é o objetivo de todos, lideres e funcionários.
Quando a empresa não preza por esse diálogo e pela busca da comunicação eficaz as notícias fluem de maneira errônea, as pessoas são prejudicadas e sentem-se desmotivadas. E quando vão à busca da informação correta não tem quem explique ou esclareça e fica o dito pelo não dito!
  

Referências
-CEZAR, Carlos Henrique. Nada substitui o diálogo. In DAMANTE, Nara e LOPES, Marcelo. Comunicação Empresarial, ano 12, n. 45, 2002.
-Artigo: Comunicação e motivação: uma questão de relacionamento humano (Gustavo Gomes de Matos)
-Matos, Gustavo Gomes de. A Cultura do Diálogo. Editora Campus / Elsevier

sábado, 25 de fevereiro de 2012

De onde vem algumas expressões populares? (Parte I)


            Sempre pesquisei sobre as expressões populares que utilizamos em nossa língua. No site do Prof Nélson Sartori, encontrei algumas delas. Vou publicar, a cada final de semana, as mais conhecidas e que circulam até hoje entre nós. O professor resgata os conceitos de revistas especializadas como LÍNGUA PORTUGUESA – Ed. SEGMENTO e AVENTURAS NA HISTÓRIA - Ed. Abril .           


1. “Sangue nos olhos”
Quanto mais vontade de vencer, melhor o termo é usado para caracte­rizar pessoas que são destemidas, amam desafios e encaram os obstá­culos com uma gana incondicional de superá-Ios. De acordo com Luís da Câmara Cascudo em Locuções Tradicionais do Brasil, um dos primeiros brasileiros notórios a osten­tar o atributo foi dom Pedro I - em Portugal, dom João lI. A origem da expressão também chegou ao país vinda de terras portuguesas. "Tan­to valia ser godo e neto dos antigos conquistadores como ter os olhos abrasados", escreveu o autor João Ribeiro. A diferença é que em Por­tugal o termo era usado em sinal de fidalguia. No Brasil, no entanto, ele denuncia homens audaciosos e corajosos. CAROLINA SILVA. (AVENTURAS NA HISTÓRIA - Ed. Abril)



2. “Amarrar o bode”
Depois de preso, o bicho fica arisco e perigoso
 Quando dizemos que alguém amarrou o bode é porque a pessoa está de cara amarrada, mal-humo­rada, ranzinza e muito irritada. A origem da expressão deriva do próprio comportamento do animal que dá nome à expressão. Nor­malmente criados em liberdade perambulando pelo pasto, quando amarrados, os bodes se tornam impacientes e rebeldes e dão iní­cio a um verdadeiro berreiro. A expressão é usada, então, para indicar a insatisfação de alguém perante determinada situação. Mas o termo pode ainda ser usa­do para indicar o fim da liberdade (amorosa), no momento em que um casal resolve assumir um re­lacionamento sério. C. S. (AVENTURAS NA HISTÓRIA - Ed. Abril)



3. “Sangria desatada”
 No século 16, era sangue para todo lado
 Ainda antes de Hipócrates, du­rante o século 5 a.C., os médicos tinham o costume de sangrar o paciente para expelir os agentes da doença que o acometia. Mas, às vezes, a prática saía pela culatra e o doente embalava num sangra­mento que podia o levar à morte. Essa hemorragia, também conhe­cida como fleborrexis, ainda era praticada no século 16. "É verdade que há pouco roguei em uma carta que não sangrasse mais!", escreveu a madre Maria Bautista à priora de Valladolid, na Espanha. Esse san­gramento descontrolado exige cui­dados rápidos e eficientes. Assim, quando dizemos que alguma coisa não é uma "sangria desatada", es­tamos querendo dizer que ela não precisa ser resolvida com urgência desmedida. JOANA SANTOS. (AVENTURAS NA HISTÓRIA - Ed. Abril)


quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012

Ótima Reflexão!


Planejamento Estratégico Pessoal

 Profª Carmen Fonseca 

Fácil é sonhar todas as noites. Difícil é lutar por um sonho.(Drummond)

Se você se concentra naquilo que não quer, em vez de se concentrar naquilo que quer, é o mesmo que estivesse dirigindo um automóvel olhando somente o espelho retrovisor. Você sabe de onde está vindo, mas não sabe para onde vai.
Saulo Fong


Devemos identificar as coisas que nos fazem sofrer. Pois se não tomarmos uma decisão em relação a estas situações o drama da vida decidirá por nós. Tudo dependeria da sorte. Melhor do que mudar de lugar é mudar a postura interna.
Ken O'Donnell




1. Introdução

            Possuímos na vida muitas metas e planos que desejamos realizar. Ao escolhermos um foco para perseguir (visão de futuro), precisamos de um caminho para chegar lá (plano de ação), que nos possibilitará saber o que realmente queremos.
            Isso pode evitar que tomemos rotas diferentes das que escolhemos, nos distanciando cada vez mais do objetivo proposto.
            O planejamento pessoal precisa de um plano de ação registrado, para que possamos visualizar melhor os caminhos que deveremos seguir para alcançar nossos objetivos. Para isso, primeiramente, precisamos ter uma missão na vida, ter uma visão de futuro e saber que objetivos queremos alcançar, as metas a eles relacionadas e os valores que norteiam nosso comportamento e direcionam nossa vida.
            Se as metas não estiverem coerentes com nossos valores, dificilmente estaremos satisfeitos com nossas vidas e, pior, se essas metas estiverem em desacordo com nossos sentimentos e expectativas, sentiremos um vazio interior que poderá nos deixar confusos, sem direção e deprimidos.
            Este material se destina a repassar orientações para elaborar o planejamento, pode ser adaptado de acordo com a necessidade de cada um, seguindo sua intuição.


2. Áreas (saúdes) nortedoras para o Planejamento Pessoal e Elaboração do Plano de Ação
            Conhecer-nos, conhecer nossos valores e sabermos o que realmente a vida significa para nós, é de fundamental importância para elaborarmos o nosso plano de ação. As metas e, principalmente, os valores, podem ser modificados, pois à medida que evoluímos, amadurecemos e vamos adquirindo novos conhecimentos, nossos valores também evoluem. Para elaborarmos o Plano de Ação, devemos levar em consideração oito áreas ou saúdes:
a)      Saúde Física – está relacionada com o corpo físico. O que andamos fazendo para mantermos nosso corpo sadio?
b)      Saúde Espiritual – está relacionada com o nosso auto-desenvolvimento como ser. O que estamos fazendo para mantermos nossa paz de espírito?
c)      Saúde Intelectual – está relacionada com o aprendizado. Quantos livros temos lido? Que cursos estamos fazendo? Estamos indo a cinema, teatro, concertos? Temos estudado suficiente?
d)     Saúde Familiar – está relacionada aos relacionamentos familiares. Como temos tratado os familiares próximos a nós? O que está impedindo uma harmonia maior com nossa família?
e)      Saúde Social – está relacionada com a sociedade como um todo. O que temos feito para vivermos em uma sociedade mais justa? O que temos feito para ajudar o próximo? Estamos nos dedicando a alguma instituição de caridade?
f)       Saúde Financeira – está relacionada com as finanças. Temos planejado como poupar dinheiro para o futuro? Onde temos investido nosso dinheiro? Temos uma planilha de gastos e lucros? (sugestão Anexo II).
g)      Saúde Profissional – está relacionada com a carreira. Estamos na profissão que desejamos? Sabemos nossos objetivos e o que realmente queremos? Queremos mudar de profissão? Pretendemos crescer na empresa? Qual a motivação para continuar nessa profissão?
h)      Saúde Ecológica - está relacionada com a natureza e o planeta em que vivemos. O que temos feito para viver em harmonia com a natureza? Temos algum programa de lixo seletivo? Temos desperdiçado muita água? Precisamos cuidar do meio ambiente em que vivemos. O que temos feito para isso?

3. Como montar o Plano de Ação

            Existem várias maneiras para elaborar o planejamento pessoal, como já foi dito, apresentam-se aqui algumas orientações que podem ser modificadas de acordo com as necessidades de cada um. O objetivo deste material é ajudar a construir o futuro. Levando a sério, encontraremos alguns caminhos que poderão nos conduzir a um futuro promissor e equilibrado.

3.1 Plano de Ação
            Será o detalhamento do nosso planejamento pessoal. Deve ser registrado em um caderno, fichas ou em arquivo de computador, dividido em oito partes que serão as oito áreas (ou saúdes).

PARTE I – Geral
            Nessa fase serão definidas:
·         Missão pessoal – passo 1;
·         Visão de futuro – passo 2 e
·         Valores da nossa vida – passo 3.
A missão, visão e valores, são únicos na nossa vida. Não são estáticos, podem ser modificados, mas são únicos e individuais.
No anexo I, encontra-se o formulário correspondente, preenchido como exemplo. Não precisa definir para cada uma das áreas (saúde) essas variáveis (missão, visão e valores).


PASSO 1 – Definir a MISSÃO PESSOAL 
            A declaração da missão descreve o que somos e de que forma contribuímos para o mundo à nossa volta. A missão pessoal diz, de forma mais específica, o que nossas ações e intenções representam de fato. Mostra onde estamos agora, o que somos, nossos talentos e o que fazemos que repercute na nossa vida e na dos outros.
     
 PASSO 2 – Definir a VISÃO DE FUTURO – aonde se quer chegar
            Quando temos uma visão, conseguimos ter motivação (motivo para a ação), superar obstáculos, enfrentar desafios e lutar por algo que se deseja muito. A visão indica como queremos estar dentro de um determinado prazo estabelecido (semelhante ao objetivo geral).

PASSO 3 – VALORES
Relacionar os valores mais importantes que nos acompanham durante a vida.

PARTE  II – Plano de Ação - detalhamento
            Nesse momento será realizado o detalhamento do nosso plano de ação, dentro de cada área específica (saúde). Para isso sugere-se um formulário, cujo modelo encontra-se nos exemplos e em anexo.

PASSO 4 – Definição dos Objetivos
São semelhantes aos objetivos específicos, devemos defini-los juntamente com as metas correspondentes, como e o que fazer para realiá-las e o prazo previsto. O importante é ter consciência de que não precisamos estabelecer metas quantificáveis para o ano (ou período determinado). Devemos começar com metas realistas e desafiadoras. Quando o empreendimento é muito grande devemos dividi-los em pequenas metas. O registro deve ser de maneira objetiva e detalhada para que possamos acompanhar permanentemente.
Em seguida iremos para o passo 5, onde faremos o diagnóstico correspondente a cada área (saúde).
EXEMPLO:

SAUDE:  FAMILIAR

OBJETIVO: Construir uma casa de praia
Meta
O que fazer/
Quando Começar?
Como fazer isso
1. Fazer uma poupança
1. abrir conta poupança para depositar xx% do salário todo mês
1 No mês “X” – XX/XX/xx
1 Cortando a despesa com Viagem De Fim De Semana
2. Comprar um terreno
2. Pesquisar melhor áreas e praias para adquirir um terreno
2.1 Pesquisar o preço
2 Dia xx/xx/xx
2.1 Imediato – xx/xx/xx
2. Ligar para um corretor de imóveis e consultar jornais especializados

PASSO 5 – DIAGNÓSTICO

            Após definir os objetivos e detalhar as metas, devemos avaliar sinceramente as condições que estão nos cercando e definir quais são as circunstâncias que podem ajudar ou atrapalhar atingirmos nossas metas. Para cada uma das áreas (saúde) que formos detalhar será necessário diagnosticar:

a)      AMEAÇAS – são todas as circunstâncias externas que podem nos prejudicar  atingir as metas. 
b)      OPORTUNIDADES circunstâncias externas que podem nos facilitar atingir as metas.
c)      FORÇAS características pessoais que podem nos facilitar atingir nossas metas.
d)     FRAQUEZAS - características pessoais que podem nos prejudicar atingir nossas metas.

EXEMPLO:

SAUDE:  FÍSICA

OBJETIVO: Alcançar o peso XX kg, até nn/nn/nn
Meta
O que fazer/
Quando Começar?
Como fazer isso
1. Ter uma alimentação saudável
1. Comprar mais verduras e legumes
1 hoje – xx/xx/xx
1 prepar o almoço com mais legumes e verduras
2. Fazer exercícios físicos
2. Matricular em uma academia
2. dia xx/xx/xx
2. procurar uma academia próxima a minha residência...
DIAGNÓSTICO
AMEAÇAS
OPORTUNIDADES
FORÇAS
FRAQUEZAS
2 Tempo para praticar exercício
2 Academia próxima à residência

2 Vontade

2 Problema no joelho

2 Grande volume de viagens
2 Preço acessível
2 Entusiasmo
2 Horário de acordar (tarde)


PASSO 6: QUE ESTRATÉGIAS UTILIZAR

            Agora que fizemos o diagnóstico, devemos procurar analisar criticamente todas as dificuldades. Quanto às ameaças, devemos pensar no que poderia neutralizá-las, de que forma estamos lidando com elas, se elas estão realmente interferindo no nosso dia-a-dia; se estamos dando muita importância para elas ou, ainda, será que nossos opositores estão nos influenciando?
            Sobre as oportunidades, devemos aproveitar o máximo que pudermos. Potencializá-las. Conhecer pessoas para nos ajudar. Conselhos, situações problemas, nossas e dos outros, experiências de amigos, exemplos, tudo pode ser utilizado como aprendizado. Devemos ter consciência também de que as fraquezas existem. Devemos procurar conhecê-las e avaliar se elas realmente têm algum fundamento.
Sobre as nossas forças, devemos utiliza-las para neutralizar os aspectos negativos que nos cercam. Devemos acreditar em nós mesmos!

EXEMPLO:

SAUDE:  FÍSICA

OBJETIVO: Alcançar o peso XX kg, até nn/nn/nn
Meta
O que fazer/
Quando Começar?
Como fazer isso
1. Ter uma alimentação saudável
1. compar mais verduras e legumes
1 hoje – xx/xx/xx
1 prepar o almoço com mais legumes e verduras
2. fazer exercícios físicos
2. matricular em uma academia
2. dia xx/xx/xx
2. procurar uma academia próxima de minha residência...
DIAGNÓSTICO
AMEAÇAS
OPORTUNIDADES
FORÇAS
FRAQUEZAS
2 Tempo para praticar exercício
2 Academia próxima à residência

2Vontade

2 Problema no joelho

2Grande volume de viagens
2 Preço acessível
2 Entusiasmo
2 Horário de acordar (tarde)
QUE ESTRATÉGIAS UTILIZAR
QUANDO

1 fazer fisioterapia para o joelho
Iniciar dia xx/xx/xx

2 Acordar mais cedo
Iniciar dia xx/xx/xx

3 procurar  nos locais das viagens praça próxima ao hotel para fazer caminhada
Sempre que viajar

4 hospedar em hotel que tenha sala de ginástica
Sempre que viajar



PASSO 7 – ADMINISTRAÇÃO DO TEMPO
           
            Quando realizamos o planejamento pessoal, temos um momento de reflexão, porque estamos procurando, além de estabelecer metas que nos orientam na vida, estamos fazendo um diagnóstico da nossa situação atual, levantando as forças, fraquezas, ameaças e oportunidades e procurando melhorias. Muitas vezes isso nos faz ver a vida de forma diferente e dar importância àquilo que realmente tem importância.
            Devemos também lembrar que a administração do tempo é fundamental. O correto aproveitamento do tempo não envolve somente planejamento, mas a própria vida diária. Se tivermos o planejamento pessoal podemos aproveitar melhor as oportunidades, sem desperdiçar recursos em excesso ou direcionar esforços para atividades erradas.
Precisamos olhar para todas as coisas que consomem o tempo e/ou dinheiro e, nos perguntar: isso realmente é necessário?!?! Se a resposta for negativa, não devemos perder tempo nem dinheiro com isso.

            Nos anexos (I e II) seguem as sugestões dos formulários do plano de ação e de planilha de custos.




Poder é ser confiante de que mesmo que poucas batalhas possam ser perdidas, a grande guerra
será vencida.
Apesar do objetivo parecer muito alto e distante, seja determinado para alcançá-lo.
Nada o ataca ou distrai.
Não tenha medo, não tenha pensamentos fracos ou dúvidas. Tenha força e use-a para enfrentar.
Não recue das impurezas de dentro e de fora.
Não se afete pelos objetos no caminho, sejam eles obscuros ou resplandecentes.
Seja incansável e a palavra obstáculo deixará de existir para você.

Brahma Kumaris

 


ANEXO I – Formulário 1: Quem sou e Onde quero chegar

NOME

DATA DA ELABORAÇÃO
LOCAL

PRAZO PARA REALIZAÇÃO
XX/XX/XX – sugestão 4 anos
1. DEFINIÇÃO DA MISSÃO PESSOAL

Servir à minha família, amigos e sociedade. Sendo responsável, atencioso e bem sucedido para possibilitar a todos que me cercam, e a mim mesmo, uma vida confortável.



2. DEFINIÇÃO DA VISÃO DE FUTURO

Ser o melhor promotor de vendas da empresa em sua unidade do Nordeste.

3. VALORES
Respeito ao próximo
Amor aos meus familiares
Responsabilidade no trabalho
Ética nas relações



ANEXO I – Formulário 2: O que quero realizar e como
Lembrando para cada área é importante definir objetivos próprios, metas e construir um diagnóstico específico.

SAUDE: 

OBJETIVO:
Meta
O que fazer/
Quando Começar?
Como fazer isso








DIAGNÓSTICO
AMEAÇAS
OPORTUNIDADES
FORÇAS
FRAQUEZAS








QUE ESTRATÉGIAS UTILIZAR
QUANDO










Anexo II – Planilha de custos e lucros (completar com os meses)


RECEITAS
Jan
Fev
Mar
Salários (1+2+3...)
Outras rendas extras
Total Receitas
DESPESAS
Jan
Fev
Mar
Academia
Água
Aluguel/Prestação casa própria
Anuidade de cartões
Aposentadoria complementar
Cabeleireiro
CDs, Fitas, acessórios
Cinema
Combustível
Condomínio
Cosméticos
Curso Superior - pós
Cursos Extras
Dentista/ Médicos
Empregada
Estacionamento
Gás
Imposto de Renda DARF
Impostos - Detran
Internet
IPTU
Juros Banco  + CPMF + Tarifas
Juros Ch Esp
Juros de empréstimos
Lavagens do automóvel
Lavanderia
Locação de Vídeo
Luz
Material Escolar
Medicamentos
Mesada aos filhos
Multas
Outros (hotéis, férias, crediário)
Passagens
Passeios
Plano de Saúde
Restaurantes/Cafés/Bares/Boates
Seguro Automóvel
Seguro de Vida
Supermercado
Telefone Celular
Telefones Fixos
TV por Assinatura
Vestuário
Total despesas
Diferença Receita - Despesa


BOA SORTE!



 Fonte: Baseado em Saulo Fong – Instituto União e  Cyro Rodrigues Barreto – T&D e Consultoria
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