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sexta-feira, 23 de dezembro de 2016

ANO NOVO...TEMPO NOVO


......Quando se vê, já terminou o ano... ( Mário Quintana)

...é isso!
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Cada ano que vai terminando, podemos fazer reflexões para o próximo que vem, mas nunca deixar de sentir o que ficou para trás. O tempo é muito rude, vários compositores e poetas retrataram isso em seus escritos.
O Tempo passado, não é esquecido ou morto, ele apenas é.... passado.
O ontem já foi, vamos esperar o que nos trará o amanhã.
É sempre assim. Ficamos na expectativa de um Ano Novo melhor, mas será que estamos preparados para mudar?
A “culpa” é sempre do “ano”. Ano ímpar, ano par, será?
Será que fizemos o suficiente para nos tornarmos pessoas melhores?
Mas o que significa, realmente, tempo?
O dicionário diz: duração relativa das coisas que cria no ser humano a ideia de presente, passado e futuro; período contínuo no qual os eventos se sucedem. Se perguntarmos a uma criança, essa não vê o tempo futuro. Para ela o tempo é de brincar; já a mocinha, quer ver logo passar, para seu primeiro namorado chegar!; o idoso vê com nostalgia e lembra-se do passado, porém continua sempre a confiar em bons tempos; e os amantes, quando juntos estão, não querem que o tempo pare. Que permaneça o presente!
Tempo!
Tempo que sonhamos
Tempo esperado
Tempo desejado
Quando estamos em momentos felizes, o tempo faz questão de voar.
Mas se a tristeza nos invade, ele teima em não andar.
Muitas vezes. são por lembranças que insistimos em reviver e que o coração teima em não esquecer.
Quando fechamos os olhos e começamos a lembrar do ano que está acabando,revivemos que passamos por tantas coisas conturbadas na política, economia e sociedade.
Mas em tempos melhores, estamos sempre a acreditar.

O tempo, mesmo que ele insista em passar
A esperança nos diz: que sempre é tempo de sonhar, crer e amar.
Que sempre é tempo de ser feliz!

Feliz Natal!

E que no próximo ano tenhamos mais tempo para rever os amigos; brincarmos com os filhos e netos e cuidarmos mais de nós.

Feliz Ano Novo!!!!
Ou será, FELIZ TEMPO NOVO!?!?!

São os desejos do Blog Vida, saber e cultura.
 
(Carmen Lúcia Couto)

domingo, 20 de novembro de 2016

seminário Seja Competitivo - Produza com Qualidade

Pessoal, no dia 24/11 haverá o seminário Seja Competitivo - Produza com Qualidade, organizado pelas minhas turmas de Engenharia de Produção (6º e 7º períodos) e Produção Industrial (2º e 4º períodos), da disciplina de Administração da Produção I.   
 INSCRIÇÕES NO DIA E
 NO LOCAL

Na programação está: -palestra ministrada pelos alunos; -apresentação de vídeos; -sorteios de brindes, para quem levar roupas para doação; -palestra ministrada pelo gestor do Estaleiro Atlântico Sul; -lanche no final; -certificado de participação; e - oito horas de atividade complementar.


segunda-feira, 14 de novembro de 2016

100 anos de samba: Conheça as raízes do gênero musical que se tornou símbolo nacional

Em 2016 comemora-se 100 anos de samba. Esse texto da Carolina Cunha, Novelo Comunicação, resume a história do ritmo mais popular do Brasil. 
100 anos de samba: Conheça as raízes do gênero musical que se tornou símbolo nacional 
"Quem não gosta de samba bom sujeito não é", diz o refrão de uma famosa música brasileira. O samba é considerado o ritmo mais popular do país. Você sabia que em 2016 o samba completa 100 anos?
A data remete ao primeiro samba oficialmente registrado no país na Biblioteca Nacional. A música “Pelo Telefone” foi registrada em 1916 por Donga (1890-1974), mas foi composta coletivamente na casa de Tia Ciata (ver abaixo).  Com essa música, a palavra samba também apareceu pela primeira vez no selo de um disco de vinil.
“Pelo Telefone” é considerado um maxixe (ritmo fruto da fusão da polca europeia com o lundu de origem africana), mas que entrou para a história como o primeiro samba oficial do país. Apesar disso, muitos outros sambas foram compostos antes de "Pelo Telefone".

Herdeiros de Tia Ciata

No início do século 20 o Rio de Janeiro era um lugar efervescente. A República acabara de se proclamada e o país vivia os primeiros anos após a Abolição da Escravidão (1888). A cidade crescia e se modernizava, atraindo uma massa de trabalhadores negros e migrantes vindos de diversas regiões do país.
Na zona portuária da capital carioca se destacava a região da Pedra do Sal, considerada berço do samba carioca. Desde o século 18 funcionava no local um mercado de escravos, o Cais do Valongo, que entre 1769 e 1830 foi porta de entrada no Brasil para 500 mil escravos oriundos da África. No século 19, escravos vindos do Nordeste também desembarcam na cidade para trabalhar nas plantações de café do Vale do Paraíba e no interior paulista.
Após a Abolição, os escravos alforriados foram marginalizados e não houve uma política de integração dos libertos. Muitos foram viver nos arredores da praça Onze e da Pedra do Sal, local em que já existiam remanescentes de um quilombo. Soldados negros egressos da Guerra do Paraguai também foram viver nos morros próximos. Essa comunidade negra de diferentes origens passou a ser conhecida como “Pequena África”, onde hoje ficam os bairros de Santo Cristo, Saúde e Gamboa.
Era na Pedra do Sal, local simbolizado por uma rocha, que estivadores começaram a se reunir em rodas para cantar e dançar. Ali também eram realizadas rodas de capoeira e surgiram os primeiros ranchos carnavalescos, afoxés e rodas de samba.
A cultura afro-brasileira se formou a partir da cultura trazida pelos escravos com a mistura de influências europeias. Os batuques estavam presentes nas fazendas coloniais e em festas religiosas, em manifestações afro-brasileiras como o jongo, a umbigada, o tambor de criola e a congada.
Os gêneros musicais considerados ancestrais diretos do samba são o lundu e o maxixe, que ficaram muito populares no final do século 19 e no começo do século XX. O lundu trazia músicas com letras bem-humoradas e uma dança com caráter sensual. O maxixe usava flauta, violão e cavaquinho em sua formação e influenciou a criação do chorinho.
Um dos grupos mais numerosos de migrantes no Rio de Janeiro eram os negros que chegavam da Bahia.  Um grande fluxo de baianos foi viver em volta do cais e nos cortiços e velhas casas do centro, onde a moradia era mais barata e os homens podiam buscar emprego como estivadores.
As famílias baianas se organizavam em torno de tradições religiosas iorubás e sob a liderança de mães e pais de santo que criaram seus candomblés em casas da Pequena África. O famoso terreiro do babalorixá João Alabá atraia gente de toda a cidade. Esses centros desempenharam um papel fundamental para fortalecer a organização social daquela comunidade negra. 
As mulheres baianas eram conhecidas como “tias” e se destacavam pela rede de relações e pelo apoio que prestavam à comunidade e às famílias que chegavam ao Rio. Muitas eram donas de pensões e vendiam comida para os trabalhadores. Nos terreiros das casas das tias baianas aconteciam os ritos e celebrações religiosas, mas também festas que só terminavam na manhã seguinte.
Outra base de formação do samba carioca foi o samba de roda baiano, trazido pelos migrantes baianos. Com origem no século 19 no Recôncavo baiano, o samba de roda é uma manifestação cultural em que em que os homens tocam e as mulheres dançam uma de cada vez, ocupando o centro da roda.
Existe ainda o formato em que o casal ocupa o centro da roda, acompanhados por canções e palmas. Os músicos tocam tamborins, cuícas, pandeiros, viola, reco-recos e agogôs. Acredita-se que o gênero teria surgido inspirado pelo “semba”, ritmo africano.
Os baianos também estavam à frente dos ranchos negros, que promoviam festas em datas religiosas com batuques, danças e cortejos pelas ruas do centro do Rio de Janeiro. Os chamados “ranchos” são considerados importantes para a origem dos desfiles de carnaval e podem ser comparados aos atuais blocos carnavalescos, com fantasias e enredos próprios.
Uma das baianas mais famosas foi Hilária Batista de Almeida, a Tia Ciata. Nascida em Santo Amaro da Purificação, ela foi mãe de santo, costureira e doceira. Vendia quitutes e doces no tabuleiro pelas ruas do centro. Em sua casa na praça Onze, Tia Ciata atuava como uma verdadeira agitadora cultural e promoveu lendários bailes que atraiam visitantes de diferentes partes da cidade e que formaram uma nova geração de músicos cariocas.
O samba passou a usar inovações melódicas e instrumentos musicais como a flauta, o cavaquinho e o violão, instrumentos que vão fundar a base do chorinho. Na sala de Tia Ciata, o choro e o maxixe eram tocados por grupos instrumentais. No quintal, aconteciam as rodas de samba num formato mais livre.   
A palavra samba era utilizada inicialmente como sinônimo de festa e não como um gênero musical: “Vamos a um samba na casa de Tia Ciata”. As letras nasciam nas rodas e os versos eram improvisados por todo o grupo, com o público marcando o ritmo na palma das mãos.  Ainda não existia o rádio e essas festas também serviam para divulgar sambas novos.
Pela casa de Tia Ciata passaram grandes nomes da música negra brasileira como João da Baiana, Pixinguinha, Sinhô e Donga, considerados por muitos sambistas como os grandes mestres do gênero. Em 1916, reunidos na casa da Tia Ciata, Donga e outros músicos compuseram “Pelo Telefone” em uma roda de samba.
A morte de Tia Ciata, em 1924, é considerada como o símbolo do fim de uma época - o nascimento do samba carioca.  Mas a Pedra do Sal se tornou um tradicional ponto de encontro de sambistas e admiradores deste estilo musical e hoje é um dos principais locais de memória e resistência da cultura afro-brasileira.
Em 1928 é fundada no Rio de Janeiro a "Deixa Falar", considerada a primeira escola de samba da história. Ela deu origem à atual Escola Estácio de Sá. Seus integrantes são considerados pais do formato clássico do samba - com ritmo mais dançante (menos influenciado pelo maxixe) e introdução do uso de cuíca, surdo e tamborim no ritmo.
A partir de 1930 o samba conquistaria espaço no mercado cultural e passa a tocar em rádios até se tornar popular e ser difundido por todo o país. Nas próximas décadas, outros gêneros seriam criados a partir do samba, como partido-alto, pagode, samba-enredo, samba-rock e a bossa nova.
O samba abriu as portas para que a música abertamente negra fosse aceita no cenário cultural. Com o tempo, o samba passou a ser um dos maiores símbolos da identidade brasileira, assim como o futebol e o carnaval.

A origem da palavra samba

A palavra “samba” é de origem africana. Seu primeiro registro no Brasil remonta ao ano de 1838, na revista “O Carapuceiro”, de Pernambuco. No entanto, ainda não existe um consenso entre os historiadores sobre suas possíveis origens. Segundo o pesquisador Nei Lopes, seria a etnia quioco, na qual samba significa brincar, divertir-se como cabrito. Há quem diga que vem do quimbundo “semba”, com o significado de “umbigo” ou “oração”. O quimbundo é uma língua banto falada na Angola. Para muitos povos bantos, a música era um elemento religioso e a umbigada se referia a danças sagradas, em uma espécie de ritual de fertilidade e conexão com as forças do universo.
No Brasil, o batuque de umbigada é uma forma de dança e música que se desenvolveu partir do século XVI, trazido pelos escravos de origem banto, povos vindos de regiões como o Congo e Angola. O batuque é caracterizado pela troca de umbigadas entre os casais participantes, dispostos em fila, dançando ao som do toque de tambores.
 

Grande Registro
Em 6 novembro de 1916, Ernesto dos Santos, o Donga, entrega uma petição de registro para o samba carnavalesco Pelo telephone, no Departamento de Direitos Autorais, da Biblioteca Nacional. A partitura manuscrita para piano, feita por Pixinguinha estava dedicada a dois foliões, os carnavalescos Peru, Mauro de Almeida e Morcego, Norberto Amaral.  Em 16 de novembro de 1916, Donga anexou à petição um atestado que afirmava ter sido o samba Pelo telephone executado pela primeira vez em 25 de outubro de 1916 no Cine-Teatro Velho.  O registro da obra  foi efetuado pela Biblioteca Nacional em 27 de novembro de 1916, com o número 3.295.
O samba Pelo telephone fez grande sucesso no carnaval de 1917, dando origem a inúmeras paródias.


Manuscrito de Pelo Telephone, de Donga, integra o acervo da Biblioteca Nacional.
A palavra samba procede da expressão africana semba (umbigada), empregada para designar dança de roda, popular em todo o Brasil. Os sambas mais conhecidos são os da Bahia, Rio de Janeiro e São Paulo. Na Bahia, adquiriu denominações conforme as variações coreográficas. No Rio de Janeiro, inicialmente era a dança de roda entre os habitantes dos morros, daí nasceu o samba urbano carioca, espalhado por todo o território nacional.
Existem várias modalidades de samba.
  • samba de breque, com ritmo acentuadamente sincopado, caracteriza-se por paradas súbitas, os chamados "breques", que permitem que o cantor encaixe comentários falados alusivos ao tema. Seu mais conhecido intérprete é o cantor Moreira da Silva, cujo maior sucesso foi O Rei do gatilho, de 1962.
  • Já o samba-canção privilegia a melodia, geralmente romântica e sentimental, como o samba Castigo, de Lupicinio Rodrigues e Alcides Gonçalves.
  • samba-enredo deve compreender os resumos poéticos de tema histórico, folclórico, literário, biográfico ou livre que for escolhido para enredo ou assunto da apresentação da escola de samba em seu desfile.
  • samba-exaltação apresenta letra de tema patriótico. A ênfase musical recai sobre o arranjo orquestral, sendo Aquarela do Brasil, grande sucesso de Ari Barroso, o exemplo perfeito desse estilo. A música foi gravada pelo cantor Francisco Alves em 1939.
Na Divisão de Música e Arquivo Sonoro, da Biblioteca Nacional é possível encontrar livros sobre samba, escolas de samba, assim como partituras de inúmeros sambas conhecidos e de grande sucesso, como dos compositores Donga, Sinhô, Noel Rosa, Mário Lago, Lupicinio Rodrigues, Wilson Batista, Ari Barroso, Herivelto Martins, Grande Otelo, Adoniran Barbosa, Ismael Silva, Ataulfo Alves e muitos outros.
Nesse primeiro video podemos fazer um passeio aos sambas quem marcaram o século! Uma homenagem ao ritmo que identifica o Brasil e aos seus intérpretes que o perpetuaram.
https://www.youtube.com/watch?v=A9mWYEuteAc
A verdadeira história do samba - Outro maravilhoso vídeo. Aproveitem!
https://www.youtube.com/watch?v=N45k0NMBr-A

Noel Poeta da Vila
https://www.youtube.com/watch?v=VmgCCcLUkoQ&spfreload=5
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Fonte: http://vestibular.uol.com.br/resumo-das-disciplinas/atualidades/100-anos-de-samba-conheca-as-raizes-do-genero-musical-que-se-tornou-simbolo-nacional.htm
https://www.bn.gov.br/acontece/noticias/2016/02/samba-completa-cem-anos

terça-feira, 18 de outubro de 2016

Empresas atualmente tem buscado profissionais com habilidades comportamentais

Mau comportamento dos funcionários é segundo maior motivo de demissão - 
Pesquisas realizadas recentemente, como por exemplo,
a realizada pela Catho,
com mais de 50 mil profissionais, mostra que o mau 
comportamento dos funcionários é o segundo
 maior motivo de demissão nas empresas. 
Os principais problemas são de relacionamento 
com o chefe e com os colegas, faltas e atrasos. 
Em primeiro lugar, está o mau desempenho.
Um exemplo desta situação é de um radialista, que não quer se identificar. Ele foi demitido da empresa onde trabalhava por causa do mau comportamento. Ele conta que a postura dele não agradava os chefes e um atraso foi a gota d'água para a demissão. "Eu estava em clima de carnaval, estava chegando com todo o pique de diversão. Eu acredito que fui um pouco debochado e agravou a situação. Não faria isso de novo em hipótese alguma, não tem nem como fazer novamente", relata.
O empresário Adélio Barofaldi também passou por isso, mas na condição de chefe. Ele é dono de um grupo de empresas de automóveis em Rondônia e tem 900 funcionários. Recentemente, Adélio demitiu gente competente, mas que não se comportava direito. “Eu tenho uma estimativa de mais ou menos 10 ou 12 pessoas que foram desligadas por causa desse mau posicionamento. A gente tem feito alguns desligamentos, às vezes contra a própria vontade do nosso RH, em função do conhecimento que ele tem do negócio, do mercado, mas infelizmente esse relacionamento contamina a empresa e o mercado, então o funcionário tem que ser desligado”, explica.
Em uma empresa que presta assistência médica a domicilio, as dificuldades de relacionamento entre os funcionários e também com os clientes são o principal motivo de demissão. “Em uma empresa de serviço e, no nosso caso nós salvamos vidas, a dependência do comportamento, a exigência de que esse profissional tenha um comportamento adequado, é muito grande. Muitas empresas investem para aprimorar o comportamento dos funcionários no ambiente profissional e isso pode ser feito com treinamentos e atividades que, às vezes, parecem brincadeiras, mas que trazem lições importantes de respeito aos colegas e de trabalho em equipe", afirma a gerente de RH, Eleonora Santos.
Confira abaixo os principais erros de comportamento dos profissionais dentro das empresas:
Descompromissado: não cumpre prazos e não é um bom exemplo para os colegas.

Pessimista: acha que nenhum projeto vai dar certo.

Individualista: não sabe trabalhar em equipe nem ouvir a opinião dos outros.

Vaidoso: quer ser reconhecido o tempo todo.

Desagregador: cria intrigas e faz fofoca.

Inseguro: tem dificuldade de se posicionar.
Trabalhar a Inteligência Emocional pode ser um grande suporte à mudança de comportamento, e saber conviver com os pares no dia-adia do trabalho.  A Inteligência Emocionalnos remete a refletir e avaliar alguns conceitos e teorias enraizados em nossa cultura. Costumeiramente nos deparamos com um paradigma que diz que o conhecimento técnico e acadêmico é o grande diferencial dos profissionais no mercado de trabalho. Aprendemos e fomos estimulados por nossos pais durante a formação escolar a nos tornar profissionais competentes e especialistas técnicos, para que tivéssemos chances de nos destacar e, assim, conquistar a tão sonhada oportunidade de emprego.
Porém, com a ampliação do acesso à educação continuada através de universidades e faculdades em todo o território nacional, percebe-se que o profissional que possui uma graduação já não é mais um diferencial, mas sim um pré-requisito básico para ocupar qualquer posição de trabalho.
Além das competências técnicas, as empresas atualmente têm buscado profissionais com habilidades comportamentais, pois aqueles que não souberem se relacionar, serem assertivos na comunicação, possuírem autocontrole sobre seus impulsos e gerenciar suas emoções, poderão comprometer o ambiente organizacional e consequentemente prejudicar os resultados dos trabalhos.
Pesquisas e levantamentos apontam um grande déficit de habilidades comportamentais nos perfis dos profissionais atualmente. É comum ouvirmos no mundo corporativo que profissionais são geralmente contratados por seus conhecimentos técnicos, mas demitidos por problemas comportamentais.
Nesse contexto a inteligência emocional auxilia as organizações e indivíduos a administrarem suas emoções a fim de alcançarem objetivos. Através do desenvolvimento dessa inteligência as pessoas se tornam mais prudentes, intuitivas e mais equilibradas para tomada de decisões mais assertivas.
Agir com inteligência emocional traz uma série de benefícios, tais como: ampliação da rede de relacionamentos – “networking”, maior capacidade de resiliência, cumplicidade e companheirismo dos parceiros de trabalho, facilidade de aprendizado, maiores oportunidades de crescimento e ocupação de cargos de liderança, entre outras.
Entende-se dessa maneira que desenvolver a inteligência emocional é de extrema importância para o desenvolvimento humano, pois diferente da inteligência lógica ou racional, ela realiza um processo de descobrimento interior que se materializa através de atitudes e comportamentos sociais.
Segundo a gerente de Recursos Humanos da Trevisan Outsourcing, Priscila Soares: “Quando o profissional se encontra balanceado, consegue ver as “coisas de cima” e se torna visionário porque sabe negociar, desenvolve aguçada intuição e escuta mais seus líderes e pares”. De acordo com a mesma, caso esta competência não seja bem trabalhada, o profissional acaba não aplicando a melhor solução, pois as emoções têm o poder de influenciar raciocínios.
Sendo assim, o conhecimento técnico deve estar estritamente alinhado com a inteligência emocional, para que as organizações disponham de um ambiente propício ao desenvolvimento pessoal e profissional.
Fonte:
Marcos Lima - http://www.menthes.com.br/mas-afinal-para-que-serve-a-inteligencia-emocional/

http://g1.globo.com/jornal-hoje/noticia/2013/09/mau-comportamento-dos-funcionarios-e-segundo-maior-motivo-de-demissao.html Edição do dia 30/09/2013)


imagem: http://www.igorborges.com.br/voce-esta-demitido/

terça-feira, 20 de setembro de 2016

O BOM LÍDER FORMA NOVOS LÍDERES


 Aprenda a liderar pessoas e não a chefiá-las
Muitos profissionais assumem cargos de chefia por estarem tecnicamente bem qualificados. No entanto, para serem bem sucedidos é necessário que aprendam a liderar pessoas. James Hunter autor do Best-seller O Monge e o Executivo, diz: " Você gere coisas e lidera pessoas". Ser bem-sucedido liderar na era da informação requer muito mais do que um chefe durão. O crescimento frenético do mercado obriga as empresas a não promoverem profissionais despreparados para cargos de chefia. As empresas estão carentes de verdadeiros líderes de equipe. E a explicação para isso é que para liderar não basta apenas ter conhecimento técnico, é preciso saber liderar pessoas, que diferentemente de máquinas, têm sentimentos.
No entanto, como em qualquer segmento, com o decorrer do tempo o papel do líder sofreu mudanças. Hoje o líder não é mais um realizador do tipo que dizia "quer bem feito faça você mesmo", passou a ser um catalisador. Ele precisa saber motivar as pessoas a sua volta para que elas desejem realizar as tarefas que ele precisa que façam.
Alguns líderes ainda temem ensinar tudo o que sabem, com receio que seus liderados tomem o seu lugar. Assim, ensinam somente o básico ou pouco mais, deixando sempre alguma coisa de fora. Este tipo de comportamento não tem mais lugar no cenário atual. Longe de reprimir seus liderados, precisa ajudá-los a gerarem resultados e isto envolve dar espaço para que eles sejam notados e brilhem.
O tipo de líder que as empresas precisam é aquele que não pensa pelas pessoas, mas as ajuda a pensarem e que tem impulso e desejo de mudar, fazer o melhor. Além de ter potencial este líder acredita em si e em sua causa, não deseja ter apenas seguidores leais, mas busca arduamente desenvolver cada pessoa de sua equipe para estarem aptos para assumirem a liderança quando for necessário.
Um líder é formador de novos líderes. Uma boa condução de equipe também pede um bom ambiente de trabalho. A postura do chefe influi muito em situações de tensão. As pessoas já possuem desafios e situações estressantes suficientes, não sendo necessário, portanto, criar mais dificuldade.
O líder precisa, antes de controlar a equipe, controlar a si mesmo. Para liderar de modo eficaz é preciso entender que nem todas as pessoas se motivam com desafios permanentes, mas a maioria delas se sente motivada se lhes forem apresentados os significados desses desafios. Onde queremos chegar? Que resultados serão alcançados?
Outro fator importante observado nos líderes bem sucedidos é que eles aprendem a lidar muito bem com o poder inerente ao seu cargo, sabem, por experiência, que o poder da liderança está ligado à capacidade de estabelecer objetivos comuns com seus liderados. Sabem que o poder formal do cargo de liderança pode gerar obediência e, mas o comprometimento precisa ser conquistado dia a dia.
Chefes destroem equipes e fazem com que profissionais talentosos saiam da empresa. Muitos profissionais são excelentes em relacionar-se com a equipe, mas ao serem promovidos ficam enfunados de orgulho, alguns se tornam egocêntricos. Tudo que eles fazem é o melhor, apenas a opinião deles é a correta. Não valorizam a equipe mesmo quando eles esforçam demais. Isto desmotiva e faz com que os profissionais insatisfeitos busquem novas perspectivas, porque não aguentam mais o ambiente de trabalho.
Robert Button professor de administração na universidade de Stanford e autor de oito livros, um deles é o best-seller Bom Chefe, Mau chefe da editora Bookman companhia, em entrevista a revista pequenas empresas e grandes negócios, comentou:
- "Uma das coisas que chama a atenção nos piores chefes é que tudo gira em torno deles. Agem como se todo mundo tivesse de trabalhar para eles. Acreditam que podem usar as pessoas e depois descartá-las. Eles não tratam seus funcionários com dignidade. São o oposto do bom líder, que esta disposto a ajudar os profissionais a serem bem sucedidos, a se qualificarem. Ele trata os funcionários com paixão e respeito".
Além disso, um bom chefe tem sensibilidade o suficiente para ajudar os membros de sua equipe a se desenvolverem e crescerem profissionalmente. Saber ouvir críticas é importante para tornar-se um bom chefe e incentivar a equipe a expressar suas opiniões. Para ser bem sucedido um chefe precisa disciplinar-se a falar menos e ouvir mais.
Robert Button acrescenta: "Uma diferença vital entre um bom e um mau chefe é que o primeiro considera sua responsabilidade aprender com os erros. Ele aplica sua habilidade gerencial para construir confiança e uma atmosfera de segurança".
Ajudar os profissionais a melhorem suas deficiências envolve sensibilizá-los a verem a necessidade de fazer tal mudança. Podemos ilustrar essa questão com um projeto de reforma em uma casa velha. A reforma não será completa se apenas pintarmos a fachada, e deixarmos vigas podres por dentro. Não corrigir defeitos estruturais levará a problemas no futuro. De modo similar não basta apenas ajudar os membros de sua equipe a fazerem pequenas mudanças. É preciso ajudá-los a irem ao âmago de sua personalidade e reconhecerem problemas estruturais que precisam ser corrigidos. Caso contrário, velhos traços de personalidade podem ressurgir e causar um estrago grande.
Todos, incluindo os chefes, precisam identificar características indesejáveis e corrigi-las de modo correto. Identificar com precisão a causa destas deficiências é o primeiro passo para mantê-las no controle .Tenha em mente que para ser um chefe você precisa aprender a liderar pessoas e não apenas gerenciá-las. É preciso inspirá-las. Ser liderado por alguém com habilidades profissionais, intelectuais e psicológicas torna o trabalho mais leve. Um estudo Sueco publicado em 2009 acompanhou 3.122 homens por um período de dez anos. Dentre eles os que tinham chefes ruins sofriam 20% a 40% mais ataques cardíacos do que os que tinham chefes bons.
Para ser bem sucedido em liderar é preciso:

- Gostar de pessoas;
- Ter controle emocional;
- Saber trabalhar sobre pressão e em crises;
- Estabelecer prioridades para a equipe;
- Ser uma pessoa organizada;
- Trabalhar em equipe;
- Saber forma uma boa equipe

Vale aqui destacar, o ponto saber formas uma boa equipe, é encontrar semelhanças entre os membros, encontrar as diferenças entre eles e administrá-las, visando ao bem comum da equipe; ao Líder requer estrita observância perceptiva! Quando se refere em formação de uma equipe, não quer dizer que ela precise necessariamente ser uma equipe nova, que estará iniciando do zero naquele ambiente organizacional. Sabemos que várias situações ocorrem nas empresas, então, ao iniciar uma nova equipe ou trazer novos membros para ela, pode ser que as necessidades tenham sido das mais diversas e cabe ao líder encontrar a melhor maneira para atender a tais necessidades, visando à construção de um time forte e coeso.
Oliveira (2010, p. 291-292) nos apresenta três movimentos que o líder deve considerar ao formar um time de trabalho.
1) Encontrar semelhanças entre os membros: Considerando: necessidades, intenções, objetivos pessoais, experiências e interesses, sendo que cada membro deve olhar para os demais integrantes da equipe e se ver neles ou algo parecido com aquilo o que ele sente ou faz.
2) O oposto do primeiro: O segundo movimento descrito pelo autor seria o contrário do primeiro, ou seja, os integrantes devem procurar aquelas coisas nas quais sejam diferentes entre si. Para o autor, depois de identificadas essas características, ficará mais fácil para o líder definir tarefas específicas para cada membro, considerando aquilo que cada um consiga desempenhar melhor.
3) Percepção das assimilações e experimentos: O autor nos apresenta como terceiro e mais importante movimento na formação de uma equipe aquele em que semelhanças e diferenças já tenham sido assimiladas e experimentadas por todos, tendo que agora ser administradas.
Para Oliveira (2010), após esse período de maturação, os membros do time já terão tido a oportunidade de crescerem e se desenvolverem como pessoas, suas habilidades mais importantes já deverão ter sido solicitadas pelo trabalho e aceitas pelos demais membros, assim eles terão a chance de tornarem-se profissionais melhor capacitados para continuar desempenhando as tarefas de forma satisfatória e, até mesmo, capazes de assumirem novas responsabilidades.
É válido lembrar também, que não basta apenas colocar em prática esses movimentos para garantir que haja harmonia no ambiente de trabalho onde várias pessoas, com diferentes realidades, estarão atuando juntas a fim de alcançarem objetivos comuns. É preciso considerar, ainda, as competências individuais, ou seja, saber se a pessoa possui habilidades para trabalhar com outras pessoas e em equipe, pois, caso essas realidades não atendam aos anseios particulares de cada membro, possivelmente sua atuação será insatisfatória e poderá comprometer o sucesso de toda a equipe.
Pode-se resumir em algumas frases, o pensamento de grandes líderes sobre o tema:
A chave para a liderança é executar as tarefas enquanto se constroem os relacionamentos. "O líder do passado sabe dar ordem, enquanto o líder do futuro sabe pedir". "Um bom chefe faz com que homens comuns façam coisas incomuns". Peter Drucker
"É a habilidade de influenciar pessoas para trabalharem entusiasticamente visando atingir aos objetivos. Um líder é alguém que identifica e satisfaz as legítimas necessidades de seus liderados e remove todas as barreiras para que possam servir ao cliente".
James Hunter em seu livro O monge e o executivo "Líder é aquele que direciona, constrói equipes e inspira outras pessoas por meio de exemplos e palavras. O administrador só é considerado líder até sua personalidade, caráter, seu conhecimento e sua habilidade nas funções de liderança serem reconhecidos e aceitos pelos outros envolvidos".
John Adair em seu livro Chefiar ou Liderar? Seu sucesso depende dessa escolha "Após mais de cinco décadas de desenvolvimento de meu potencial de liderança, cheguei a esta conclusão: Liderança é influencia. É isso aí. Nada mais, nada menos. Meu provérbio sobre liderança é este: aquele que acha que lidera, mas não tem ninguém que o siga, está apenas dando um passeio.
John C. Maxwell em seu livro você nasceu para liderar "Liderar é comunicar às pessoas seu valor e seu potencial de forma tão claras que elas acabem por vê-los em si mesmas".
Stephen R. Covey - Os 7 Hábitos das pessoas altamente eficazes. O líder comprometido divide a responsabilidade quando algo dá errado e não só busca promover-se quando tudo dá certo.
"Mude antes de ser obrigado a fazê-lo." Jack Welch

Vale uma grande reflexão



Fonte: baseado em:
- Marcinéia Oliveira
http://www.programacases.com.br/coluna/aprenda-a-liderar-pessoas-e-nao-a-gerencia-las
- Rafael José, 2 de setembro de 2016

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