quarta-feira, 1 de outubro de 2025

DIA INTERNACIONAL DA PESSOA IDOSA


No dia do idoso, nada mais adequado do que colocar minha foto. 

Faço parte de uma geração que , apesar de carregar o nome "idosa" , continua ativa, estudando, produzindo e compartilhando a experiência de vida.


                                                                                           SET/2025


Objetivos e Importância

  • Consciência:Sensibilizar a sociedade para as oportunidades e desafios do envelhecimento. 
  • Direitos:Destacar a importância de garantir e proteger os direitos dos idosos, como autonomia e participação social. 
  • Inclusão:Promover a integração efetiva da pessoa idosa na sociedade. 
  • Valorização:Relembrar a experiência e o conhecimento dos idosos como impulsionadores do progresso. 

O Dia Internacional do Idoso foi proclamado pela Assembleia Geral da ONU em 1990. No Brasil, a data foi instituída como "Dia Nacional do Idoso" pela Lei nº 11.433, de 28 de dezembro de 2006. A Lei 10.741, de 2003, é conhecida como Estatuto da Pessoa Idosa, reforça a importância de medidas para assegurar os direitos da população mais velha. 

Experiência de vida, simpatia e acolhimento são alguns dos referenciais dos idosos, pessoas de total importância para a nossa sociedade.

 Nesta quarta-feira (01), comemora-se o Dia Internacional do Idoso, com o objetivo de homenageá-los, atentar para os seus direitos enquanto cidadãos, conscientizando o próximo, entre outros motivos.


Tempo que foge!

Contei meus anos e descobri que terei menos tempo para viver daqui para frente do que já vivi até agora. Sinto-me como aquele menino que ganhou uma bacia de jabuticabas. As primeiras, ele chupou displicente, mas percebendo que faltam poucas, rói o caroço.

Já não tenho tempo para lidar com mediocridades. Não quero estar em reuniões onde desfilam egos inflados. Não tolero gabolices. Inquieto-me com invejosos tentando destruir quem eles admiram, cobiçando seus lugares, talentos e sorte.

Já não tenho tempo para projetos megalomaníacos. Não participarei de conferências que estabelecem prazos fixos para reverter a miséria do mundo. Não vou mais a workshops onde se ensina como converter milhões usando uma fórmula de poucos pontos. Não quero que me convidem para eventos de um fim-de-semana com a proposta de abalar o milênio.

Já não tenho tempo para reuniões intermináveis para discutir estatutos, normas, procedimentos parlamentares e regimentos internos. Não gosto de assembleias ordinárias em que as organizações procuram se proteger e perpetuar através de infindáveis detalhes organizacionais.

Já não tenho tempo para administrar melindres de pessoas, que apesar da idade cronológica, são imaturos. Não quero ver os ponteiros do relógio avançando em reuniões de “confrontação”, onde “tiramos fatos à limpo”. Detesto fazer acareação de desafetos que brigaram pelo majestoso cargo de secretário do coral.

Já não tenho tempo para debater vírgulas, detalhes gramaticais sutis, ou sobre as diferentes traduções da Bíblia. Não quero ficar explicando porque gosto da Nova Versão Internacional das Escrituras, só porque há um grupo que a considera herética. Minha resposta será curta e delicada: – Gosto, e ponto final! Lembrei-me agora de Mário de Andrade que afirmou: “As pessoas não debatem conteúdos, apenas os rótulos”. Meu tempo tornou-se escasso para debater rótulos.

Já não tenho tempo para ficar dando explicação aos medianos se estou ou não perdendo a fé, porque admiro a poesia do Chico Buarque e do Vinicius de Moraes; a voz da Maria Bethânia; os livros de Machado de Assis, Thomas Mann, Ernest Hemingway e José Lins do Rego.

Sem muitas jabuticabas na bacia, quero viver ao lado de gente humana, muito humana; que sabe rir de seus tropeços, não se encanta com triunfos, não se considera eleita para a “última hora”; não foge de sua mortalidade, defende a dignidade dos marginalizados, e deseja andar humildemente com Deus. Caminhar perto dessas pessoas nunca será perda de tempo.

(Ricardo Gondim)

quinta-feira, 27 de fevereiro de 2025

O poder da economia prateada no Brasil

 No mundo inteiro, o grupo da faixa 50+ é considerado o com maior patrimônio líquido coletivo, uma população que tem um grande potencial consumidor

O Brasil está passando por uma transformação demográfica sem precedentes que está moldando sua economia, sociedade e cultura. Com o envelhecimento da população e a taxa de natalidade em declínio, o país está se tornando um dos protagonistas na economia prateada.

A economia prateada, também conhecida como economia sênior ou economia da terceira idade, refere-se a um segmento econômico que se concentra nas necessidades, desejos e atividades econômicas da população madura. Ela abrange uma ampla gama de produtos, serviços e indústrias que atendem às necessidades específicas desse grupo que está em crescimento à medida que a população envelhece em muitos países.

Não é preciso observar muito para perceber que o Brasil está se tornando um país idoso. Em 2021, o IBGE registrou o menor número de nascimentos desde 2003, enquanto a expectativa de vida do brasileiro cresceu 40% nos últimos 60 anos. Isso significa que há menos nascimentos e que as pessoas estão vivendo mais tempo. Segundo dados da Organização Mundial de Saúde (OMS), em 2030 o Brasil terá a quinta população mais idosa do mundo.

Esse fenômeno é conhecido como a “inversão da pirâmide etária”. Anteriormente, a base da pirâmide populacional era composta por jovens, enquanto os idosos eram uma minoria. Agora, a base está diminuindo, e a parte superior, representada pelos idosos, está crescendo. Essa inversão tem implicações significativas para a economia e a estrutura social do país.

O poder da economia prateada no Brasil

A economia prateada no Brasil é uma força em crescimento. Segundo o Sebrae, as pessoas com mais de 60 anos já são responsáveis por 20% do consumo nacional. Além disso, dados do World Data Lab revelam que a economia prateada já movimenta 15 trilhões de dólares por ano, tornando-se a terceira maior atividade econômica do mundo.

Outro ponto importante é que a grande maioria do público sênior no Brasil possui renda própria. No estudo Elas 45+ da Estúdio Eixo, onde desdobramos sobre os desafios e oportunidades do público feminino maduro no Brasil, descobrimos que cerca de 86% das pessoas com mais de 55 anos têm fontes de renda, e esse número sobe para impressionantes 93% entre aqueles com mais de 75 anos. Além disso, 63% das pessoas na faixa dos 60 anos são provedoras de suas famílias. Isso torna o público sênior um dos segmentos com mais dinheiro disponível para gastar.

No mundo inteiro, o grupo da faixa 50+ é considerado o com maior patrimônio líquido coletivo. É uma população que tem um grande potencial consumidor e só tende a se fortalecer mais nos próximos anos, na medida que o país envelhece.

 Faltam produtos e serviços adequados

Entretanto, apesar de a economia prateada ter uma participação considerável e crescente na nossa economia, ainda falta uma oferta adequada de produtos e serviços direcionados ao público sênior no Brasil. A maioria das empresas se concentra em atender os millennials, ignorando uma grande parcela da população que busca por produtos que atendam às suas necessidades.

Hoje, 63% dos negócios têm os millennials como alvo, e a cada 10 consumidores brasileiros acima de 55 anos, 4 sentem falta de produtos e serviços voltados para eles. Ou seja, existe um desequilíbrio claro de oferta e demanda, a pergunta aqui é: até quando?

Estamos tendo a chance de observar a primeira geração que reivindica seu direito de envelhecer da maneira que quiser. O público sênior quer produtos e serviços que atendam suas necessidades e desejos, eles querem se sentir representados e incluídos na sociedade. Essa inclusão não beneficia apenas os idosos, mas todo o sistema, pois promove uma economia mais robusta e inclusiva.

A economia prateada representa uma oportunidade valiosa que requer uma resposta proativa das empresas e da publicidade. Ao reconhecer o potencial econômico e social da população idosa, podemos criar um país mais inclusivo e preparado para enfrentar os desafios e oportunidades do envelhecimento da população. Pensar em economia prateada, ao contrário do que muitos pensam, não tem nada a ver com pensar no passado, é olhar para o futuro.

google imagens
 

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Fonte: baseado em  Kika Brandão  Co-CEO do Estúdio Eixo

https://www.meioemensagem.com.br/opiniao/economia-prateada-o-poder-economico-da-populacao-45-no-brasil