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sábado, 25 de fevereiro de 2012

De onde vem algumas expressões populares? (Parte I)


            Sempre pesquisei sobre as expressões populares que utilizamos em nossa língua. No site do Prof Nélson Sartori, encontrei algumas delas. Vou publicar, a cada final de semana, as mais conhecidas e que circulam até hoje entre nós. O professor resgata os conceitos de revistas especializadas como LÍNGUA PORTUGUESA – Ed. SEGMENTO e AVENTURAS NA HISTÓRIA - Ed. Abril .           


1. “Sangue nos olhos”
Quanto mais vontade de vencer, melhor o termo é usado para caracte­rizar pessoas que são destemidas, amam desafios e encaram os obstá­culos com uma gana incondicional de superá-Ios. De acordo com Luís da Câmara Cascudo em Locuções Tradicionais do Brasil, um dos primeiros brasileiros notórios a osten­tar o atributo foi dom Pedro I - em Portugal, dom João lI. A origem da expressão também chegou ao país vinda de terras portuguesas. "Tan­to valia ser godo e neto dos antigos conquistadores como ter os olhos abrasados", escreveu o autor João Ribeiro. A diferença é que em Por­tugal o termo era usado em sinal de fidalguia. No Brasil, no entanto, ele denuncia homens audaciosos e corajosos. CAROLINA SILVA. (AVENTURAS NA HISTÓRIA - Ed. Abril)



2. “Amarrar o bode”
Depois de preso, o bicho fica arisco e perigoso
 Quando dizemos que alguém amarrou o bode é porque a pessoa está de cara amarrada, mal-humo­rada, ranzinza e muito irritada. A origem da expressão deriva do próprio comportamento do animal que dá nome à expressão. Nor­malmente criados em liberdade perambulando pelo pasto, quando amarrados, os bodes se tornam impacientes e rebeldes e dão iní­cio a um verdadeiro berreiro. A expressão é usada, então, para indicar a insatisfação de alguém perante determinada situação. Mas o termo pode ainda ser usa­do para indicar o fim da liberdade (amorosa), no momento em que um casal resolve assumir um re­lacionamento sério. C. S. (AVENTURAS NA HISTÓRIA - Ed. Abril)



3. “Sangria desatada”
 No século 16, era sangue para todo lado
 Ainda antes de Hipócrates, du­rante o século 5 a.C., os médicos tinham o costume de sangrar o paciente para expelir os agentes da doença que o acometia. Mas, às vezes, a prática saía pela culatra e o doente embalava num sangra­mento que podia o levar à morte. Essa hemorragia, também conhe­cida como fleborrexis, ainda era praticada no século 16. "É verdade que há pouco roguei em uma carta que não sangrasse mais!", escreveu a madre Maria Bautista à priora de Valladolid, na Espanha. Esse san­gramento descontrolado exige cui­dados rápidos e eficientes. Assim, quando dizemos que alguma coisa não é uma "sangria desatada", es­tamos querendo dizer que ela não precisa ser resolvida com urgência desmedida. JOANA SANTOS. (AVENTURAS NA HISTÓRIA - Ed. Abril)


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