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terça-feira, 15 de outubro de 2013

Ciclo


Em cada ciclo  te vejo.  
Em cada forma me invento. 
Se em ti pareço ausente,
em mim pareces distante.


Em cada ponto sou criada
e minha boca sacrificada
com um prazer infinito
e com um desejo sem princípio.


É o nosso ciclo desaninhado.
Vai, gira, retorna e se perde,
como um grito solto no vazio.
Que emudece a cada encontro quebrado
e a cada palavra e sussurro tardio.
 Abrigo cada segredo teu
e encubro cada ponto, cada mentira
em cada gota que em mim transpiras.


Penso no exato segundo que te tenho
e em cada volta que gira o ciclo.
Porque...
Em cada cor de tua alma, me entrego  
Em cada olhar, tentas me seduzir.
Em cada suspiro, me nego.
Mas em toda despedida...me deixo iludir .

Carmen Lúcia Couto

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