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sexta-feira, 9 de dezembro de 2011

Uma Reflexão sobre Ética e Ato Ético (Carmen Fonseca e Macyra Sotero)


“...administrar tentações, combater a cobiça e denunciar o Errado; incentivar funcionários e executivos a praticar Justiça e Verdade, Honestidade e Compaixão; ou esclarecê-los quanto ao que é o Certo diante dos problemas e dilemas morais que encaram no trabalho... isso, convenhamos, é importante e as empresas não sabem fazer; e talvez nem queiram saber, realmente.”  Julio Lobos (Ética & Negócios)

Pode-se iniciar uma reflexão sobre ética dizendo que o ser humano, como um ser social, necessita de regras para que discipline e organize a vida em sociedade com a finalidade de buscar o bem comum e a felicidade. Daí a ética ser valorativa e se respaldar em valores, princípios e normas.
Deve ser entendida mais como uma reflexão crítica sobre a moralidade do que como cerceamento ao comportamento. Na prática, ao refletirmos sobre o que trará o bem comum teremos que, necessariamente, controlar atitudes que estão a serviço do ego e de instintos primários. A ética, pois, é um conjunto de princípios e disposições voltados para a ação, historicamente produzidos, cujo objetivo é balizar as ações humanas.
Institucionalmente foi pensada como uma forma de incorporar comportamentos moralmente aceitos sob a forma de uma postura crítica diante da vida cotidiana, capaz de julgar os apelos acríticos da moral vigente, seja promovendo boas práticas éticas, seja combatendo a corrupção. Em qualquer dos casos deve ser motivada de dentro para fora, como princípio de vida e não como comportamento a ser demonstrado por controle e/ou temor a superiores hierárquicos.
Sendo assim, na organização faz-se necessário que todos os servidores/empregados realizem seus trabalhos de forma transparente, procurando respeitar os limites e direitos dos colegas e buscar realizar algo voltado ao bem comum. Com isso se contribui para a melhoria dos processos de trabalho e, consequentemente, para o bom desempenho organizacional e pessoal. Isso tem a ver com ato ético que, de acordo com a definição do Dalai Lama (Uma ética para o novo milênio, 2000, p. 58) “é aquele que não prejudica a experiência ou a expectativa de felicidade de outras pessoas”. É necessário, então, conduzir-se de forma ética não apenas quando lhe for conveniente, mas o tempo todo, demonstrando compromisso consigo mesmo, com sua equipe, com a sociedade e com sua organização.

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